Grito de Protesto
Dói o grito que sufoca, a vontade que se desfaz como cinza entre meus dedos. Então eu me ajoelho diante do céu e chamo por Deus, imploro por uma saída, por um sinal, por qualquer respiro, mas em noites como esta, parece que Deus apagou meu nome do livro divino, parece que minha voz não atravessa o silêncio do firmamento.
E eu fico aqui sozinho tentando acreditar que Ele ainda me escuta e, totalmente perdido, tento manter a fé.
Arranca-toco, bate-boca, castra-língua, dedo-negro, espanta-alma, fura-olho, grito-das-trevas, e outros demônios alfabéticos até a letra z, de zumbi-zaragata, são
hóspedes do diabo.
O grito entalado.
Está enlatado.
Na prateleira da sala de estar.
Empoeirado.
Às vezes em pé.
Outras deitado.
Dia vai e noite vem.
Ninguém muda ninguém.
A hipocrisia está solta.
E o grito não vêm.
Só observa a sua volta.
Sabendo do desperdício.
O grito continua calado 😶
Se for desenlatado
Ficará empolgado.
Fazendo desperdício.
Num mundo perdido.
Onde o ar está sendo
Expelido.
Psiu Psiu🔇
*Grito da Liberdade*
Eu mudei sim, eu era doce, mais leve, cheia de esperança.
Mas fui testada até o meu limite.
Confundiram minha calma com fraqueza.
Pisaram, cobraram, machucaram.
Quando reagi, me chamaram de louca e exagerada.
Quando cansei, disseram que mudei, me tornando egoísta.
Mas ninguém viu o que fizeram comigo, ninguém sentiu e nem se redimiu.
Esperaram eu partir para sentir algo sobre mim.
Eu peguei o pouco e construí o meu muito.
Ergui-me do nada e sem ninguém.
Você pode mais do que imagina,
E, quando se ergue, é uma força da natureza.
Às vezes, se defender é o único jeito de continuar de pé,
E a sua voz é um grito de liberdade.
Não se omita quando se sentir sufocada.
Grita!!!
O Silêncio e o Desprezo a certas pessoas dizem muito mais que um grito, um tapa cara, um cusparada, um escândalo, um sorriso irônico, de quem só conseguiu se tornar desprezível.
O segredo da dor. Meu filho morreu... perdi para as drogas...um grito de dor!!!
Fiquei sem ouvir, ai foi quando ouvi
Rompeu-se o tímpano, mas o coração ouviu
A palavra silenciosa, que só o coração sente.
E agora sou espiã dos lábios
Decifrando os segredos, dos olhos vendados
Quando fiquei doente, foi quando fiquei boa
A presença me envolveu, como um manto de paz
Agora tenho uma herança de ouro, ela é a observância.
A atenção plena, que me fez ver além
Quando parei de trabalhar, foi quando trabalhei
A mente em silêncio, o coração em oração
Quase orando, chorei
E a palavra se fez carne, em meu ser
E nesse silêncio, encontrei a voz a voz
do meu filho, que me chama,a dor e a transformação vem com a perda de um ente querido quando perdi, ganhei muitos filhos e filhas e irmãos jogados nas calçadas do mundo. Leila Boás 04/12/2025
No fundo do mar,
Um grito abafado,
Sem respiração.
O fim chega.
Cada parte de nós
Um dia será saudade,
Lembrança e fuga.
Somos retalhos
De uma felicidade inexistente.
EU VI MEU AMOR PARTIR
Eu vi meu amor partir.
Não houve grito, nem adeus
apenas o silêncio cruel
de duas mãos se desfazendo no ar.
Seus dedos, antes abrigo,
escorregaram dos meus
como folhas secas no outono,
sem promessa de volta,
sem tempo para implorar.
Nos olhos dela: um oceano contido.
Nos meus: a tempestade desfeita.
E eu, mudo, tremia —
como quem assiste o próprio coração
ser levado em um navio
que não voltará ao cais.
O mundo se curvou em dor.
O vinho ficou sem Sabor
As ruas ficaram cegas,
Consumidas pela escuridão.
e cada passo era um lamento surdo
ecoando por dentro da alma.
Meus amigos?
Evaporaram com a alegria.
Restou só o silêncio,
e nele descobri que até o eco
tem mais companhia que eu.
Minhas mãos, agora frias,
ainda procuram as dela no escuro.
E as lágrimas que ninguém viu cair
são poços onde minha esperança
afunda sem grito nem salvação.
Na ausência dela,
o tempo parou de tentar consolar.
E eu entendi, tarde demais:
o amor verdadeiro não parte
ele fica, e nos destrói devagar.
o silêncio se tornou mais cruel do que qualquer palavra.
Não houve grito, não houve despedida — apenas o peso da ausência,
um corte invisível que sangrava dentro de mim.
Simplesmente se virou contra mim,
como quem fecha uma porta sem olhar para trás,
como quem apaga uma chama sem se importar com o frio que virá.
E eu, perdido
descobri que tudo o que sabia, tudo o que ofereci,
não foi o bastante.
O que restou de mim não é parte dela.
Restou-me apenas a força de continuar,
a coragem de transformar dor em poesia,
a certeza de que até o amor mais devastador se foi.
Porque amar é também perder,
e perder é também aprender a renascer.
E se um dia ela lembrar de mim,
não será do homem que ficou para trás,
mas do fogo que ardeu tão intensamente
que nem o tempo conseguiu apagar.
Antes de falar eu penso, antes de agir eu reflito. Se ouviu meu grito porque foi necessário. Se ouviu meu silêncio porque foi respostas. Em cada palavras pronunciadas, em cada atos praticados teve uma medida exata e pensada.
De Beyoncé veio o grito
Com a fala detalhada
Faça o que nasceu pra fazer
E que jamais seja calada
Se a alma chama e convida
Não espere o mundo dar vida
Seja uma mulher empoderada.
...Eu gritei. O eco do meu grito foi mais forte que o sopro do lobo,
Ele, sem esforço, derrubou Minha casa de alvenaria,
Agora só há Escombros por todo lugar, Difíceis de juntar,
Assim como as folhas no chão, Depois da primavera.
“A motivação não nasce do grito, mas do instante em que o cansaço e o desejo se olham e a alma decide continuar viva.”
M. Arawak
Terra-Mulher
A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo.
Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético.
O ar, antes canto de vida, agora é voz maldita, soprando tortura invisível na mente que se agita.
A seca é prisão da essência, privatizam o ser, o sentir. A água, que era ventre livre, já não sabe mais parir.
Ordenham sem consentimento, deixam-na na mão errada. O leite vira lucro sujo, a alma, moeda trocada.
Rios contaminados choram, como corpos invadidos à força. O falo doentio penetra, sem amor, sem remorso, sem corsa.
E a carne — ah, a carne vendida — tem preço, tem código, tem dor. Como o corpo da mulher na vitrine, sem nome, sem alma, sem cor.
Mas há fogo sob a pele da Terra, há raiz que resiste ao corte. Há mulher que se levanta inteira, mesmo depois da morte.
Um tapa,
Um soco,
Um macho escroto,
Um grito de socorro...
Um beliscão no escuro
A mulher deitada
Sem saber o que ela fez
O machismo da sociedade
A maquiagem para disfarçar
As lágrimas que caem do rosto
Ela respira e pensa...
O que fazer?
Se reinventa e levanta
A vida continua
Vai pra luta
Larga, desce vagabundo
Pensamentos que fluírem
E a fizeram se levantar
Vamos lutar e dizer
Que mulher não é saco de pancada
Sociedade machista e bizarra
Acabam com o ego
Da mulher empoderada!
Johnny Ribeiro
O silêncio é um grito interno que podemos sentir: dores, força, fraqueza.
Quem silencia tem a bênção e a maldição de perceber tudo com intensidade.
Renascimento. Renascimento é o grito da alma,
que supera a dor e a escuridão.
Das cinzas a vida brota em calma,
resuscitado, venço a escuridão. Da montanha mais alta me atiro,
sem medo, asas abro no ar.
Voar é o chamado do novo eu inteiro,
renascido, eterno, a pulsar. Leila Boás 3/01/2026
