Genuíno
Élcio José Martins
A MENTE DA GENTE
A mente que mente não é da gente,
É da gente a mente que não mente.
Mas mente solenemente, a mente,
A mente que é da gente, mente que não mente.
Mente elegantemente,
A mente que não é da gente.
Da gente, e puramente,
A mente engana distraidamente.
Mente sem saber que mente?
Por que mente?
É distração da mente?
Ou mente educadamente?
A mente sente,
Mesmo ausente.
Disfarça constantemente,
Do fogo de aguardente.
Somente e raramente,
A dama contente,
Enche o coração carente,
De amor e de paixão ardente.
No rio caminha a enchente,
No entardecer, o brilho do sol poente.
No seu olhar o amor caliente,
O cio da terra flerta com a semente.
A vida pede somente,
Um doce amor contente.
É nobre e decente,
O desejo adolescente.
A mente esconde o que sente,
Traz enganos inconscientes.
À luz de velas incandescentes,
Reluz o que o homem tem na mente.
Do nascer faz vida um ente,
Se não chorou ficou contente.
Primeira vitória foi valente,
Só não sabe o que vem pra frente.
Cresceu entre curvas e vertentes,
Entre perdas e amores incipientes.
Num mundo de posturas divergentes,
Fez o rio para amar seus afluentes.
A mente traz a semente,
A rosa, o fruto e a água quente.
A vida é um presente,
De Jesus e de Deus onipotente.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
SIMPLESMENTE MULHER
Mãe, tia, avó,
Dama, esposa, bisavó.
Amásia, amante, trisavó,
Filha, neta, bisneta e outra que vier,
Seu nome, simplesmente, MULHER.
Oito de março,
Dia de festa, de beijo e abraço.
Hoje é seu dia, o ontem também foi,
O amanhã também será.
Não há dia, não há data que a ela não caberá.
É origem, é meio, é final,
É tempero, pitadas de sal.
É razão, é paixão e emoção,
Sexto sentido, escuta com o coração.
Destemidas e decididas,
Já foram perseguidas.
Ganharam o primeiro round,
Ninguém a conhece mais do que Drummond.
Abriram novos caminhos,
Eram sucos tornaram vinhos.
Buscaram a maioridade,
Ganharam a igualdade.
As mulheres são cheias de graça,
Tanto na terra quanto no céu.
Salve Maria, Santa e fiel,
Manto sagrado coberta do véu.
Deus iniciou a construção,
Criou primeiro, Eva e Adão.
Deu às mulheres o poder da criação,
Deu ao mundo uma nova geração.
Às fêmeas, Deus fez a diferença,
Crescei e multiplicai essa é a sentença.
És tu o cimento e a cal da esperança,
Da construção do ser e da sua semelhança.
Cada um tem uma especial,
A mãe, a esposa, outras tal.
Quem não ama a mulher,
Não reconhece a mãe sequer.
Mulher, doce encantamento,
Brilho no olhar, contentamento.
Aliança no dedo, comprometimento,
Véu e grinalda o grande acontecimento.
As estradas são longas e estreitas,
Na condução da vida são perfeitas.
Nas curvas da virtude, caminham sem suspeitas,
Perfumadas e sempre belas, escondem as receitas.
Sobre o salto equilibram com elegância,
Na luta nunca fogem da militância.
Cuidam dá casa com grande maestria,
Doam charme, inquietude e simpatia.
Dos filhos cuidam de dia,
À noite fazem do amor, eterna melodia.
No trabalho já buscam ousadia,
Ainda sofrem preconceitos, uma grande covardia.
Virtuosas e vencedoras,
Por Deus são protetoras.
Amam pelo destino de amar,
Estão na terra para o GADU representar.
O mundo gira a seus pés,
Não há desânimo mesmo ao revés.
Não há lar sem seu olhar,
Nem tristeza que a faz parar.
É segura e sonhadora,
Justa, honesta e trabalhadora.
Nas indústrias, nas letras ou nas lavouras,
Veio uma, vieram duas e muitas seguidoras.
Protegem a quem amam,
Suor e lágrimas são fluidos que acalmam.
Não há dor e nem noites sem dormir,
Que a façam desacreditar e desistir.
No céu como na terra,
A luz do sol a lua descerra.
Mãe Maria junto aos anjos descansa,
Esposa Regina a luz, a energia, a paz e a esperança.
Gratidão não é palavrão,
Não é raio e nem trovão.
Obrigado mulheres da minha vida em comunhão,
Fostes vós o sentido, o caminhar e a razão.
Parabéns!...
Élcio José Martins
Élcio José Martins
GUARANÉSIA
Essa cidade já foi contada em verso, prosa e canção,
Sua semente já colheu muitos frutos pra nação.
Sempre foi um marco na cultura e educação,
Tem teatro de alto nível e carnaval para o povão.
O rio canoas beijou a sua face,
Pássaro da ilha disse me abrace.
Sua história é rica como ouro,
Seus filhos a beleza do beija-flor-besouro.
Rio canoas já foi capivaras,
Tinham pássaros em revoadas, sabiás, canarinhos e araras.
Animais os mais diversos e espécimes raras,
Todos vivendo livremente, sem gaiolas, sem currais, quem dera haras.
O seu primeiro nome que até hoje ecoa,
Tem referência ao emigrante José Maria Ulhoa.
À margem do Rio canoas seu nome entoas,
Batizado em suas águas como Santa Bárbara das Canoas.
Próximo à sua moradia uma capela construiu,
Por devoção à Santa Bárbara seu nome atribuiu.
Por desígnios da divina providência um fato ocorreu,
Um milagre de Santa Bárbara um homem protegeu.
Na derrubada da mata um grande tronco cairia,
Um pobre homem que ali estava certamente atingiria.
Santa Bárbara protetora esse homem salvaria,
As raízes de uma árvore desse tronco, livraria,
Seus companheiros murmuraram Milagre! Milagre! Milagre!...,
Santa Bárbara o salvou. Isso foi Milagre!...,
Num instante tudo silenciou, e, trêmulos de emoção,
Escolheram Santa Bárbara como a Santa do coração.
José Martins e Manoel Fernandes Varanda, impressionados, resolveram doar,
O terreno à capela para nele um povoado edificar.
Viajantes e mascates eram seus visitantes,
De joias a escravos eram eles comerciantes.
Em 1838, como prêmio, distrito se tornou,
Distrito de Paz de Santa Bárbara das Canoas denominou.
Subordinou-se ao termo de São Carlos de Jacui,
Foi jurisdicionado à comarca de Sapucaí.
Em 16 de setembro de 1901 o município foi criado,
Denominado Guaranésia pra criar o seu legado.
Significa pássaro da ilha um pássaro encantado,
Da tríade de escolha ele foi o selecionado.
Gardênia e Tavarésia foram os outros relacionados,
São nomes especiais que até hoje são lembrados.
Santa Bárbara das Canoas, Gardênia e Tavarésia,
Marcaram a linda história da querida Guaranésia.
Já foi estrada real, já teve trem de ferro e até avião,
Tinha casa bancária, comércio de arroz, milho e feijão.
Chora a velha estação sem locomotiva e sem vagão,
Que embarcou amores e riquezas para toda região.
Cidade de famílias nobres de muita tradição,
Grandes comerciantes desde a sua criação.
Professores renomados percorreram a nação,
Levando conhecimentos na cidade e no sertão.
Tem a cana, o álcool e o algodão,
Café é a maior exploração.
Tem panos de prato, cabines e mangueiras,
Secos e molhados, tijolos e madeiras.
Santa Margarida marca a história da cidade,
Fez parte do progresso desde a sua mocidade.
Foi a mãe da indústria têxtil tecendo a humildade,
Teceu o cidadão, deu guarida, deu o pão e muita dignidade.
As casas bancárias se multiplicaram,
As indústrias se transformaram.
As escolas recebem o reconhecimento,
Pelo alimento do intelecto e a costura do conhecimento.
Aqui se faz justiça, abre caminho,
Nossos velhinhos afeto e carinho,
Os especiais sonhos e esperança,
Nossas crianças cidadania e confiança.
Esta cidade tem portas abertas,
Não tem demandas, exagera nas ofertas.
Recebe seus novos cidadãos com a alma e o coração,
Aqui não tem origem, não tem cor, não tem separação.
Guaranésia tem sua história,
Seu povo boa memória.
Não perde o trem da saudade, pois sabe quem faz a hora,
Já foi mocinha hoje é uma grande e bela senhora.
Viva Guaranésia das manhãs orvalhadas,
De estradas de terra que hoje foram asfaltadas.
Do menino de pé no chão, sem agasalho e sem tostão,
Do cinema, do jardim, e do namoro, pegar na mão.
Do Lions Clube a Fernando Osório,
Da igreja, Monsenhor Grella e o santuário.
Santa Casa a equipe de prontidão,
Dos atletas campeões da famosa geração.
Fica um pouco de saudade,
Mas firme na realidade.
Nossa cidade se tornou,
Tudo aquilo que seu povo um dia semeou.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
CONSTRUTOR DO AMOR
Sou o amor em cada pétala de flor
Sou o amor naquele que dá amor.
Sou o amor que traz a esperança,
Sou o amor no sorriso de uma criança.
Sou o amor no orvalho da manhã,
Sou o amor que enobrece a campeã.
Sou o amor na rima e na canção,
Sou o amor que dá luz ao coração.
Sou o amor nos poemas de verão,
Sou o amor na mão de quem dá o pão.
Sou o amor de Jesus anfitrião,
Sou o amor na igreja, no casebre e na mansão.
Sou o amor que caminha ao seu lado,
Sou o amor combatendo o pecado.
Sou o amor em cada refeição,
Sou o amor em toda ocasião.
Sou amor que abre a porta e a janela,
Sou o amor na cidade e na favela.
Sou o amor da bíblia e do alcorão,
Sou o amor em toda religião.
Sou o amor no verde da floresta,
Sou o amor nas noites de seresta.
Sou o amor no leito dos hospitais,
Sou o amor das pessoas especiais.
Sou o amor no mar a navegar,
Sou o amor no avião a decolar.
Sou o amor no plantio e na colheita,
Sou o amor até em quem não me aceita.
Sou o amor naquele que me procura,
Sou o amor na mão que cura.
Sou o amor em cada coração,
Sou o amor que traz a inspiração.
Sou o amor na busca do perdão,
Sou o amor no amor e na paixão,
Sou o amor da família e do irmão,
Sou o amor na razão e na emoção.
Sou o amor no lar dos idosos,
Sou o amor dos cuidadores generosos,
Sou a amor em cada decisão,
Sou o amor na oração e comunhão.
Sou o amor que pede proteção,
Sou o amor que pede união,
Sou o amor que pede compaixão,
Sou o amor que pede compreensão.
Sou o amor dos santos,
Sou o amor dos encantos.
Sou o amor dos sonhos,
Sou o amor dos risonhos.
Sou o amor da liberdade, igualdade e fraternidade,
Sou o amor da bondade e da caridade.
Sou o amor da justiça e da lealdade,
Sou o amor pra salvar a humanidade.
Sou o amor na rima do compositor,
Sou o amor na voz do cantor.
Sou o amor na oração do padre e do pastor,
EU SOU O CONSTRUTOR DO AMOR.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
Era uma vez um BANQUINHO
Era pequeno, hoje é grande,
Era mero coadjuvante.
Nasceu e prosperou,
Cresceu e multiplicou.
Muitos por lá passaram,
Suas marcas deixaram.
De uma promessa distante,
Fizeram dele um gigante.
Na terra fértil foi semeado,
Desde cedo foi muito amado.
Colheu o fruto dourado,
Na ordenha e no roçado.
Dizem que um certo Roberto,
Com um grupo forte por perto,
Transformou o que era incerto,
Fez acontecer, deu certo.
Com a bússola do futuro,
Fez do verde, fruto maduro.
Adquiriu maioridade,
É o orgulho da cidade.
Vislumbraram naquele tempo
Que ele era a solução.
Na chuva ou no relento,
Deu vida a produção.
Mas sempre namorou
Uma moça nova apaixonou.
Do casamento que realizou
Muitos filhos com ela gerou.
Ruralcredi iniciou,
Sicoob se transformou;
Credinter se tornou,
O futuro? Já sei quem sou.
Hoje tem casa e tem morada,
Não precisa mais de mesada.
Cresceu forte com postura
Do relento à cobertura.
As cifras multiplicaram,
Dividendos somaram.
Deu luz aos que sonharam,
O que hoje conquistaram.
Hoje é realidade,
No campo e na cidade.
Deu guarida à mocidade,
Melhorando a sociedade.
Rogo aos Padres e Pastores,
Peço aos Santos protetores,
Que dê vida aos seus gestores.
Esses árduos lutadores.
Santa Bárbara abençoou,
O canoas batizou.
Pássaro da Ilha encantou,
Com as sementes que semeou.
Cresceu e fortificou,
Trabalhou e acreditou.
O que era sonho realizou,
Toda luta justificou.
O limite o céu alcança,
A todos trouxe esperança.
Desta casa de fomento,
Levar à mesa o alimento.
Nesta manhã que irradia
Cumprimento colaboradores e diretoria.
Comemorando 25 anos de história
Merecem os rojões da vitória.
Parabéns!....
Élcio José Martins
Élcio José Martins
ESTAMOS EM VIAGEM
Estamos em viagem. Estamos no trem. Entra passageiro, sai passageiro. O maquinista é exigente. O bilheteiro é chato. O gerente é bravo e pouco cortês. A viagem continua... Novos passageiros, novos gerentes, novos instrutores. Os guardas de plantão não perdoam. A equipe ta tensa, mas a viagem tem que continuar. O preço tá alto. A comida tá cara, quem sabe vai um por fora. Tudo caro e o retorno ruim. O maquinista tá louco da mente, mente. A locomotiva falha, o trem balança, os passageiros se atormentam. Os trilhos velhos, usados, viciados, direcionam a locomotiva por caminhos tortuosos. Sem freio, caminha na direção do caos. Ninguém sabe onde vai parar. Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Será? Há luz no fim do túnel. Cadê o túnel, não está ao alcance ainda. Pode haver esperança. À frente o clima pode mudar. Ai, tudo muda, tudo pode se encaixar novamente. Ávidos da felicidade, esperamos um amanhã sem dor e sem vela. A estação pode florir novamente. A ajuda mútua se faz necessária. Com o frio há a necessidade de um aquecer o outro. No calor há a necessidade do distanciamento e da roupa fresca, do banho frio e da bebida gelada. A alegria voltará. Cantaremos novamente. Acreditaremos novamente. Voltará o direito de, quando anoitecer, curtir a beleza das estrelas, dos poemas ao luar e da poesia dos amantes. E a viagem caminha para um destino desconhecido. Que ela seja bela, doce, florida e Calorosa. Cada um viaja na estação de sua preferência. Boa viagem...
Élcio José Martins
JOSÉ E MARIA
Me rendo aos dias, e eles são longos,
São cheios de curvas fechadas que escondem a próxima reta
E em cada cume alcançado a alegria de poder descer sorrindo a ladeira da conquista
e de repente se forma outro monte, a ser superado e depois outro e mais outro
e o tempo para na minha fraqueza, de não poder fazer nada,
diante dos mistérios da vida,
me sinto inútil quando de repente me é levado amores tão preciosos que me esvaziam
sinto-me enfraquecido mas não posso me dar ao luxo de me entregar
seguir em frente essa é a forma mais lúcida e necessária
perder faz parte da vida, mesmo que essas perdas levem você a tristeza sem fim
já disse o poeta “sentimento ilhado, morto e amordaçado...”
Mas dos pedaços do meu coração que se foram para sempre
Sempre estará em mim as lembranças de um amor verdadeiro
E em Deus espero um dia estarmos juntos novamente.
Por isso e pelo abraço jamais esquecido
Sigo em frente e ponto.
Lenísio Lima
O último coronel do norte/nordeste, José Sarney, se despede da política e assume arrependimento. Não pela incompetência em realizar sua tarefa perante o nosso povo e sim pela vaidade. Vai tarde!
Élcio José Martins
08/MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Oito de março, data legal,
Uma marca social,
Já preparado o cerimonial,
Pra comemorar um dia especial.
É dia da mulher que canta,
Da mulher que encanta.
Tem uma que é santa,
O poder mais alto de levanta.
Esta mulher há tempos sofrida,
Mesmo com luta aguerrida,
Mil anos perseguida,
Aos poucos ganha guarida.
O tempo passou,
Uma ou outra emancipou.
Um novo rumo norteou,
Veio da vitória que o sutiã conquistou.
A luta feminina,
Já vem de menina.
O direito determina,
Maria da Penha incrimina.
Ainda falta respeito,
Ainda falta direito.
Ainda há preconceito,
Mas só ela sabe fazer bem feito.
É dona de casa,
Mãe e gestora,
Estudante e professora,
Sempre uma grande lutadora.
Passa fome para o filho comer,
Martiriza-se, se o filho adoecer.
Nunca foi de esmorecer,
É luta diária do amanhecer ao anoitecer.
Fica sem dormir até o filho chegar,
Prepara com amor o almoço e o jantar,
Balança o berço com cantigas de ninar,
Chora sozinha nunca é de lastimar.
Parabéns mulher guerreira,
Seja casada, amante ou solteira.
Parabéns você mulher altaneira,
És primeira, nem segunda e nem terceira.
Oito de março apenas marca a lembrança,
De um tempo sem esperança.
Hoje já há direito e confiança,
Quiçá o único baile seja a alegria da dança.
FELIZ DIA INTERNACIONAL DE TODAS AS MULHERES!
Élcio José Martins
Se você tem irmãos igual o José.
Você já tem muitos motivos para vencer .
Eu tenho, mais só agora entendi o propósito.
Amém.
Na cidade de São José da Tapera, em Alagoas, antes das pessoas terem necessidade de aulas de inglês, geografia, português, gramática, matemática e outras disciplinas, ou profissões como artesãos,
músicos, bailarinos, elas precisam aprender a escrever e a ler na sua própria
língua, a serem alfabetizadas, e terem desenvolvimento de raciocínio, crítica e
argumento, de aprenderem normas de limpeza, higiene pessoal e educação
pessoal.
José antes de viver os sonhos de Deus em um palácio, sobreviveu aos pesadelos dos homens nas prisões. O sonhador foi um prisioneiro antes de se tornar um governador.
Quem não suporta o processo não conquista a promessa
AUTOR: JOSÉ ALVES DE ARAÚJO NETO
ROTULAR
Quero assim acompanhar
Essa tal transformação
Não tem nada de impossível
Basta portar a razão
Para o mundo diferente
Diga para o inconsciente
Cérebro não é coração
Quem ler muito sabe mais
Quem vive álgo quer ver
Quem tem amor pelo próximo
Quem respeita tem prazer
Quem anda levando a verdade
Carrega dignidade
Na medida e no dever
Depoi de Deus vem o nome
Para tudo nomear
Cada classe se carrega
De um pouco explicar
Com o preto e o branco
Alguém olhando no canto
Outra visão vai mostrar
Ninguém pode rotular
Se na real não conhece
O homem é produto do meio
Do jeito que sobe desce
Jamais deixe a certeza julgar como réu na mesa
Tudo que é bom aparece.
A Conveniência levou Eva a cair no papo da Serpente, mas a Obediência levou José ao status de Governador eficiente!
Meu Pai
Dia de São José que chique!
Meu pai aniversariando
Que a data se multiplique
Por muito e muitos anos.
Trabalhador verdadeiro
Dificuldade enfrentou,
Nasceu com dom de ser pedreiro
E hoje já se aposentou.
Um verdadeiro guerreiro,
Trabalhou fora tanto tempo
Para ganhar um dinheiro.
E pra nos dá o sustento.
Fez casas fez amigos
Por este mundão a fora
Enfrentou fome e perigos
Com fé em Deus Nossa Senhora.
Não sei nem como falar
Pra agradecer o senhor
Mas se hoje sei trabalhar
Foi o pai que me ensinou
E continua me ajudando
Me ensinou de tudo um pouco
Sentar tijolo,cortar cano,
Parte elétrica e rebouco.
Nessa data especial
Desejo só coisas boas
E muita história legal
Para contar pra's pessoas.
Não só um dia do calendário,
Desejo paz e susego,
Um feliz aniversário
E alegria no aconchego.
Aqui meus versos se apoia
Nas palavras do seu neto
O vovô é minha jóia!
O Meu vovô predileto.
Já minha esposa me diz
Que é um sogro sem igual
Que o pai seja feliz
O senhor é muito especial!
Que Nosso Deus te ilumine
Com muitas bençãos porém,
Abraços do Pedro e da Joveline
Teu filho Sérgio também.
Parabéns pai que Deus te ajude
Nesta data tão querida
Felicidades e saúde
E muitos anos de vida.
Sergio
Maria e José
José pediu uma flor a Maria
E ela deu uma margarida
Ele não gostou
Então ela deu uma Tulipa
Ele disse que ela tinha flores mais bonitas
Então ela lhe deu uma Rosa
Ele achou que ela poderia dar outra mais bonita
Então ela não trouxe mais flores
Pois seu jardim havia secado
Ninguém está livre de chegar ao fundo do poço, mas permanece e escolha, os sonhos de José não morreram no poço, não morreram ao ser vendido e muito menos na prisão, tudo foi etapas de crescimento e fortalecimento para que ele no tempo oportuno se tornasse Governador do Egito!
SERÁ QUE SÓ VC NÃO VÊ?
No livro Ensaio sobre a cegueira, escrito pelo português José Saramago, uma pandemia aflige o mundo. De repente, todos perdem a visão. Sofrem uma cegueira branca. No começo, parecia que as pessoas iriam se ajudar, ser solidárias, melhores. No entanto, os problemas da sociedade logo ressurgem e são potencializados, já que ninguém “enxerga” a mudança necessária para o bem coletivo. Com essa cegueira moral, o instinto de sobrevivência prevalece, sobrepuja a razão, o ódio subjuga sentimentos altruístas. Impera o egoísmo, enfim.
A palavra instinto nunca foi tão presente na contemporaneidade.
Analogamente à obra literária, vivemos também uma pandemia, só que da Covid-19 em franca mutação. Quando ela começou muitos gestos maravilhosos aconteceram. Alguns foram divulgados nas mídias sociais. As pessoas pareciam que aprenderiam alguma lição sobre fraternidade e comunhão. Todo dia, às 18h, um vizinho ancião tocava a Ave Maria em sua flauta doce, da sacada da janela. Ao término, todos os vizinhos aplaudiam de suas janelas.
Até então não havia vacina, nós éramos a cura.
Com o tempo, a cegueira moral se abateu sobre muitos. Indivíduos sem máscara. Outros em aglomerações. Uns tantos negando a pandemia. Outrem oferecendo pseudofármacos. Dois médicos, renomados, minimizavam a gravidade do patógeno e vieram a óbito por causa dele. E tudo isso envolto em informações, contrainformações, falsas informações. Enfim, uma cegueira moral despencou sobre nós. A nossa cegueira branca.
Mas aí chegou a vacina. De vários grupos científicos. A britânica Oxford-AstraZeneca, a estadunidense Moderna, a germano-estadunidense Pfizer BioNTech, a russa Gamaleya Sputnik V, a sino-brasileira CoronaVac. Infelizmente, o imunizador – não importa qual – poderá a longo prazo reduzir os efeitos dessa silenciosa e sufocante enfermidade viral, contudo a corrupção humana ainda levará tempo longínquo para ser publicizada como a mais letal e senecta doença entre os humanos.
Autoridades que deveriam dar o exemplo nesse momento tão triste da história do homo sapiens furam a fila do imunizante para se beneficiarem, como se fossem capitães de um navio a fugir no primeiro bote salva-vidas. No nordeste brasileiro, os prefeitos de Antas(BA), Candiba(BA), Itabi(SE), Guaribas(PI) adotaram a máxima: “Farinha pouca, meu CoronaVac primeiro”. Além deles, há vários... filhos e filhas de sicrano, queridinhos de beltrano, os amores de fulano.
Eis que o norte do Brasil se asfixia e tenta clamar por socorro. Na Bíblia, há o livro de Salmos cujo capítulo 42, no versículo 7, traz a mensagem “Abyssus abyssum invocat”, ou seja, um abismo chama o outro. No norte do país, os estados do Amazonas (Falta de oxigênio em Manaus), Amapá (apagão e colapso dos hospitais) e Rondônia (falta de leitos e médicos) mostram o extremo a que podem chegar as más gestões e desvios de verba em solo pátrio.
Enquanto isso, na fantástica terra do leite condensado, o mandatário da nação vai a uma churrascaria na companhia da matilha política, além de artistas, como Naiara Azevedo, Amado Batista e Sorocaba. De mórbida praxe, ao final, o mascarado presidente sem máscara deleita-se em selfies e aglomerações contagiantes...
No livro Ensaio sobre cegueira, aos poucos, a cegueira branca se foi. Abriu-se uma perspectiva de o mundo ser um lugar melhor, no qual as pessoas agora percebam que quando enxergavam eram cegas de amor. E, como se o universo ou Deus, permitisse uma segunda chance, o homem então mais racional poderia compreender finalmente a relevância das emoções, principalmente aquelas que nos fazem querer abraçar o outro em qualquer sentido benevolente da palavra.
O Brasil anseia por um final tal qual o da ficção. Todavia, na catarata dos sonhos, está tudo branco ainda, ainda está tudo escuro, então.
