Grito de Protesto
Calada da noite
Na calada da noite o silêncio assusta
Mas ouço as buzinas e sirenes
Um grito de desespero longe se escuta
Momentos nefastos nada solenes
O silêncio incomoda mas como conforta
O nada se torna muito vultoso
Nesse campo aberto uma extrema loucura
Nas folhas que caem sem cinismo
Escondo-me por medo da triste amargura
Manhã que parece não mais chegar
A noite está longa sem estrelas sem lua
Esperança em mim assim desvanece
A pergunta está sem resposta e nula
Desiludindo o simples autor
Ainda bem que existem as almas sedentas
Cantando para Deus com amor
Abri a boca para soltar um grito mudo
Liguei o chuveiro para disfarçar as lágrimas que caíam
Temperatura máxima para ver se a dor dispersava
Mas ela continuou ali
Entre soluços e arranhões
Espuma a meus pés
E meus olhos não queriam ver nada além da dor
Que me arrebenta as cordas vocais com silêncio.
Gritos de desespero que ultrapassam a barreira do som
Unhas que marcam e nem dói
No fim, desligo o chuveiro
Agarro na toalha e o espelho embaciado reflete
Não a dor que sinto mas o sorriso que se repete.
Se alguém perguntar isto nunca aconteceu.
1 - Fantasia
Fantasiei liberdade
Grito infinito sem ouvinte
Extinta corrente em meu ser
Asas abertas no céu do crepúsculo
Meu fim sem recomeço
Liberdade tem seu preço
Metade de tudo que eu grito é silencio.
Que as palavras que eu falo não sejam repitas como prece, apenas respeitadas porque metade de mim é o que ouço e observo mas outra metade é um vulcão em erupção.
Mas metade de mim esta ficando cansada de viver nesse mundo onde todos querem se destruir.
Quero que minha loucura seja perdoada e o amor que não sou capaz de dar seja aceito.
Porque metade de mim é o que ouço e vejo mas continuo me calando mesmo estando em erupção.
E a lembrança do que fui, já se foi a algum tempo.
Não preciso do seu silencio porque estou cansada de querer ser algo que voce idealiza então tchau.
Já me acostumei em dizer "tchau".
A noite chega e com ela um grito muito distante
São as estrelas me desejando uma boa noite.
Sua missão por hoje acabou... durma em paz com o coração leve e tranquilo.
Assim desejo o mesmo aos meus amigos .
Ritmando
Samba é pro pé e no apito,
Rock é pro grito
Jazz é pra quem tem vivalma
Tango cai n’alma
Valsa é pra mulher linda
Samba-canção é pra amar a bem-vinda
Moda de viola é pra sertanejo
Marcha fúnebre é pra cortejo
Choro é um pouco de tristeza
Mas, viva o maluco beleza
Funk se dança no palanque
Bossa nova Tom ensinou pra ianque
Vanerão e pra gaúcho campestre
Baião quem inventou foi um mestre
Xote se dança e canta no nordeste
Frevo é de Olinda inconteste
Forró tem que dançar agarradinho
Gafieira se mistura samba e chorinho
Lambada é carimbó do Pará
Axé na Bahia nunca faltará
Calango é quando se faz quadras de improviso
Cateretê se bate palma e sapateia no contra piso
Maxixe se assemelha à polca tcheca, mas, não tal e qual
Pagode tem origem paulistana, no fundo do quintal
Xaxado sapateia o direito e desliza o esquerdo, ao som da zabumba
Dançar e cantar tudo isso é uma kizumba
GRITO
É tão triste
ver a vida que Deus nos deu
com tanto amor indo assim
embora !
Ninguém faz Nada .
Os grandes tapam os olhos .
Colocam suas vendas do descaso e
do desamor .
A natureza está morrendo
às claras.
Cadê os animais das nossas matas?
Cadê as flores dos nossos jardins ?
Cadê os peixes dos nossos rios ?
Cadê os pássaros tão lindos do nosso
céu anil ?
Cadê a vida ?
Por onda o amor ?
Cadê nossas crianças nas escolas ?
Cadê nossos velhos na história ?
Cadê nossa juventude de luz ?
O mundo está cego
surdo e louco
Ninguém mais se ama
Ninguém mais se olha nos olhos
Ninguém mais cuida um do outro
Para onde vamos ?
O que querem de nós?
A guerra está nos matando
As armas estão nos vencendo
O crime anda livre ...a solta
A natureza clama por socorro
O ser humano tem sido tão pouco !
Ninguém vê e não faz nada ...Nada !
Os governantes só coçam pra si .
Meu Deus ...
Quanta escuridão
Quanta maldade
Quanta ausência de amor !
Por onde anda aquele colibri que
quando menina vi
pousar pertinho de
mim ?
Por onde andas a fantasia
que um dia
já me fez tanto
sorrir ?
Por onde andas aquele amor
ao próximo que parece
nunca mais existir ?
Estamos nos matando aos
poucos e nada tem
sido feito .
Até quando nosso próprio
suicídio
nos deixarão vivos ??
Até quando ?
Noites vazias, traz pensamentos cheios. Madrugadas silenciosas, traz o grito do silêncio. Um amor incorrespondido, traz dor e sofrimento.
Ora, parece que nada mais faltava a Ahy, e que a ela cumpria responder a este último grito de Aoitin, confessando também o seu amor tão antigo; mas a natureza da mulher é a mesma, tanto na selvagem, como na civilizada: a mulher deseja ser amada, fingindo não amar; deseja ser senhora mesmo de quem é escrava, e pois Ahy nada respondeu; mas riu-se, suas lágrimas secaram; porém já a este tempo as muitas que havia derramado tinham dado origem a esta fonte, que ainda hoje existe.
E janeiro se vai.
Que venha fevereiro trazendo muito samba no pé,
Carnaval vem como grito de angústia para abafar o sofrimento do povo desfavorecido.
Fevereiro promete muitos avanços na política, economia também para apaziguar e confortar a voz que clama por justiça.
Motivos para ajudar não faltam. Que a gente nunca se farte de estender as mãos aos que necessitam nem de agradecer pelo que somos e temos.
Dia feliz, nobre e bom!
#5 – GRITO QUE TE AMO
SER FELIZ é um estado da alma feito de pequenos nadas, pelo muito que nos dizem, nos tocam, nos sensibilizam…
Não me coíbo de o expressar, nem tampouco me importa se, por isso mesmo, sou alvo de chacota.
Por isso, grito aos sete ventos que TE AMO! Um grito bem sonante, autêntico, solto, desinibido… para todo o mundo ver e ouvir que és tudo o que quero! Sim, e depois?!
Um dia construirei um castelo com as pedras… as tais que pelo caminho, vou guardando.
É isso aí!
PÁTRIA AMADA.
Nunca se ouviu o grito no Ipiranga, pois o povo não teve tenacidade de reverberar o brado retumbante. Mesmo naquela época já dormiam em berço esplêndido.
A liberdade ficou por conta apenas dos raios fulgidos. Que ainda assim, insiste em cintilar nesta Pátria.
O braço forte se tornou frágil, tão frágil que não desafiamos mais a igualdade, muito menos a morte. Pátria amada, idolatrada, mas omitida.
Brasil deixou de ser intenso e vivido, passou a ser enfermiço e a terra adoeceu. Não se vê mais a imagem do cruzeiro, homens ególatras.
Foi um gigante por sua natureza, era belo, era forte, mas sem impavidez. O futuro virou um devaneio.
Pareço que sou louca, maluca, doida.....
Simplesmente por que sinto, grito, gargalho, choro, canto, bebo, fumo, durmo, amo, odeio, vivo.
Se ser normal é ter esse maldito senso comum.
Desculpas, mas quero morrer dessa doença chamada loucura.
