Coleção pessoal de 1Susatel
“Uma sociedade que forma jovens apenas para servir estruturas existentes condena-se à estagnação histórica.”
“O maior fracasso de um sistema educativo não é formar desempregados, mas formar indivíduos incapazes de criar soluções para a própria sobrevivência.”
Por que razão comercializar algo potencialmente letal para terceiros? Parto do princípio de que a colocação no mercado de um artefacto dessa natureza pressupõe, no mínimo, uma severa deficiência de discernimento ético e intelectual. Isso leva-me inevitavelmente a questionar a lucidez e o equilíbrio psíquico de quem o promove, como se a racionalidade tivesse sido deliberadamente suspensa em favor de uma ganância cega ou de uma indiferença profundamente perturbadora perante a vida humana.
Não sabeis vós que uma praga, quando não combatida, tende a expandir-se de forma descontrolada. Assim sucede com a religião.
Todo ser humano é atravessado por complexidades intrínsecas e multifacetadas, mas prevalece incólume e resiliente aquele que ousa transcender seus limites inexplorados.
Em meio à pressão e ao desespero, muitos jovens caem nesta armadilha.
Olha, jovens, deixem-me segredar-vos algo importantíssimo. Penso que esta é a fase de vos alertar sobre algo precioso. Esta mensagem é para vós.
Evitem — evitem mesmo — confiar o vosso futuro a tios e tias. Evitem desenvolver expectativas de que essa gente vos irá ajudar. Quase sempre, quem combate os sonhos e o futuro de jovens esforçados — ou dos prodígios dentro de uma família — é a própria família. E assim se perpetua a miséria dentro dela: uns supostamente “muito ricos” e outros “miseráveis”.
Essas pessoas terão sempre soluções para os problemas de gente de fora e nenhuma para os da família — tudo em prol de salvaguardar um suposto “bom” estatuto que pretendem exibir na rua. Falar-vos-ão disso com arrogância, com aquele tom de quem realizou grandes feitos: “ajudei o fulano e a fulana”, como se isso vos acrescentasse algo na vida. Contentam-se em dar-vos comida, mas nunca vos mostram a fonte.
Muitas vezes, até vós sabeis as razões pelas quais não beneficiais do auxílio deles. Se não sabeis, deixai estar — porque, ainda assim, a razão é sempre, no mínimo, decepcionante e, no máximo, deplorável, embora para eles faça todo o sentido. E, quando o tal “auxílio” chega, chega tarde e já não serve para nada: a situação tornou-se caótica e sem solução.
Jovens, quando enfrentardes dificuldades financeiras, reinventai-vos. Lutai com o mínimo até conseguirdes superar. E, quando o dinheiro chegar, investi uma parte e guardai o remanescente. Tende sempre planos anotados. Olhai para este processo como uma verdadeira transição da juventude para a fase adulta.
Invistam também em pequenos cursos de curta duração. Mesmo em meio às dificuldades, é preferível atravessar fases duras da vida tendo uma formação técnico-profissional, ainda que modesta, do que permanecer estagnado. E, acima de tudo, abstenham-se ao máximo dos jogos de azar — especialmente das apostas —, que muitas vezes disfarçam destruição com promessas fáceis de ganho.
A disciplina deve ser o princípio mais importante a cultivar. Sem ela, qualquer oportunidade escapa; com ela, até o pouco se transforma em progresso consistente.
Escolhei bem as vossas amizades. Nem toda a companhia é abrigo — algumas são atraso disfarçado. Há amigos que drenam energia, desviam foco e normalizam a mediocridade; e há outros que vos elevam, vos confrontam e vos empurram para a frente. Aprendam a distinguir. A vossa trajectória será, em grande parte, o reflexo de quem caminha convosco.
Mantende distância de gente pessimista, preguiçosa e resmungona. Esse tipo de companhia contamina o pensamento, enfraquece a vontade e transforma qualquer plano num fardo impossível. Quem vive a queixar-se nunca constrói; quem evita o esforço nunca sai do lugar. Se quiserdes crescer, rodeai-vos de quem age, de quem tenta, de quem falha e volta a tentar.
Outra grande lição: não olheis para os erros — ou pecados — de tias e tios como motivo para criar atritos entre vós e os vossos primos. Entendei que a boa árvore conhece-se pelos seus frutos. Quando eles precisarem de auxílio, ajudai com ideias, não com capital (esse, precisareis sempre mais, e ninguém vo-lo dará). A prioridade sois vós.
E a lição mais importante: nunca tenhais medo de arriscar. Mesmo diante da mais pequena oportunidade — se for boa — arriscai.
Podeis vencer na vida, mas, para isso, acreditai, lutai e, acima de tudo, mantende o entusiasmo.
Cultivai boas relações entre irmãos e fortalecei esses laços até se tornarem inquebráveis. Haverá sempre um teimoso, mas é preciso preservar o que vos une — isso é essencial.
Investi no networking, pois, na maior parte das vezes, a mão que se estende para ajudar não vem de conhecidos próximos.
Enfim, eu sou aquele(a) que, entre os céus e a terra, nada mais teme; cujos ensinamentos poucos ousariam transmitir-vos. A ovelha negra do rebanho, o(a) “vilão(ã)”, aquele(a) que finalmente despertou — e que, para o bem ou para o mal, não se repete. O(a) odiado(a) por muitos, mas reconhecido(a) pelos certos.
Eu sou Susatel.
Todos os direitos reservados.
O que tenho observado neste curto tempo que tenho estado a caminhar pela Terra é que a maioria das famílias africanas é movida pela inveja que os seus membros nutrem uns pelos outros. São marcadas por uma tremenda desunião e, em casos extremos, recorrem à “botânica” não para cura ou para acções positivas, mas para fins obscuros. Chegam a investir rios de dinheiro simplesmente para financiar métodos destinados a prejudicar outro membro.
Procurar despertar a consciência não é tarefa fácil; e, quando se está com a consciência despertada, a realidade torna-se ainda mais esmagadora e aterrorizante.
Entendi que me encontrava numa selva quando descobri que estava por conta própria; há uma raridade de pessoas que descobrem tal coisa e, mesmo assim, mantêm-se firmes.
Que tipo de felicidade pensais que atravessa um ser feito como eu? Antes que vos precipiteis em responder-me, sabei: os abismos que visitei, nenhum de vós suportaria. Das vezes em que lá estive, quem de vós desceu para salvar-me? Não me façais rir. Todos vós, não perturbeis a minha solidão.
A última chave é simples:
nenhum homem, sendo rico, passará a sua fórmula de riqueza para enriquecer outrem.
Tornar-vos ricos depende unicamente da vossa vontade.
Tudo já vos foi dado na medida certa.
Freud, pai da psicanálise, reconheceu em Nietzsche aquele que mais se conheceu a si mesmo; penso que seja mera mania dos humanos acreditar que somos todos iguais.
Ah! Meu amor, tu apresentaste-me os demónios que te habitavam e que te causavam terror; eu dei-lhes um novo lar dentro de mim e fi-los amigos dos meus. Foi aí que cometi o meu tão grande pecado, pois, quando notaste que estavas livre, abandonaste-me.
Ah, querida, embora os teus demónios se tenham sentido em casa, estou a mandá-los de volta ao verdadeiro dono: tu.
Ora, meu bem, o ponto crucial aqui não é o que a tua idade diz à minha pessoa, mas o que o teu intelecto proporciona ao meu… e o meu ao teu.
O teu corpo, a tua beleza, serão tudo arrastados para o esquecimento pelo tempo, mas o que o teu intelecto pode proporcionar, isso, querida, é mais precioso do que ouro.
A tua idade não me interessa, ainda que sejas mais velha do que este ser que sou. Apresenta-me o teu intelecto.
Apenas queria que lesses um livro à beira-mar para mim e, quem sabe, trocássemos olhares sem que nenhum de nós proferisse uma só palavra ao outro. Apenas isso: o silêncio, os olhares, o desejo que não se consumaria.
Eh, sabes, eu admiro mentes cuja curiosidade é incomum; o ser cuja conversa que me traz é espontânea. Até certo ponto, eras um ser interessante, mas então trouxeste a estática para o nosso pequeno mundo. Mudaste. Carreguei o que ainda sobrava de mim e fui embora.
As ditas loucuras, embora me façam enxergar o mesmo mundo que os outros também enxergam, levam-me a vê-lo de forma totalmente diferente.
Há obras que, na minha opinião, são extensões do próprio autor; sendo assim, levamos muito tempo a conversar com elas. O público e as editoras apenas têm acesso às mesmas quando o autor já não estiver em vida.
As pessoas andam, de facto, mal resolvidas emocionalmente — isso é inegável. Mas isso não significa que você deva aceitar o papel de plano B na vida de alguém que já tem preferências bem definidas no plano A, mas que ainda assim quer te manter em espera.
A vida também é feita de clareza, de intenções objetivas e honestidade emocional. Sob nenhuma circunstância aceite ser opção onde você deveria ser prioridade.
Acredito sinceramente que você merece o melhor — relações verdadeiras, afeto recíproco e escolhas conscientes. E se não for eu a te lembrar disso, talvez a própria vida o faça… ainda que por meio de lições duras.
Seres cuja estupidez é gritante são sempre causadores de desordem. Uma coisa é clara: são caóticos por dentro a tal ponto que não conseguem sequer controlar a si mesmos — meros imbecis ambulantes.
Sempre achei complexa a tarefa de escrever para as pessoas, daí que eu escrevo apenas para poder suportar o peso da existência — é uma espécie de ritual sagrado. Quem afirma para si que 'Ele escreve para nós!' manifesta em si um estado de delírio cognitivo.
