Grito de Protesto

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SOLIDÃO

Eco das fragas
Grito de dor
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Giesta queimada
solidão na serra
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Uivo do lobo
fome no caminho
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Grutas no monte
sombras escuras
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Semeamos a terra
fértil seara
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Estevas perfumadas
dormir ao relento
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Corriça vazia
pastor só
.......
Escola vazia
tempo perdido
..........
Aldeia perdida
morte certa.!

"GRITO"

Este grito preso na garganta.
Este olhar de tristeza
Faz transparecer a dor
Todo o sofrimento e lamento
Caminhas sempre nos meus pensamentos
A noite é sempre a melhor companhia
Procuras entender
A dor que cessa no meu peito
Olhas o céu escuro
Com as lágrimas a cair do meu rosto
Pedindo respostas a tantas perguntas
Na esperança de encontrar a paz remendada
Cansada de esperar a cada decepção
Vida sofrida de um coração doente, que clama por ti
As palavras são espinhos que ferem a alma
Escritas faladas de milhares de formas
Que nunca se pondera expressar
De amor, de dor, de lamento, de pranto.

CABRESTO

[GRITO I]

Pela liberdade que nos prende em falsos nós, façamos de primeiras vezes os nossos relapsos mais sinceros. E que pouco se entenda quando muito se houver de tudo - ou se chover tudo, de uma vez, nas calhas de nossas pálpebras. Pelo inseguro abraço do não dito, deixo que fique dito, e declarado, todos os caminhos por onde o medo vai e vem sem se sentir preso - apenas sentir-se, intimamente, dentro de todas ruas e esquinas de si - onde estão os espaços de minha ausência.

[GRITO II]

Pela liberdade que nos prende em outros tantos nós, façamos das últimas vezes nossos acasos mais sublimes de desleixo. E que nada se entenda quando - livre - se disser tudo, e fizer tudo, e deixar tudo e - novamente - recolher-se nos objetos esquecidos nos braços dos sofás e pedaços de estante, como abraços deslembrados e beijos nunca bebidos antes. Pela viva memória de que o que fica é o que vigora, permita-se embora! Permita o silêncio da prisão por vontade, da liberta ambiguidade. E quanto mais fico, mais em mim é tarde, e ao meu ocaso, anoitecem os lençóis da cidade que ferve becos e vielas, e, cá - adormece o nervo - teu conforto, moço, colore esta vida, embora, ir embora te seja bagatela.

Grito teu nome em pensamento quase todos os dias, e daqui do chão do meu quarto vejo o que me resta de sanidade cometer suicídio.

Se eu dissesse tudo o que penso talvez saísse um sussurro tão intenso que mais parecesse um grito em que rebento o que vomito e guardo cá dentro

Precisamos do grito dos jovens,
para acordar os que dormem na indiferença.

Permaneci calada e esse fora o grito mais alto de minha alma.

O perdão no amor
.
O grito do teu medo é o que me mantem ao teu lado, tentando te proteger com a minha vida! Um sentimento tão forte, capaz de sobressair a qualquer ideia carnal ou até mesmo, espiritual.
Existem homens que querem crescer perante um cargo, outros perante o espírito, e outros como eu, que só avistam o amor.
Não devemos citar teorias sobre o amor, pois ele foi feito para viver, ser sentido; não para ser explicado, o que o torna livre de palavras, que, por vezes, são mentirosas!
Amor é real, fortaleza para quem o venera, a beleza da vida!
Ele é uma espécie de perfeição quando sentido por duas pessoas, correspondido; mas como ele habita o coração de seres humanos, está naturalmente apto ao erro; mas pense que, onde existe um erro, existiu uma tentativa; errar é natural do homem, e nem mesmo os erros devem ser de todo, desprezados! O erro pode estar na pessoa que julga a outra!!!
No amor, o único caminho a ser seguido é o coração, mas o coração é como uma bomba, que, quando em efeito de explosão, demonstra que o homem jamais será perfeito.
Esse fator demonstra que, antes do grito, da raiva, e da discussão, devemos entender o que houve, e saber que o perdão no amor sincero, é a regra fundamental para que ele realmente seja verdadeiro. Onde a erro, a humano, mas onde há amor, há perdão!

Rock é pro grito, Samba é pro pé, Jazz é pra alma....E o sertanejo é pro coração!!!

Não preciso me fingir de feliz... Quando estou eu sou, quando não, choro, grito, não minto pro meu coração..

Liberta-me!

Meu corpo mascara o grito de minha alma,
se meu corpo fala,
minha alma grita,
um grito ardente e estridente.

Minha alma grita por socorro,
pedindo que não mais precise da ilusão,
que é usada conscientemente,
como recurso de uma fuga sem fim.

A falta de coragem,
é a sela de minha prisão,
liberta-te alma,
liberta-me.

A liberdade existe,
e está na realidade,
a realidade transformadora,
e não na ilusão usurpadora.

Faça-te imensa minha alma,
preciso de ti completa!
O universo de minha realidade é grande,
e só essa imensidão de meu Eu pode preenche-la.

Tome posse de minha carne,
faça que brilhe minha luz de coragem,
irradie meu infinito amor,
me liberte de toda dor!

A violência do sussurro é a mesma violência do grito.

coissa de criança


Num grito de agonia
Do aflito a nostalgia
Nos resta a lembrança
Qual festa de criança
A alma sonhou
O corpo vibrou
O aniversário passou
O bolo acabou
O tempo passou
E não mais voltou
Meu corpo chorou
Minh'alma clamou
Mas meu ser notou
Que algo ficou
Certeza de que te amei
Certeza de que me amou

Estou no vácuo, onde qualquer ruído pode ser um grito ardente e exprimido. Estou no momento de sentir saudades do que eu era, e do que ainda vou ser.

Dói demais,quando a noite.. invade o nosso quarto e traz no vento o meu grito de amor...

O silêncio é ensurdecedor e muitas vezes mais cruel que qualquer grito!

O grito, do Ipiranga ao Santa Rita...
Às Margens do Ipiranga, D. Pedro recebe uma carta vinda de Portugal onde, Segundo ela, as Cortes de Lisboa, baseadas "no despropósito e no despotismo" buscavam impor ao Brasil "um sistema de anarquia e escravidão. No dia sete de setembro, o príncipe recebeu as cartas às margens do Ipiranga e concluiu que era a hora de romper com a metrópole. Depois de ler, amassar e pisotear as cartas, D.Pedro montou "sua bela besta baia", cavalgou até o topo da colina e gritou à guarda de honra:
- Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar... Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas.
Após arrancar a insígnia portuguesa de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e gritou: - Por meu sangue, por minha honra e por Deus: farei do Brasil um país livre.
Em seguida, erguendo-se nos estribos e alçando a espada, afirmou:
"Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou morte". Eram 4 horas da tarde de 7 de setembro de 1822.
Desde esta data, 1822, quando se deu o grito de Independência, nosso país, passo a passo, foi jogado em um lamaçal de erros e podridão. As sentenças proferidas, onde se apoiara, são dignas de nota. POR MEU SANGUE. Nosso pais está hoje submerso num mar de sangue, onde notamos uma completa desvalorização da vida. Pessoas se matam e morrem por absolutamente nada. Numa saída de uma festa, em um jogo de futebol, dentro de um ônibus, no trânsito. Basta uma frase mal posta e, de repente, surge a fúria, a agressão. Nem mesmo a sacracidade familiar escapou desta violência. POR MINHA HONRA. Onde está a honra deste país? A começar pelas nossas autoridades? Onde as pessoas trabalhadoras não conseguem um lugar para descansarem suas cabeças. Quando compram algum bem, à preço de suor, mal conseguem pagar os impostos do que adquiriu. Ligamos a televisão e vemos representante deste mesmo povo morando em um castelo! Os magnatas de colarinho branco tiram dinheiro de velhos e crianças e não vão presos. E quando são aprisionados, contratam um bom psicólogo, psiquiatra, neurologista, e providencia-se um laudo de insanidade mental. Pronto! Estão em seus castelos e com tudo que subtraíram. Há certas castas de políticos e poderosos que compram pessoas ou as pressionam para que se vendam por mil tijolos, um uniforme do time da vila, um piso, uma laje, até mesmo por uma cesta básica.
EU FAREI DO BRASIL UM PAIS LIVRE. Liberdade é uma grande utopia neste país. A cada dia que passa, descubro que somos escravos do analfabetismo, somos escravos da fome e do trabalho explorativo de menores, somos escravos da burocracia do sistema, somos escravos dos traficantes e ladrões, somos escravos de uma minoria que tem dinheiro e poder, somos escravos dos que detém o saber, somos escravos das pseudo-religiões que tentam nos vender um pedacinho do céu, somos escravos de hospitais e postos de saúde que, às vezes, nos tratam como subprodutos, como escória social, que nos consideram como estatística. O último, a quem D. Pedro pediu ajuda foi POR DEUS. Talvez a única frase que podemos ter esperança de D. Pedro, seja esta mesmo! Do jeito que as coisas andam, só mesmo por Deus. Fico preocupado quando vejo um maluco com sua espada desembainhada perto de algum rio montado em seu animal, mesmo que seja às margens do Ribeirão Santa Rita.

Grito Negro
Eu sou carvão!
E tu arrancas-me
brutalmente do chão
e fazes-me tua mina, patrão.
Eu sou carvão!
E tu acendes-me, patrão,
para te servir eternamente
como força motriz
mas eternamente não, patrão.
Eu sou carvão
e tenho que arder sim;
queimar tudo com a força da
minha combustão.
Eu sou carvão;
tenho que arder na exploração
arder até às cinzas da
maldição
arder vivo como alcatrão, meu
irmão,
até não ser mais a tua mina,
patrão.
Eu sou carvão.
Tenho que arder
Queimar tudo com o fogo da
minha combustão.
Sim!
Eu sou o teu carvão, patrão.

Antes o grito tardio dos acríticos que o silêncio eterno; este é o eco do silêncio perturbante da mente gritante dos críticos! Do silêncio das vozes críticas, fez surgir o túnel do vento assobiante de onde ecoa o grito lancinante dos engajados!

Quando a gente ama, o grito grita, sem medo de ser feliz.