Ha como eu Queria q ela Soubesse
Algumas centenárias irmandades católicas, como alguns antigos terreiros religiosos de matrizes africanas de negros libertos participaram de forma ativa para angariarem fundo para a compra de alforrias durante o período escravocrata brasileiro. Por que as rendas obtidas pelos escravos de ganho, eram muitas das vezes irrisórias por que a maior parte ficava com os senhores proprietários dos escravos. Existiam também fidalgos e senhoras que faziam doações em dinheiro, para a causa mas eram muito raro.
O Povo Rom (comumente conhecido no Brasil como povo cigano) está expresso publicamente por meio de minhas manifestações e pensamentos literários e de citações que atuo como defensor da preservação identitária e dos direitos dessa comunidade de matriz ancestral. Defendo ativamente que haja uma maior valorização mundial da cultura ancestral e do dialeto próprio do povo Rom. Minhas manifestações focam no respeito universal à resistência e à fé dos Rom.Defendo que organizações internacionais, como a (ONU), busquem mecanismos históricos para a pacificação e o reconhecimento dos direitos territoriais do povo tão marginalizado. Prego a convivência pacífica entre os clãs, buscando prosperidade e direitos em suas estruturas comunitárias tradicionais.
LUZ AZUL é a cor da transmutação interior, e traz consigo a magia das letras como é próprio das expressões secretas esotéricas universais, como se escreve e como se lê, de frente para trás e de trás para frente, ela não se modifica. Assim me ensinou um velho mestre, pelos caminhos da compreensão.
Enxergo de forma clara o preconceito social contra os neurodivergentes como uma barreira cultural nascida da rigidez lógica da sociedade neurotípica. Para mim, como autor e pesquisador sobre o tema, a discriminação e a exclusão (formas latentes de capacitismo) não surgem necessariamente de um ódio intencional, mas sim da incapacidade coletiva de decifrar, entender e acolher formas de pensar não lineares, que naturalmente afastam as pessoas que foram preparadas para a aceitação e o acolhimento do comum. Cabe a sociedade contemporânea expandir a compreensão de todos os tipos de linguagens faladas ou emudecidas, mas reveladas por distintos comportamentos.
O mercado de arte assim como em outros mercados de valores subjetivos, não são as obras ou os ativos e objetos que vedem mas sim toda historia e evidencias de origem que estão compreendidas e embutidas neles. Umas fidedignas e outras inventadas por mestres da dissuasão. O mercado internacional em si destes ativos do faz de conta, movimenta cifras milionárias a muitos anos e nunca serão totalmente objetivadas e desmascaradas, por conta dos interesses milionários entre ativos não catalogados encontrados e buscas do que não estão a venda.
No universo contemporâneo as diferenças me comovem, quando os seres vivos são catalogados como indivíduos ou índices paginados fora da curva. Com isto são isolados e sentenciados por julgamentos espúrios de quem não conhece a realidade e muito menos procura entender a liberdade de ser diferente. Fácil apontar os defeitos alheios que na maioria das vezes, em nos não resolvemos mas empurramos e escondemos para de baixo de nossos tapetes, em um mundo tão hipócrita e repleto de padrões éticos, morais e intelectuais, não tão verdadeiros. A imparcialidade é cumplice calada que distancia a inclusão.
Quanto mais escrevo
Mais dependente fico
Me perco nas letras
Escorrego nas frases
Mas como é saboroso
Ser seduzido por esse verbo
Que habitou entre nós
O tudo está no nada, e o que não tem como explicar, explode, incendeia e faz bater forte, com alegria, os nossos corações.
Gratidão
Paz no 💓
CHEGAMOS
Como folhas de papel em branco
Experiências
Em algum cantinho do Nosso universo
Alguns saem coloridos,Outros opacos
Cinzas, muitos poucos
Porém, o onisciente aprende com todos
Uma Inteligência Real, Natural
Onde a IA não o passa de um grão de areia comparada a sabedoria
De todos nós: da consciência universal
Amém
Ainda hoje passo situações vividas na infância, como um ciclo que não se quebra. Mas vai quebrar, ah se vai! Cristo continua sendo meu libertador.
Um atleta que perde suas habilidades é como um pássaro que não pode voar.
Autor: Anderson Alves de Souza Carmo
Como todos os lutadores quero tudo simples, claro e prático, já sei o que é a verdade e o erro...mas no meio de tudo isso, ainda gosto de poesia, acredito em promessas e no amor.
Fui forjada no fogo como um pedaço de ferro que transforma na mão do ferreiro;
As duras pancadas, o fogo foram me moldando conforme o trabalho do ferreiro;
Hoje sou o que sou só porque resisti ao processo;
Já nada mais me surpreende, quando vivemos o processo de forma intensa, dura, mas confiante na minha força interior.
Olho o mundo com lentes que não são minhas,
e chamo de meu o que ecoa do outro,
como quem tece, no fio imaginário,
uma pele compartilhada.
A biologia do amor
Olhamos para as relações modernas como quem olha para o guarda-roupa. Diante do primeiro sinal de desgaste, de um fio puxado ou de uma costura que cedeu, a resposta imediata tem sido o descarte. Trata-se o amor como matéria inanimada, uma peça de vestuário que se usa até gastar e, depois, joga-se fora para abrir espaço para a próxima novidade.
Mas o casamento não é feito de tecido.
O casamento é como uma célula que pode ser restaurada por tempo indeterminado. Ele é um organismo vivo, dinâmico, dotado de uma biologia própria. Onde muitos enxergam o fim pelo desgaste, quem compreende a natureza do laço enxerga a necessidade de regeneração. Uma célula não se joga fora quando adoece; ela se nutre, se adapta e se reconstrói do zero se receber os estímulos certos.
Em um mundo que escolheu a facilidade do descarte, insistir na restauração contínua dessa célula é o verdadeiro ato de coragem e amor.
— Kathleen Soares
Então, antes de perguntar:
“Como posso mudar o mundo?”
Pergunte a si mesmo:
“O que estou cultivando dentro de mim todos os dias?”
Busque-me, discípulo
acha-me naquela estação
entre inverno e verão
Ama-me como uma noiva
recém casada; aonde foi
o teu amor?
Enxerga-me outra vez, como
pôde se esquecer? Com os
teus olhos, jamais irá me ver.
Enxerga-me, pois, de olhos fechados.
Procura-me ver, com o teu coração
e me verás novamente, sentirás outra
vez.
Em sua nudez eu não aponto para a tua vergonha exposta, mas cubro-a com novas vestes, vestesde linho branco. Duvide de reis, questione governos, não acredite em tudo que se ouve
Mas como podes duvidar do meu perdão? Como podes questionar meu amor? Como pôde, se esquecer da cruz que tornou do órfão, mais uma vez, filho?
Permita-me cativar-te, não te escondas de mim.
Revele-se, confesse... pois sou o amor restaurador, e desde que encontrou meus pés, esse meu amor
Te encontrou.
44
Hoje faço 44 anos.
Lá fora, a chuva bate no vidro como quem tenta entrar.
O vento passa forte, assobiando entre as frestas, e por alguns segundos parece ser a única coisa fazendo companhia.
Estou aqui, olhando pela janela.
Os pés frios.
O quarto escuro.
O céu sem cor.
E dentro de mim, coisas que também não encontraram luz.
Conversas que ficaram pela metade.
Palavras que não chegaram.
Respostas que talvez nunca venham.
Pessoas que estão longe mesmo quando deveriam estar perto.
E caminhos que, por enquanto, parecem não levar a lugar algum.
Engraçado… aniversário deveria ser um dia cheio de presença.
Mas hoje o que mais consigo perceber são as ausências.
Ausência de algumas pessoas.
De alguns abraços.
De algumas certezas.
De algumas versões de mim que ficaram perdidas em algum lugar desses 44 anos.
Hoje não quero festa.
Não quero fingir que está tudo bem.
Não quero transformar tristeza em gratidão só porque o calendário diz que eu deveria estar feliz.
Hoje eu só quero permitir que este dia seja o que ele é.
Cinza.
Frio.
Silencioso.
Talvez a chuva lá fora esteja apenas acontecendo.
Mas daqui de dentro parece que ela entende.
E enquanto o vento bate contra a janela, penso em quantas tempestades uma pessoa atravessa sem que ninguém perceba.
Hoje são 44 anos.
Quarenta e quatro anos de histórias que deram certo e outras que ainda doem quando lembro.
De encontros e despedidas.
De sonhos realizados e outros que ficaram pelo caminho.
De pessoas que chegaram, pessoas que partiram e pessoas que, de alguma forma, ficaram inacabadas dentro de mim.
Talvez envelhecer seja também isso:
carregar um pouco de tudo aquilo que não conseguimos resolver.
E hoje, no meu aniversário, não tenho nenhuma grande conclusão.
Só esta janela.
A chuva.
O vento.
O frio nos pés.
Algumas coisas sem resposta.
E uma estranha sensação de estar comemorando mais um ano de vida justamente em um dos dias em que a vida parece mais silenciosa.
Hoje faço 44.
E talvez ninguém consiga perceber pela fotografia,
mas naquele quarto escuro existe alguém tentando, em silêncio, encontrar um pouco de calor no meio de um dia completamente frio.
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