Geração
+Q historiar
‘A presença dos povos originários no Brasil remonta a pelo menos 12 mil anos, mas alguns estudos indicam que pode ser de mais de 40 mil anos’. ‘Os primeiros povos da América se referem àqueles que viviam na América antes da chegada dos europeus’. ‘Em 2022 entre negros e brancos, no Brasil a proporção é quase 50 x 50, mas isso é autodeclaração’. No mundo as histórias se repetem, geração após geração e os donos dos espaços, como árvores com raízes, perdem para as que costumam não ter, as que chamamos de mais evoluídas. Ainda assim, se misturando, o que mais insistimos é nos separar.
Bom, não há nada pior do que a escravidão mental. Ela gera uma dependência crónica. As pessoas já não demonstram interesse por aquilo que verdadeiramente lhes acrescenta valor. Fala-lhes de futilidades, de andar entulhados em bares e boates, da prostituição massiva praticada — principalmente por jovens que se dizem "influencers" — fala-lhes de tudo o que é banal e podre, e verás consumidores activos. Esse, sim, é um negócio infalível.
Canção atemporal
que mantém sua razão
e que de um jeito especial,
é preservada
na mente e no coração
pela a emoção que passa
de geração a geração.
Atualmente, nos deparamos com uma era de artificialidades, onde muitos escolhem seguir padrões de beleza moldados por cirurgias e implantes que os fazem parecer mais fabricados e menos autênticos. Essa busca incessante por um ideal estético acaba se assemelhando à produção de bonecos e bonecas industriais, fazendo com que se perca completamente a essência encantadora da individualidade humana.
O educador de jardins
O educador prepara a areia.
Tira as pedras e as madeiras.
Prepara a base.
Que é o que determinará.
O tamanho da planta.
Para no futuro.
Não exeder no peso.
Nem na medida.
Sabe-se que uma planta bem cultivada.
É sempre uma obra prima conquistada.
Do esforço de semear.
Da cuidado pra germinar.
Da dedicação em se regar.
Sabe-se que o jardim.
Foi um trabalho a longo prazo.
Semeado pelos sopros dos bichos.
Mantido com lágrimas de chuva.
E aquecido com temperamento caloroso de Deus.
Admirado, copiado e passado.
De cultura a cultura.
De amor por amor.
Por um educador.
De jardins.
Sob uma profunda e completa expressão de intimidade conjugal é que um casamento desfruta de uma geração duradoura.
Enquanto houver dias e noites, sol e chuva, o homem continua o mesmo trabalhando em vão, para morrer sem propósitos e sem uma boa história para abrilhantar a próxima geração.
Luz, dignidade e portas abertas de bênçãos e oportunidades recebem todos aqueles que praticam boas ações para com os necessitados: a sua geração será abençoada em dobro.
Adultos frustrados foram crianças traumatizadas pelas tradições arcaicas e disciplinas obsoletas dos seus pais e que, tendo agora a oportunidade de serem transformados pela evolução de uma educação primada, relaxam suas mentes e seus comportamentos, aceitando a próxima geração de filhos se tornar decadente em uma sociedade, quando podem ainda ser prestativos, generosos, educados e responsáveis.
Com as pessoas da própria casa muitos se tornam inimigos; com os parentes mantêm distantes e hipócritas; com os amigos se passam por bonzinhos; mas, quando todos pecam diante de Deus ninguém fala nada: esta é a geração do presente século onde cada um faz o que bem entender sem levar em conta aquilo que os seus pais fazem por ela.
#GERAÇÃO #SEM #MÚSICA, #GERAÇÃO #PERDIDA
As músicas acabaram...
O tempo se foi...
Como me causa pesar...
Como isso me dói...
Os dias já são tão chatos...
Tudo tão maçante...
Somente sendo saudosista...
Para me levar adiante...
Tive Bee Gees...
John Lennon...
Fred Mercury...
Michael Jackson...
Tina Turner...
Madona...
Carpenters...
Abba...
Que saudade...
Tantos outros...
Mas não esquecidos...
Ainda amo a todos...
E carrego comigo...
E os bailinhos?
De passos coreografados...
Dançar juntinho...
Ou como um pião desordenado...
Quem se lembra do primeiro amor?
Duvido alguém ter esquecido...
Dizem que o primeiro e o último...
São os mais fortes...
Os mais sentidos...
No meu primeiro porre...
Engoli tudo em um só gole...
O mundo girou...
E vomitando...
O chão me amou...
A ressaca...
Nossa um horror...
Pior era lembrar...
Do que tinha feito...
Na noite anterior...
Me lembro ainda...
Da fumaça do baseado...
De quem fumou ao meu lado...
Só o cheiro já me deixou dopado...
Desmaiei em minha cama...
E só me recordo...
De minha mãe arrancando meus sapatos...
Não era por ser jovem...
Que foi a era dourada...
Tudo era mais inocente...
Não tinha tanta maldade entre a gente...
Hoje o que vejo...
Fico abismado...
Já tantas vidas perdidas...
Sem mesmo ter começado...
Não ouço mais as músicas...
Que me faziam viajar...
Me embalavam...
Faziam-me sonhar...
Geração sem música...
Geração perdida...
Quais lembranças levarão...
Por toda sua vida?
Aonde isso se perdeu?
Serei eu o culpado?
Aonde tive o azar...
De ser tão descuidado?
Às vezes bailo aqui sozinho...
Junto às minhas flores e passarinhos...
Segurando nas mãos do vento...
Abandonando-me a esse sentimento...
Sei que nada mais retornará...
Passou...
E aqui estou...
Mas também sei....
Que continuo a sonhar...
Sonhar com o que de bom vivi...
Com quanto fui tão feliz...
Como o tempo passa rápido...
E dele fui aprendiz...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
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