Grandes Coisas fez o Senhor por nos
Se foi Deus quem nos criou
Fez o solo e a serra
Se foi Deus quem fez a terra
Por que o homem a tomou?
Por que a expropriou?
Se é de Deus a criação
Por que tanta judiação?
Se é de Deus e mais ninguém
Por que cada um não tem
O seu pedaço de chão?
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver.
A larva
Porque falávamos de Benvenuto Cellini, e alguém sorriu da afirmação, que fez o grande artífice em sua Vida, de ter visto uma vez uma salamandra, Isaac Condomano disse:
― Não riam. Eu lhes juro que vi, assim como estou vendo vocês, se não uma salamandra, ao menos uma larva ou uma taquarinha.
“Contarei o caso em poucas palavras.
“Eu nasci em um país em que, como em quase toda a América, se praticavam feitiçarias, e os bruxos se comunicavam com o invisível. O mistério nativo não desapareceu com a chegada dos conquistadores. Ao contrário, aumentou na colônia, com o catolicismo, o costume de evocar as forças estranhas, o demonismo, o mau-olhado. Na cidade em que passei os meus primeiros anos, falava-se, eu bem me lembro, como coisa trivial, de aparições diabólicas, de fantasmas e de duendes. Numa família pobre, que vivia na vizinhança de minha casa, sucedeu, por exemplo, que o fantasma de um coronel peninsular apareceu a um jovem e revelou um tesouro enterrado no pátio. O jovem morreu devido à visita extraordinária, mas a família ficou rica. Um bispo apareceu a outro bispo para indicar um lugar onde se encontrava um documento perdido nos arquivos da catedral. O diabo carregou pela janela uma mulher, em uma casa que eu tenho bem presente. Minha avó me assegurou a existência noturna de um frade sem cabeça e de uma mão peluda e enorme que aparecia sozinha, como uma infernal aranha. Tudo isso aprendi de ouvir dizer, ainda criança. Mas o que eu ouvi, o que eu apalpei, foi aos quinze anos; o que eu vi e apalpei do mundo das sombras e dos arcanos tenebrosos.
“Naquela cidade, à semelhança de certas cidades provincianas espanholas, os habitantes fechavam as portas às oito, ou, ao mais tardar, às nove horas da noite. As ruas ficavam solitárias e silenciosas. Não se ouvia mais que o ruído das corujas aninhadas nos beirais, ou o latido dos cães nas lonjuras dos arredores.
“Quem saísse à procura de um médico, de um sacerdote, ou para outra urgência noturna, tinha que seguir por ruas de pavimento pedregoso e cheias de buracos, alumiado apenas por lampiões de petróleo que, fixados nalguns postes, deitavam a sua escassa luz.
“Às vezes ouviam-se ecos de música ou de cantos. Eram serenatas à moda espanhola: árias e romanças que, acompanhadas pelo violão, expressavam as ternuras românticas do namorado à amada. Tais variavam desde um só violão e o namorado sozinho, de poucos meios, até um quarteto, septeto, ou mesmo uma orquestra completa com piano, como o fidalgo endinheirado fazia soar sob as janelas da dama de seus desejos.
“Eu tinha quinze anos, uma grande ânsia de vida e de mundo. Uma das coisas que mais ambicionava era poder sair à rua e ir com a gente dessas serenatas. Mas, como fazê-lo?
“A tia-avó que cuidava de mim em minha infância, após rezar o rosário, tinha o cuidado de correr toda a casa, trancar bem as portas, guardar as chaves e deixar-me bem deitado sob o sobrecéu de minha cama. Um dia, porém, soube que à noite haveria serenata. Mais ainda: um de meus amigos, tão jovem quanto eu, assistiria à festa, cujos encantos me pintava com as mais tentadoras palavras. Todas as horas que precederam aquela noite, passei inquieto, somente a pensar e preparar o meu plano de fuga. Assim, quando as visitas de minha tia-avó partiram ― entre elas um padre e dois licenciados, que vieram para conversar sobre política e jogar uíste ou voltarete ―, uma vez feitas as orações, e estando todos deitados, pensei apenas e pôr em prática o meu plano de furtar uma chave da venerável senhora.
“Passadas umas três horas, isso pouco me custou, pois sabia onde as chaves eram guardadas e, além disso, ela dormia como um bem-aventurado. Tendo alcançado o que buscava, e sabendo a que porta a chave correspondia, consegui sair à rua, no momento em que, ao longe, os acordes de violinos, flautas e violoncelos começavam a soar. Considerei-me um homem. Guiado pela melodia, logo cheguei ao lugar onde ocorria a serenata. Enquanto os músicos tocavam, o público tomava cerveja e licores. Depois, um alfaiate, tomando ares de tenor, entoou primeiro A la luz de la pálida luna, e, em seguida, Recuerdas cuando la aurora... Entro em tantos detalhes para que vocês vejam como se me fixou na memória tudo o que aconteceu naquela noite, a meu ver extraordinária. Das janelas de Dulcinea, resolvemos ir às outras. Passamos pela praça da Catedral. E, então... Disse que eu tinha quinze anos, estava nos trópicos, e despertavam em mim, imperiosas, todas as ânsias da adolescência...
“E na prisão de minha casa, de onde saía apenas para o colégio, e com aquela vigilância, e com aqueles costumes primitivos... Eu ignorava, pois, todos os mistérios. Assim, qual não foi a minha satisfação quando, ao passar pela praça da Catedral, acompanhando a serenata, vi sentada, numa calçada, envolvida em sua mantilha, como se entregue ao sonho, uma mulher! Parei.
“Jovem? Velha? Mendiga? Louca? Que me importava! Eu ia em busca da sonhada revelação, da aventura desejada.
“As pessoas da serenata se afastavam.
“A claridade dos lampiões da praça chegava escassamente. Aproximei-me. Falei com ela; não direi que com palavras doces, mas com palavras fervorosas e urgentes. Como não obtivesse resposta, inclinei-me e toquei o ombro daquela mulher que não queria responder-me, e fazia o possível para que não lhe visse o rosto. Fui insinuante e altivo. E, quando cria ter alcançado a vitória, aquela figura voltou-se para mim, descobriu o rosto e... Oh, espanto dos espantos! Era viscosa e desfigurada aquela face. Um olho pendia sobre a maçã ossuda e purulenta. Algo como o úmido bafio de putrefação chegava a mim. De sua boca horrenda, saiu como que um riso rouco; e, depois, produzindo o mais macabro dos esgares, aquela ‘coisa’ emitiu um ruído que se poderia dizer assim:
“― Kgggggg!...
“Com o cabelo eriçado, dei um grande salto, lancei um grande grito, clamando por socorro.
“Quando chegaram os companheiros de serenata, a ‘coisa’ havia desaparecido.
“Dou-lhes a minha palavra de honra ― concluiu Isaac Codomano ―, que tudo o que lhes contei é absolutamente verdadeiro.
Me dedicava a você ao ponto de que esquecia de mim, e isso me fez muito mal. Sofria porque nunca fui capaz de me corresponder, e então percebi que o problema estava no meu comportamento. Eu queria te esquecer, e por isso me afastei. Só que recentemente, mesmo internamente tentando negar, percebi que ainda gosto de ti, mas não mais com aquela intensidade, e até penso em retomar o contato.
Insuperável!
Dormindo, sonho contigo,
Acordado, fico a te imaginar
Morena, o que cê fez comigo?
Que não consigo te superar.
Sonho com tua voz,
Em meu ouvido, a sussurrar
Me faz sentir tranquilo,
Ver os teus olhos, a brilhar.
Me envolve em teus braços,
Me faz um cafuné
Morena, do cabelo cacheado,
Quero te ter como a minha mulher.
É incessante esse sentimento,
Esse amor tão adorável
Não te esqueço em um só momento,
Acho que és insuperável!!!
Se vc me perguntar o que me fez te amar tanto,eu n vou saber responder...Posso até arriscar a elogiar o seu sorriso,o jeito q me olha ou o seu jeito implicante ao mesmo tempo fofo comigo,mas...sabe,ainda sim seria muito pouco do que pretendo te dizer.
Eu posso continuar arriscando,dizendo que foram suas mensagens mandadas de madrugada para eu le-las de manhã,q vc perdeu uma noite de sono pensando em mim,em nós,não q eu não me sina privilegiada,eu me sinto e muito...
Também posso dizer q foram todos os dias aos quais passamos juntos e conversando,não importando o assunto,importante ou besteira(kkkk). Ou foram os teus elogios ou tua maneira de me mimar. Posso dizer ainda que foram sua paciencia e atenção,que me mantem forte e com a cabeça erguida,mesmo não aguentando o peso que o mundo sobrepõem em minhas costas,mesmo n aguentando o meu próprio psicológico e emocional,vc sempre está comigo,me dando apoio...Foram todas as vezes que vc me enxergou melhor do que eu mesma e me fez querer ser melhor do que realmente poderia ser. Também,foram todas as vezes q vc insistiu em mim e não desistiu de me mostrar que somos melhores juntos,um ao lado do outro,tendo um ao outro,sendo um do outro.
Posso arriscar um pouco mais e dizer que quando vc me surpreendeu com um eu te amo tanto, ao invés de, um eu gosto de vc,meu coração acelerou loucamente,entrando num estado de euforia bizarro,eu não sabia se estava sonhando ou se meus ouvidos estavam me enganando,mas acabei percebendo q não era brincadeira e sim,amor,pois eu também queria gritar eu te amo pra vc e para todos poderem me ouvir,poderem saber q eu guardei o meu amor por muito tempo,te esperando,já descrente de que vc também chegaria a me amar,contudo não foi o que aconteceu,meu sonho mais profundo de infancia virou realidade e talvez,eu esteja mesmo vivendo um conto de fadas e não precisamos ser da realeza ou personagens ficctícios para podermos viver um amor estrela cruzada.
E por ser vc,que não fazia parte dos meus planos antigamente,agora só quero um futuro com vc,ao qual quero crescer cada vez mais ao seu lado,te dar apoio,mesmo que o mundo tente te derrubar ou crie obstáculos para impossibilitá-lo,eu estarei junto de vc,nos momentos bons e ruins,nos altos e baixos,na tristeza ou na alegria,na saúde ou na doença,até que a morte nos separe...
Ei,vc roubou o meu coração,mas eu não o quero de volta,fique com ele,já q eh seu mesmo...além de me ter por completo,pois eu me entregue de corpo e alma a vc e estou disposta a ter uma vida com VC,só EU e VC...
Eu te amo
O que o desespero fez comigo? Eu era uma pessoa tão liberta para pensar e tão cheia de ideias, era criativo, bem-humorado, feliz... Na verdade, sempre tive minhas feridas da vida, as quais de vez em quando me atordoavam, mas a partir de quando o desespero entrou nesse tão enorme sentimento dentro de mim, comecei a fazer coisas absurdas contra os meus princípios e nada mais fluía como antes. Por trás de uma alegria fingida, engoli muita coisa em busca de respostas e tentava por diversos dribles agradar alguém insistentemente. Poderia ser tudo tranquilo, eu poderia não ter chegado a esse estado, eu poderia ser alimentado desde o começo, poderia brotar os melhores frutos por ser tão feliz, mas minha cabeça já não era mais a mesma e eu estava perdendo o controle de tudo, até do meu amor próprio por conta de coisas que começaram acontecer me deixando imperceptivelmente atormentado cada vez mais.
Eu tentava agradar a todos, tentava me encaixar em minúsculos buracos onde eu nunca conseguiria entrar, mas eu tentava e falhava, eu tentava de novo, ah, não deu certo novamente. "Mas eu consigo", eu falava pra mim mesmo, e lá estava eu me diminuindo até ficar no tamanho de uma mísera mosca novamente, mas o engraçado é que não importava o quanto eu me diminuía e tentasse entrar, eu nunca iria encaixar ali. Era difícil engolir isso, ainda é, na verdade. Mas eu não desisti facilmente, e ainda não desisti... Mas isso não vem ao caso! Ou vem?.. Eu não sei. Talvez eu esteja tentando me encaixar nesse mesmo buraco ainda, pode ter se passado uma semana, um mês, cinco meses ou até mesmo mais de um ano, mas eu sempre estive tentando me encaixar nesse buraco rídiculo. Você já foi embora, eu já te perdi de vista, não consigo te encontrar mais na minha mente, mas meu coração não consegue te esquecer, ele pode ser o maior labirinto de sentimentos, como uma folha toda rabiscada, mas quando é você, o caminho fica reto, tão fácil de te achar..
O hoje se fez tudo, o hoje se fez você, a hora se fez presente em te querer, o minuto se fez saudade de você e o milésimo só faz eu te querer.
A ansiedade fez com que eu caísse antes mesmo da queda. E penso que talvez eu nunca tivesse caído, pois na maioria das vezes quando tudo ou quase tudo passou, me dei conta de que era só uma “pedrinha” no caminho, e em outras vezes era apenas medo, mas em pouquíssimas vezes era realmente a realidade que me engolia. E eu me machucava antes mesmo de me machucarem…
A realidade é que de alguma forma você fez uma plantação lá no passado e hoje está colhendo os frutos. Não existe golpe ou sorte do destino (Nelson Locatelli, escritor)
No dia em lhe entreguei meu coração
Vc largou a minha mão
Rasgou meus sonhos
Fez sangrar meu coração
11 set 2022
Eu até poderia...
Te contar tudo que eu sentia por você.
Tudo que me fez te desejar, e também as coisas que me fizeram se afastar de você...
Eu até poderia...
Falar que não teve um único dia, que eu não tenha pensado em você...
Que meu corpo não sentiu a falta do teu..
Eu até poderia te contar que sou louco por você, te demonstrar o que sinto, e correr atrás de ti loucamente...sem pausas, sem freios, e sem pensar no dia de amanhã
Eu poderia te amar de janeiro a janeiro...
Te colocar sempre em primeiro...
Desvendar seus segredos....
Entender seus defeitos...
"Para ser o 'cara' você não precisa sair expondo aos quatro ventos o que fez ou deixou de fazer com a mulher que saiu ontem. Se ela lhe deu uma chance, é porque acreditou ver um homem em você, e não um moleque promovido a idiota de fundo de quintal."
Coração Florido
A moça do vale
de coloridas flores
fez sua morada
e semeou
nas terras férteis
do meu coração
semeou e floriu o amor,
e florido o coração canta
e felizes juntos
cantamos o amor
o meu coração fulorô...Liko Lisboa
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