Guerras
Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.
"A maioria dos senhores das guerras são pais, filhos e religiosos. São pessoas, mas que abriram mão disso, mesmo sabendo a importância das coisas que realmente importam. São seres que deixaram de existir como pessoas e ignoram a humanidade, a vida de cada ser vivo. São seus próprios desejos e ambições, e sempre alimentam seu ego e arrogância, assim como sua prepotência. São senhores de si mesmos, seus próprios deuses. Isolaram a culpa, e o sangue de quem morre rega seu próprio mérito."
Senhores das guerras
Por Marcio Melo
A Maldição do Ego
É tanta guerra por todos os lados: guerras por poder, por território, por ouro, por petróleo. É tanta guerra acabando com sonhos, destruindo vidas. São tantas guerras secando a esperança daqueles que perdem quem amam e deixando sem esperanças aqueles que perdem o amanhã. O sol brilha e o céu também brilha à noite, mas não são estrelas por lá. Assusta.
É tanta guerra, é tanta gente que não está nem aí, gente que não se preocupa, que não liga. É guerra do ego, guerra para dizer quem manda mais.
Não faça de conta que não vê, que não enxerga tudo o que está acontecendo porque parece longe demais, mas está perto. Não faça de conta que não vê o mal dominando o mundo, não finja, não ache normal, não aplauda. Não faça isso! Não fique de um lado defendendo mortes e maldições.
São tantas guerras explodindo lá fora. São tantas guerras explodindo aqui dentro de mim que parece até que o mundo não tem mais jeito. Mas tem. Acredite.
Me abraça! Me abraça!
Sinto medo de vez em quando. E, de vez em quando, eu também sinto coragem pra enfrentar o que parece ser o ponto final.
O que é a vida, afinal?
Nildinha Freitas
Poeta Potiguar
O Estado emite, os bancos distribuem seletivamente, grandes grupos recebem contratos, guerras e reconstruções movimentam indústrias específicas, e o custo é socializado via dívida, inflação ou austeridade. O ganho é privatizado. A perda é coletiva.
A crise funciona como um filtro. Ela não pune: A crise seleciona.
É incompreensível que haja guerras santas na Terra. Talvez, no invisível que não nos é dado ver, até santos e anjos se enfrentem em combates que escapam ao entendimento humano — como se toda luta fosse apenas uma forma de tocar o reino do indizível.”
O mundo está um caos, guerras, epidemias e fome, contudo, nesse ano só se fala em Copa do Mundo! As relevâncias ficam para o próximo ano!
IDIOCRACIA GLOBAL
Guerras, fome, tragédias climáticas, tudo vira meme! Ciência e inteligência deram lugar à burrice e incoerência!
Quando você alimenta seus dias apenas com notícias de conflitos, política e guerras, a graça da vida lentamente se transforma em desgraça. Quem se nutre do peso do mundo dificilmente encontra espaço para a alegria. Há coisas que sabemos que vão acontecer, mas não precisamos permitir que elas dominem o que sentimos.
Todas as calamidades – revoluções, guerras, perseguições – provêm de um equívoco inscrito sobre uma bandeira.
Os militares brasileiros parecem se atrapalhar com as armas sem guerras para combater. Assim, no tédio das casernas, sonham com poderes políticos.
Um país envolvido em várias guerras recebe a "maior copa da história", e ao invés de sofrer um boicote global, sendo deixado de lado pelas nações e pelo público, volta a ser o foco de toda a atenção no mundo, como era no passado.
Eu me pergunto: Que humanidade nojenta somos nós? Por que aceitamos a barbárie, o teatro de tesouras, o espetáculo da morte, o buffet de carne humana e o vinho tinto de sangue, quando deveríamos vomitar toda essa nojeira?
Não é à toa que anseio pelo fim da atual civilização humana e pelo retorno às eras glaciais, onde éramos meros caçadores-coletores e a nossa preocupação máxima era a sobrevivência no gelo, a caça de mamutes e outros animais com lanças feitas de ossos, e o cuidado das próximas gerações.
Foi um erro termos saído desse período, evoluindo para sociedades complexas, sedentárias, religiosas e burguesas.
Entenda: cada cicatriz que você carrega é uma medalha invisível, prova sagrada das guerras internas que você enfrentou e venceu.
Já venci guerras que ninguém soube que existiram. As batalhas invisíveis nos ensinaram a ter compaixão por aqueles que lutam calados.
O corpo guarda um manual de guerras antigas. Lá estão listadas derrotas que ninguém lê, exceto eu. Cada cicatriz é uma frase do diário que o tempo esqueceu. Volto a esses capítulos com os dedos, procurando cura no toque. E descubro que a linguagem da cura é pequena: atenção e tempo.
