Guardo na Memória
Na memória se guarda há anos e décadas os melhores momentos da vida, mas eles desaparecem quando escolhemos as piores pessoas para fazerem parte da nossa companhia.
Na memória se guarda as melhores lembranças, mas elas desaparecem rapidamente quando escolhemos os piores momentos para curtir uma vida miserável.
O povo não tem memória para guardar a Palavra de Deus e cai rapidamente no esquecimento, porque seu coração guarda um livro de pecados.
Admire a capacidade da inteligência de uma pessoa para o bem e guarde na memória a felicidade que elas produzem em prol do próximo.
Na memória,
guardo um cenário
de uma Natureza incrível,
onde a vida é bastante expressiva
e iluminada pelos raios de sol
fica ainda mais linda
e ainda é banhada por um amor
de águas cristalinas,
um lugar tão lindo
que nem parece ser real,
talvez, um pedaço do paraíso
pra fazer ignorar aquilo
que for banal.
Em certa noite tranquila, daquelas que se guarda felizmente na memória, estive na praia na companhia da solidão até que as águas do mar tocaram os pés e uma sensação confortante foi tomando conta como se um amor divino tivesse tocado a minha alma.
Pouco tempo depois, a solidão incomodada, despediu-se e a solitude decidiu ficar abrigada ao meu lado, foi um momento de equilíbrio bastante memorável por ter sido naquela noite, tudo que eu precisava, um bem permanente mesmo vindo de um instante temporário.
Quando a simplicidade deixa marcas na mente, estas serão transformadas em portas que poderão ser abertas usando a chave da lembrança sempre a esperança estiver pouco presente, graças a Deus, isso faz parte da força de um ser resiliente.
Vinny, guardo na memória
cada momentos nossos,
cada brincadeira e conversas bobas.
Eu ainda menina, mas ja me sentia
segura, pois você foi meu herói.
Te amo hoje, amanhã e sempre!
O som da Congada da Lapa
ainda soa na memória,
O doce da infância ainda
guardo na História,
Os heróis ainda vivem
em mim também,
O velho teatro não
saiu do coração,
Algo me diz que
vamos juntos até lá,
Só não sei quando,
Eu só sei que nós vamos.
Na cesta encantada
feita de Arumã onde
guardo a memória
de um tempo de glória
Busquei o meu colar
de escamas de Pirarucu
trançado com Tucum
para me enfeitar
e contigo fazer História,
Seremos um do outro
porque com a tinta
do destino o amor
está escrito e consagrado
com festa e a poesia inevitável
sob o desígnio do Universo
com romantismo imparável
que abriram caminhos
para o encontro o interminável.
O céu de cinzas sobre
o Médio Vale do Itajaí
está guardado no caixa-forte
da memória por aqui
para que nunca mais
a história nesta se repita
em nenhum lugar na vida;
Agora o quê me interessa
mesmo são os poemas
azuis que vou te cobrir
todos os dias sob
os desígnios do céu austral
de maneira sem igual,
porque o meu peito
como o seu também canta
como as aves de Rodeio.
Tenho na memória guardada,
Não há mais como dizer,
Talvez esteja sepultada,
Em terra longínqua,
Hei de um dia te contar,
Fizeram a gente esquecer,
Não é possível sequer falar.
Este poema é impublicável,
Mas é inevitável...
Ele fala de sobrevida,
Ele fala da Morte,
E da vida além da Morte.
Abraçando a lembrança,
Não há mais esperança,
Ylang-ylang é o teu perfume no ar,
Serena musa, não sei onde estás,
Talvez um dia você vai voltar,
Talvez pobre de você,
Algum dia o destino irá mostrar.
Esse poema não presta,
Eu deveria atirá-lo no lixo,
Ele não deu a cara a tapa,
Filho de alma covarde,
É quase uma denúncia...
Os ares e ‘as flores de abril’,
Uma música de Chico Buarque,
A imagem da mulher esfumaçada,
Talvez esteja desfigurada,
Teve a imagem desaparecida,
E alma roubada,
Não quero falar sobre mais nada.
MEMÓRIA
Ele a encontra na varanda da casa e diz:
— Acordou cedo...
— Gosto dessas horas do dia: antes do sol se pôr e antes da cidade acordar — diz ela enquanto toma uma taça de chá verde. — Tu quer chá? Não consegui encontrar minha xícara.
— Está debaixo da pia, perto do batom.
— Ficou me espiando?
— Eu vi pelas tuas memórias.
— Como é que eu não lembro da xícara?
— As pessoas só notam o que estava chamando a atenção delas no momento.
— Verdade.
— Seria possível notar coisas novas se revisitasse a mesma memória várias vezes, mas é preciso ter cautela, pois pode acabar se aquecendo além do necessário.
— Ter um momento fixado na mente num círculo sem fim...
— Sim.
— Por isso que nunca mergulha?
— Memória é que nem perfume, melhor em pequenas doses.
— Talvez não esteja guardando as lembranças certas.
— Estou sim! A memória está entre a esperança e a realização. Aquele que tu realmente amou, cedo ou tarde, ressurgirá na tua presença.
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O céu guarda a parte viva da pessoa, aquela coisa que não morre nunca, não a saudade, a saudade é amor e é dos vivos, estou falando da coisa viva que fica nos mortos.
"As lembranças vividas por você, boas ou desagradáveis, estarão para sempre guardadas nos vários compartimentos da sua memória. As mais tristes ou as ruins, você poderá ao menos tentar esqueçer. Não é uma tarefa fácil, porém, é uma opção saudável. Aquelas que te decepcionaram e que te amarguraram ate a alma, você poderá se esforçar para perdoar. E não apenas para liberar perdão ao teu próximo, mas para você sentir paz. E as mais doces, as mais belas, as mais especiais, essas você deverá ter sempre em mente, pois, quando desejar, poderá resgata-las e recorda-las como parte gentil e linda das memórias da tua vida. Você pode ter acesso a esse melhor compartimento de maneira involuntaria ou sempre que pensar em algo que te faça sentir saudades de alguém ou de alguém que te faça sentir saudades de algo. Ou ainda, de alguém em algum lugar do teu passado...".
C.M.Vasconcelos
Todas as experiências vivenciadas ao longo da sua vida, ficarão como recordações guardadas nos compartimentos de sua memória, sejam elas agradáveis ou não. As mais tristes você tentará esquecer. O que mesmo não sendo tarefa fácil, é opção saudável. Aquelas que te decepcionaram, que amarguraram tua alma, você deverá se esforçar para perdoar e, não apenas para liberar perdão ao próximo, mas para você sentir paz. E as mais belas, as especiais, essas você deve ter sempre em mente, para quando desejar, poder resgata-las e recorda-las como parte doce e gentil das tuas memórias. Você pode acessar esse compartimento de maneira involuntaria ou sempre que pensar em algo ou alguém que te faça sentir saudades de algum "lugar" do teu passado...
Quando não se tem a voracidade de registrar o que se vê, vê-se mais e melhor, sem ânsia de guardar, mostrar ou contar o visto. Vê-se solitária e talvez inutilmente, para dentro, secretamente, pois ninguém poderá provar jamais que viu mesmo. Além do mais a memória filtra e enfeita as coisas. Até hoje não sei se aquela Ciudad Rodrigo que vi pela janela do ônibus, envolta em névoas no alto de uma colina no norte da Espanha, seria mesmo real ou metade efeito de um Lexotan dado por meu amigo Gianni Crotti em Lisboa. Cá entre nós, nem preciso saber.
Tudo fica guardado: o relâmpago, a fome, o sonho e mesmo o desejo escondido. Tudo fica guardado até que o corpo os liberte em cor, canto ou palavra.
