Grandes Pensadores
Mas o maior erro de todos consiste em se equivocar quanto ao objetivo final do conhecimento; pois há aqueles que são impelidos para ele apenas por uma curiosidade natural e um temperamento ávido de saber; outros, para entreter sua mente com variedade e certo prazer; outros, por ostentação e para serem respeitados; outros ainda, com objetivos de emulação e vitória; muitos pelo engodo do ganho ou para sua subsistência e poucos para se valerem do dom divino da razão no interesse da humanidade.
“Aqui, como nas ciências naturais, confirma-se a lei constatada por Hegel, lei segundo a qual simples mudança na quantidade, depois de certo grau, acarretam diferenças na qualidade” (História da Burguesia Brasileira)
Não perca seu tempo!
Sêneca foi um filósofo estoico nascido em 4 a.C., na cidade de Córdoba, Espanha. Filósofo estoico de renome e autor de vários tragédias, suas obras inspiraram numerosos escritores e leitores durante séculos. Fiel à filosofia estoica prática, seu exemplo de vida em consonância com suas palavras confirma-as como verdades para a vida.
A filosofia estoica, fundada por Zenão, nascido em Chipre, no ano de 358 a.C., é uma filosofia completamente ligada à moral, a uma vida em conformidade com valores e princípios, virtudes e ética. É uma filosofia onde o ser humano livra-se do quaternário (pensamentos, sentimentos e emoções) para ser um homem livre de fato. É quando ele se livra de seus instintos para agir de forma ética, de acordo com a razão.
É quando o ser humano não mais age de acordo com seus interesses, em troca de algo para si, mas sim de acordo com seus valores e princípios. Segue a linha de raciocínio do imperativo categórico, que não visa resultados, e sim a prática de ações belas, bonitas e justas por si próprias.
No primeiro capítulo de Sêneca, do seu livro "Da Brevidade da Vida", ele aborda 4 aspectos muito interessantes:
1-) O ser humano queixa-se que o tempo passa rápido.
Sim, nos queixamos que o tempo voa, que os dias estão corridos, que já é final de ano, que o ano já acabou, que o tempo está passando muito rápido. Bom, na verdade o tempo sempre passou da mesma forma, nem muito rápido nem muito devagar. O tempo é imutável, transcorre no mesmo ritmo desde sempre. O problema é a nossa percepção de tempo. Temos a sensação de que o tempo passa muito rápido pois achamos que tempos pouco tempo. Dizemos que a vida está muito corrida e que sobra pouco tempo livre para nós.
2-) Querer viver quando se está para morrer.
A maioria dos seres humanos percebe o tempo que perdeu na terceira idade, lá pelos seus 70, 80, 90 anos. É quando ele percebe que está parar morrer, e aí quer voltar no tempo, recuperar o tempo que perdeu. A maioria de nós só percebe que o tempo passou e que não realizamos o que queríamos, ou que perdemos muito tempo com coisas fúteis, quando o tempo que já nos resta é pouquíssimo.
3 -) Ganhar tempo é dedicar-se a coisas boas, construtivas.
O tempo pode ser seu melhor amigo, se você souber ganhá-lo para si. Quando você dedica seu tempo a atividades construtivas e edificadoras, seu tempo não é perdido, ele é ganho. Agora, o que são atividades construtivas e edificadoras? Cada um sabe, ninguém pode dizer para o outro. Cada ser humano sabe quando está ganhando ou perdendo tempo. Eu, por exemplo, sinto que estou ganhando tempo quando estou estudando, aprendendo, lendo, refletindo, escrevendo, ou simplesmente usufruindo um momento de lazer. Cada um deve emitir o seu próprio juízo, e saber quais atividades irão contribuir para sua evolução e para a realização dos seus objetivos pessoais.
4-) Não importa se o tempo livre é pouco ou muito, o que importa é saber utilizá-lo.
Selecionar o tempo. Esse é o segredo. Quem seleciona o tempo ganha-o. É como selecionar comida. Quando você seleciona o alimento que come, está ganhando saúde. Quando você seleciona as atividades que irá realizar durante seu tempo livre, está ganhando tempo. Sempre lembrando que o ideal é "gastar" o tempo com coisas que irão edificar sua vida, que irão acrescentar aprendizado e sabedoria. Desta forma, você não irá se queixar que o tempo passa rápido, chegará à terceira idade com a sensação de que não perdeu seu tempo e com a satisfação de quem realizou seus objetivos, dedicar-se-á a coisas boas e saberá utilizar seu tempo.
Ah, e quanto aos tempos de lazer? Quando chega aquele sábado e queremos sair, quando chega o domingo a tarde e queremos dormir? Não tem problema utilizar seu tempo dessa forma, contanto que você saiba utilizar os outros tempos a seu favor.
Não precisamos esperar a morte para valorizarmos o tempo de vida.
2367 📜 "Já imaginaram inteligências como Immanuel Kant, Sêneca e Descarte terem Uma ou Mais Contas em Redes Sociais (para obterem vantagem)? Impossível. Inteligências não se submetem a essa Vergonha!"
Amar ou odiar a humanidade é um conflito íntimo que está ligado radicalmente a nossa maior ou menor predisposição a usarmos as máscaras e vernizes que nos são oferecidas na forma de aceitação.
Um homem que realmente preza pela verdade deve se manter firme e corajoso para proclama-la, pois ainda virá o dia que muitos venerarão e exaltarão a mentira.
Da auto-observação:
Nunca gostei de quebra-cabeças, acho estúpido. Desde os tempos de criança, nunca me atraíra a fastiosa e insuficiente tarefa de juntar pedaços de uma imagem que já existia e fora vista e fotografada ou criada por outrem. A tarefa, de montar um quebra-cabeças, é de tal cretinice que oferece apenas uma lenta e torturante busca e encaixes de peças...
Por óbvio, nunca fui bom em montar quebra-cabeças e isso vez ou outra me rendeu uma crítica ácida e até cruel...
Eu também não sei pintar, mal consigo controlar, finamente, uma caneta para desenhar simples letras, por isso nem me atrevi a aderir a onda de pintar esse livrinhos de colorir, tão em evidência na atualidade. Preencher espaços delimitados, colorir a realidade criada por outrem ? Não, não é para mim, desprezo, recuso !
E ainda assim, quando escancaro que a solidão é dor terrível, que por vezes me toma de assalto, quando digo que a vida insuficiente não me basta e grito por paixão, romanticamente, me oferecem pedaços de pessoas destruídas, dilaceradas, para que eu os junte, a fim de realizar algum amor medíocre...
O óbvio mais uma vez se põe, não me permito tamanha indignidade.
Mundo estranho...
Vejo crianças travestidas de adultos, adultos travestidos de adolescentes, monstros travestidos de humanos, humanos sem roupa alguma...
Como perguntou Confúcio, "Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?..."
Conheço pessoas idosas (cronologicamente falando...) que possuem espírito jovem, espalham alegria, têm sede do saber, paixão pela vida...pessoas que não vêem a idade como empecilho ou fator limitador para viver plenamente e realizar seus sonhos. Admiro-as. Imensamente. Não se deixam podar por convenções sociais e muito menos abater com maledicências expressas pelas mentes tacanhas daqueles que, ano após ano, mudam seu comportamento e adéquam seus desejos à certidão de nascimento e à opinião alheia, tornando-se amargos e invejosos da coragem dos que agem diferente. Enquanto formos saudáveis e nossas mentes forem lúcidas, que nossos espíritos se mantenham jovens e nossas mentes abertas! É um jeito lindo de agradecer pela vida...
Parabéns a você
Vou fazer 20. Eu 23. Meu irmão 28. Mas como diz Confúcio "Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?" Deixaria de usar a roupa estampada dos 9 anos, o short colorido dos 15 ou a calça rasgada dos 20. Deixaria de lado a vontade de chorar quando sentisse, a de sorrir quando quisesse ou a de falar aquilo que acha. Se importaria tanto em ter e comprar, ou em planejar o futuro ou apenas viveria o presente. Ficaria receoso de encarar os seus medos ou seria mais corajoso em ir atrás dos seus sonhos? Ainda soltaria pipa? Jogaria vídeo game? Pra mim a idade é uma marca de períodos vividos. Essa contagem de tempo nunca deveria determinar como ou de que forma devemos agir. Já escutei muito: fulano tem 60 e se veste como alguém de 30. Ou nossa fulano tem 18, mas só frequenta lugares de gente velha. Devemos ser o que queremos se o que somos não prejudica aos outros e a nós mesmos. Buda falava "às vezes almas velhas habitam corpos novos, assim como idosos são de novo convidados a serem crianças". Não devemos nunca parar de evoluir, de querer o bem ao próximo, de nos conhecer. Mas se der vontade de gritar aos 45, grite. De cantar canções de desenhos aos 60, cante. De escutar músicas clássicas aos 12 escute. A vida é muito rápida para se impor experiências a partir das épocas vividas. Até pq algumas épocas possuem experiências maiores que as outras, mesmo que a quantidade de dias sejam os mesmos. A simplicidade de viver não está em ser feliz aos 20, 30, 40, 50. Mas em buscar ser feliz independente de qual época se esteja. Não preocupe em estar mais velho. Preocupe em estar feliz. Como diz o ditado de aniversário "oh, parabéns pra você, oh, nessa data querida, oh, muita felicidade, oh, muitos anos de vida". Parabéns pra você, eu só vim pra comer, a idade que é bom fiz questão de esquecer. SEJA FELIZ!
Certa vez, Confúcio fez a pergunta: "É correto responder ao mal com o bem?"
Ao que ele respondeu: "Você tem que responder bem para o bem, mas você tem que responder pelo mal com justiça."
DESCARTES ENSINOU A DUVIDAR. KANT, A EXAMINAR A RAZÃO. FREIRE, A QUESTIONAR A OPRESSÃO. MAS QUEM EXAMINA A AUTORIDADE QUE CONCEDEMOS AOS NOSSOS PRÓPRIOS PENSAMENTOS?
A história da filosofia e da educação é atravessada por uma inquietação permanente: como distinguir conhecimento de opinião, liberdade de submissão e consciência de ilusão?
Sócrates fez do questionamento um caminho para reconhecer os limites do próprio saber. Sua contribuição permanece fundamental: não basta possuir respostas quando desconhecemos a fragilidade das perguntas que as sustentam.
René Descartes sistematizou a dúvida metódica, submetendo crenças à investigação antes de aceitá-las como conhecimento seguro.
Immanuel Kant examinou as condições e os limites do conhecimento humano, além de defender a autonomia da razão diante da tutela intelectual.
Paulo Freire compreendeu a educação como prática de liberdade, vinculando consciência crítica, diálogo e transformação das relações de opressão.
John Dewey aproximou pensamento reflexivo, experiência e investigação, demonstrando a importância de examinar problemas e consequências na construção do conhecimento.
Daniel Kahneman, em suas pesquisas sobre julgamento e tomada de decisão, evidenciou como processos intuitivos e vieses cognitivos podem comprometer nossas avaliações, mesmo quando acreditamos estar raciocinando corretamente.
Essas contribuições não são equivalentes, tampouco constituem etapas de uma mesma teoria. Mas permitem reconhecer um problema que atravessa diferentes épocas: a capacidade de pensar não assegura a qualidade daquilo que pensamos.
É nesse campo de investigação que situo minhas propostas científicas.
No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem, voltada à avaliação dos critérios pelos quais pensamentos, interpretações e crenças recebem autoridade funcional.
Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma formação educacional que não se limite à aquisição de conteúdos, mas desenvolva a capacidade de examinar, justificar e revisar as razões pelas quais determinados conhecimentos são aceitos.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), proponho uma abordagem formativa para reconhecer informações enganosas, avaliar evidências, identificar influências e desenvolver maior autonomia diante da desinformação.
Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino um problema frequentemente negligenciado na aprendizagem cotidiana: recuperar uma informação da memória não significa que ela permaneça válida ou mereça orientar novas conclusões.
No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, abordo a necessidade de distinguir intensidade emocional de autoridade decisória. Sentir algo intensamente não comprova que a interpretação associada ao sentimento esteja correta.
No Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma proposta centrada na consciência, na responsabilidade pelas escolhas e na autoria da própria trajetória.
Não reivindico que esses problemas tenham sido ignorados pelos grandes pensadores. A metacognição, a epistemologia, a psicologia cognitiva e as teorias educacionais já oferecem contribuições fundamentais para compreendê-los.
A especificidade que proponho está na articulação entre discernimento, autorização funcional, calibração de critérios e possibilidade de desautorização de conteúdos anteriormente aceitos.
A dúvida cartesiana não é o mesmo que a calibração discernitiva. A autonomia kantiana não se confunde com a autoria proposta no Método PROTAGONISTA. A conscientização freireana não é idêntica à Alfabetização do Discernimento Consciente. E o estudo dos vieses cognitivos não esgota a investigação sobre os critérios pelos quais uma interpretação recebe autoridade para orientar uma ação.
Há aproximações, diferenças e possibilidades de complementaridade que precisam ser examinadas, não presumidas.
“O senso comum comumente mente.”
Uma pessoa pode conhecer filosofia e permanecer intelectualmente dependente. Pode defender a liberdade e obedecer cegamente às próprias convicções. Pode reconhecer os erros dos outros e continuar incapaz de identificar os seus.
O problema não é apenas aprender a pensar. É aprender a reconhecer quando aquilo que pensamos perdeu o direito de continuar governando nossas decisões.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
“Se penso, resisto; se resisto, existo.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
O homem de se própio não pode amar pois o amor não pode ser dominado pelos mortais. Somente o Criador domina o amor.Porisso o mortal só pode amar apartir do momento em que conhece o criador.
