Grito de Protesto

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Cativeiro Disfarçado


Não foi no grito que me perdeste,
foi no sussurro que me calou.
Não foi na ausência que me mataste,
foi na presença que me estreitou.


Ergueste paredes com minhas palavras,
e nelas pregaste o retrato do “nós”.
Mas no reflexo, vi que eu era
sombra apagada da minha própria voz.


Chamaste cela de cuidado,
corrente de abraço,
vigília de amor.


E eu, que confundia toque com abrigo,
quase aprendi a chamar prisão de lar.


Até que a porta se abriu,
e percebi que liberdade
era o único nome
que o amor verdadeiro sabia me dar.

O Grito da Existência

Minha loucura não condiz com minha sensatez.
Caminho na contramão do mundo,
sozinho, desafiando a ordem das coisas.

Sou louco? Talvez.
Pois poucos ainda derramam sentimentos em papéis,
acreditando que palavras frágeis
tenham o poder de abalar a imensidão da realidade.

Minha sensatez, porém, não aceita a lucidez —
essa tirana impiedosa que me sussurra,
sem compaixão:
o mundo é podre, e sempre será.

E, ainda assim, é a loucura que me sustenta.
É ela quem me obriga a crer
que, mesmo nos detalhes mais insignificantes,
residem fragmentos de bondade, amor, caridade.

Mas a tensão me consome:
quando a sensatez domina,
ela caminha de mãos dadas com a lucidez,
vasculhando as entranhas da sociedade
e só encontrando escuridão.

E, ainda assim, a loucura resiste.
Teima. Insiste.
Se recusa a ceder à desesperança.
Mesmo sob a máscara da decadência,
acredita que ainda há,
por algum fio tênue do universo,
um sopro de bondade.

O silêncio é algo que me deixa surda.
Dentro dele sempre mora algo que me pertuba, aquele grito explosivo de emoções.


Não posso esquecer, não consigo... Você não me permite esquecer.


No silêncio mora o sentimento que eu tive, nele mora antigos amores.


Meu inferno no céu, a calma sempre traz memórias, memórias que me ensinam, mas ainda sim... Machucam.


Meu amor nunca cantaria comigo, meu amor nunca poderia ser meu.


O silêncio sempre será ensurdecedor.


09/07/2025 11:48pm


- Bameyu

O Tédio Cósmico não é o fim, é o grito mudo que exige sua Desintegração. Use o vazio como força.

O Grito que Mora em Mim


Eu amei alguém
que virou ausência.
Não porque quis ir,
mas porque a dor falou mais alto
do que o amor que o chamava de volta.


Ele era casa
num mundo onde eu sempre fui visita.
Era paz nos dias em que minha mente
era guerra.
Era silêncio bom,
daquele que não machuca.


Guardei meu grito por anos
porque achei que não tinha direito.
Porque me disseram, sem palavras,
que amar não me dava permissão de sofrer.
Mas deu.
Deu e ainda dá.


Há três anos
o tempo anda,
mas meu coração ficou sentado
no mesmo lugar,
esperando alguém que não volta
e se culpando por não ter sido suficiente.


Eu tentei ser abrigo.
E fui.
Por um tempo, fui luz.
Mas até a luz cansa
quando o escuro é profundo demais.


Hoje, carrego um grito no peito.
Um grito sem endereço,
sem ouvidos,
sem resposta.
Um grito que não quer morrer —
só quer ser ouvido.


Não quero esquecer
porque esquecer seria perder de novo.
Só quero lembrar
sem sangrar.


Se algum dia alguém me amar,
não será no lugar dele.
Será ao lado da cicatriz
que ele deixou em mim.


Porque eu não sou feita só de perda.
Sou feita de amor que foi grande demais
para caber no silêncio.


E enquanto eu respirar,
ele vive
no espaço exato
entre a dor
e o que ainda insiste em bater aqui.

Nirvana dos escombros

Este nirvana é um abismo calmo,
um silêncio que abafou o grito.
É a raiz que sonda o vazio
na terra árida e tolhida.

Sob a lâmina das cobranças,
cresci em solo de desamparo,
e o colo que a noite pedia
virou pó dentro do peito amargo.

Na adulta que não conquista,
só resta o sabor letárgico
de tentar ser o que esperam
e ainda carregar o fardo.

É o nirvana da decepção,
da alma inquieta e torta,
um céu de nuvens pesadas,
um porto que não aporta.

É raiva que não se grita,
desamparo enraizado.
É buscar um pouco de abrigo
e achar o mundo trancado.

E se paz existe em algum lugar,
não é aqui, não é nesta dor.
É só o vestígio da ressaca
de um amor que não veio, doutor.

Dói o grito que sufoca, a vontade que se desfaz como cinza entre meus dedos. Então eu me ajoelho diante do céu e chamo por Deus, imploro por uma saída, por um sinal, por qualquer respiro, mas em noites como esta, parece que Deus apagou meu nome do livro divino, parece que minha voz não atravessa o silêncio do firmamento.
E eu fico aqui sozinho tentando acreditar que Ele ainda me escuta e, totalmente perdido, tento manter a fé.

Se a gente não falar, o silêncio mata o nosso grito. 🕊

🌳 O grito da Floresta à Hipocrisia dos Verdes de Gravata ...

Chamam de investimento
aquilo que fede a culpa.
Três bilhões de dólares, dizem,
para “salvar o planeta”.
Mas o planeta, cansado,
já sabe contar mentiras humanas.
Não há salvação quando o dinheiro
vem do mesmo punho
que derrubou as árvores,
serrou as raízes,
e agora quer plantar discursos.
A Noruega,
essa dama do Norte de gelo e lucros,
vem banhar de verde a própria consciência,
enquanto a Amazônia sangra em silêncio
sob a mineração que carrega seu nome.
Pagam.
Pagam para lavar as mãos.
Pagam para comprar perdão.
Pagam e posam sorridentes,
como quem doa,
quando na verdade devolve migalhas
do que arrancou da terra.
E o mundo aplaude.
Aplaude porque é mais fácil
bater palmas do que abrir os olhos.
Enquanto isso,
a floresta grita sem microfone,
chora sem manchete,
arde sem hashtag.
E o nome disso,
que ecoa entre as copas das árvores e o aço das máquinas,
é um só:
HIPOCRISIA.
✍©️@MiriamDaCosta
#COP30 #Belém #Amazônia #CriseClimática #TFFF #Noruega

Ode à cor laranja ( minha cor preferida)


Laranja é o incêndio manso
entre o grito do vermelho
e o riso do amarelo.


É o sol quando desaprende a ser astro
e resolve escorrer
pela paleta da tarde.


Cor de fruta aberta,
de sumo que explode
nos lábios da vida
de fome boa,
de poesia viva,
de desejo sereno
que não amarela com o tempo.


Laranja é a coragem
em estado morno,
não a fúria,
mas a chama que insiste
quando a noite ainda ameaça.


É o outono aprendendo a ser arte,
folhas que caem
sem culpa,
sem drama,
apenas porque amadureceram.


Laranja é o pulso da criação,
o instante em que a luz hesita
antes de virar memória.


Cor do entre,
nem começo, nem fim,
mas o salto.


Ó laranja,
ensina-me a existir assim:
intensa sem violência,
viva sem excesso,
ardendo sem me consumir.


✍©️@MiriamDaCosta

Não faz do coração um apito, ele não funciona no grito,
ele gosta de silêncio... abraço tenro, beijo escondido.

⁠Caminho

De manhã silencio
Ao meio dia grito
De tarde me perco
De noite me evito

No norte a lembrança
Contra ela luto
Do leste a esperança
O sul é meu luto.

Que outros calculem
Rumo e razão:
Eu vivo em vertigem
Morrendo em vão

Nasço no agora
Respiro o incerto
— Meu tempo é demora.
Meu passo, deserto.

⁠Quando quiser,
dê um grito.
Quando precisar,
converse com um amigo.
Quando silenciar,
deixe o bem te dominar.

Eu grito em
Silêncio
para não te
incomodar.

Muitas vozes,em um só grito. Liberta!

Cheiro uma flor da janela com grades, e solto um grito no meu pensamento: "vejo caminhando sobre a casa o meu coração, sem grandes motivos de perdoar pedindo para ficar"!
Tornando a coexistência com a vida próxima de algo inesperado: "estava regando espinhos ao invés de flores"... a água é turva, que mata esta sede!
"O olhar é atento do amor, que cresce na rua sem dinheiro"... a vida que quero estar, é a vida que quero ser!
Uma dor não causada, que vem, se transforma em uma mágoa interior sem controle do que está acontecendo: controle como está reagindo!

O grito entalado.
Está enlatado.
Na prateleira da sala de estar.
Empoeirado.
Às vezes em pé.
Outras deitado.
Dia vai e noite vem.
Ninguém muda ninguém.
A hipocrisia está solta.
E o grito não vêm.
Só observa a sua volta.
Sabendo do desperdício.
O grito continua calado 😶
Se for desenlatado
Ficará empolgado.
Fazendo desperdício.
Num mundo perdido.
Onde o ar está sendo
Expelido.




Psiu Psiu🔇

*Grito da Liberdade*

Eu mudei sim, eu era doce, mais leve, cheia de esperança.

Mas fui testada até o meu limite.

Confundiram minha calma com fraqueza.

Pisaram, cobraram, machucaram.

Quando reagi, me chamaram de louca e exagerada.

Quando cansei, disseram que mudei, me tornando egoísta.

Mas ninguém viu o que fizeram comigo, ninguém sentiu e nem se redimiu.

Esperaram eu partir para sentir algo sobre mim.

Eu peguei o pouco e construí o meu muito.

Ergui-me do nada e sem ninguém.

Você pode mais do que imagina,

E, quando se ergue, é uma força da natureza.

Às vezes, se defender é o único jeito de continuar de pé,

E a sua voz é um grito de liberdade.

Não se omita quando se sentir sufocada.

Grita!!!

A minha maior tristeza não é o choro/grito dos filhos, mas o silêncio dos pais.


Esses filhos são crianças que têm fome da Palavra de Deus; e os pais são professores evangelistas que se calam com a Palavra de Deus.

17 anos.
Ah… meus 17 anos.
Foi ali que algo em mim despertou. Não como um grito, mas como um sussurro insistente dizendo quem eu era — e, com ainda mais clareza, quem eu jamais seria.


O mundo parecia pequeno e infinito ao mesmo tempo. A escola seguia seu ritmo previsível, enquanto eu me perdia em risadas altas com amigas insanas, em novos rumos improvisados, em horizontes que surgiam sem pedir licença.


Fugíamos para a Floresta da Tijuca como quem foge do destino traçado, inventávamos aventuras dentro de ônibus em movimento e dividíamos lanches simples, sempre banhados em Natasha com limão, como se aquilo fosse um ritual secreto da juventude.


Meu primeiro emprego veio com cheiro de essência. Numa fábrica de sabonetes artesanais, meus dias eram feitos de lauril, flores esmagadas, ervas secas e mãos úmidas de criação.


Eu já carregava a natureza entranhada na alma, mas ali ela me atravessou de vez. Quis saber os nomes das plantas, seus segredos, suas curas invisíveis. Algo em mim se abriu. Meu lado espiritual floresceu sem pedir permissão, e mergulhei inteira em uma tenda espírita, como quem retorna a uma casa esquecida.


Dois anos passaram como um rito de passagem. Foram anos de aprendizado, de quedas e renascimentos silenciosos. Crescia em mim uma urgência quase dolorida de viver segundo meus próprios ideais — ideais que batiam de frente com o mundo que me havia sido dado.


Minha mãe vivia uma vida de Amélia: mãos ocupadas, coração devoto, fé firme em Nossa Senhora… em todas elas. Cuidava da casa, das filhas, do marido, como quem se anula por amor e tradição.
Meu pai era feito de samba e ausência. Sambista nato, mulherengo incurável, espalhava traições como quem espalha confetes pelas madrugadas, uma mulher diferente a cada roda de samba.


E eu… eu não cabia naquele cenário.
Minha alma era livre demais, sonhadora demais, inquieta demais para suportar aquele cotidiano repetido. Eu precisava de direção, mas não de limites.


Precisava de caminho, mas não de cercas. Ainda não sabia o que queria ser, porque eu não queria ser apenas uma coisa.


Eu queria o mundo inteiro.
Eu queria tudo.