Genuíno
ORAÇÃO DO SÁBADO
Ó Jesus, filho de José e Maria,
Peço-te humildemente,
Que restaure nossas vidas retalhadas.
Concedei a graça da liberdade hoje.
Que a chaga do inimio e da doença, Seja destruido em nome de Jesus Cristo!
Que a salvação seja em defesa,
Glória vós senhor!
Em nome de Jesus filho,
Em nome de Deus pai,
Que assim seja o dia todo.
Poesia para um Novo Ano
25/12/2010 – Jose Arimateia da Silva
Neste novo ano que em breve se inicia
Nele eu gostaria
Que não se lembre mais de mim,
Nada de mal ou ruim
A tristeza e a amargura
O conflito a tribulação,
Que não seja somente canção,
Mas seja mais emoção
Do tipo felicidade,
Que tenha pouca saudade,
E mais amor no coração
Quero ter muita presença
Mesmo sem toda crença
Mais com um abraço real
Forte quente, amigo e leal
Que não se lembre de mim
A dor a lagrima, o conflito e todo o mal.
Quero somente ser lembrado
Pela doce alegria
Do reencontro saudoso
Dos filhos amigos e irmãos
Que seja tão ardoroso
Que compense o sofrimento
Da vida todo o momento
Que me resta pra viver
Quero tudo muito pleno
Nada mais pouco e pequeno
A não ser o anoitecer
Pra que logo venha o dia
Para de novo eu viver.
Esqueça-me a nostalgia
O temor a covardia
O medo e a incerteza de viver
Pra tudo de ruim esquecer
E ser agora total
Livrado de todo o mal
Que no passado ficou
Nas decisões erradas
Num velho conto de fadas
Nos caminhos e nas estradas
Que com a incerteza trilhou.
Já percebeu como uma flecha é primeiro puxada para traz, antes de ir para frente? José passou por momentos semelhantes. Foi jogado na cova, pouco antes de ser o administrador da casa de Potifar, oficial de Faraó. Foi preso, pouco antes de ser o governador do Egito. Então meu irmão, se as coisas parecem estar andando para trás em sua vida, não reclame, Deus pode estar usando esta situação para você ir muito mais além.
A narrativa de José Lins´do Rego tem a força das enchentes do Rio Paraíba que vai invadindo tudo que encontra pela frente até desaguar no grande mar/coração do leitor.
Élcio José Martins
A INTERROGAÇÃO DA CURVA
O que tem depois da curva?
Pode ser o monstro que uiva,
Ou o santo que cuida.
É São Cristóvão que ajuda.
A interrogação persiste,
No medo que existe.
Não tem regra nem palpite,
E nem Lei que eu acredite.
O que tem de lá,
Não pode ser o que tem de cá.
De cá é o que conheço,
De lá virá o que mereço.
Rezo a reza, rezo o terço,
Vida longa que eu mereço.
Tempo de ida e recomeço,
Vejo a curva pelo avesso.
Interrogo o tempo,
Interrogo o maestro do tempo.
Perco a hora, perco o tempo,
Faço contas, quero mais tempo.
Curva leve a acentuada,
Com descida e encruzilhada.
Estrada da vida transitada,
Pelo amor e a intolerância malvada.
Pequenos automóveis na estrada,
Cruzam carretas desgovernadas.
Estradas esburacadas,
Ceifam vidas estruturadas.
Vem o medo e some o riso,
Irresponsabilidade sem juízo.
Na placa tem o aviso,
Seu freio é seu paraíso.
Mas na curva da ilusão,
Tem caminho e direção.
Afoga as mágoas da emoção,
Tem o amor que acelera o coração.
O câmbio que muda a idade,
Troca marchas de sonhos e saudades.
Quinta marcha dos Casebres de bondade,
Pede a ré os rincões da falsidade.
Mas tem a curva da fé,
Homens justos ficam de pé.
Foi Maria e foi José na manjedoura de sapé,
Que deu ao universo Jesus de Nazaré.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
A MENTIRINHA BOA
Qual é o poder da mentirinha?
Ela é da sociedade, não é sua e nem é minha.
Ela está em todo meio,
Ninguém sabe de onde veio.
Umas são covardes e maldosas,
Outras, doces e amorosas.
Uma mata, outra cura,
Depende da cultura e da lisura.
A mentira é o contrário da fofoca,
A fofoca é verdade doente que estoca,
Faz doer, deixa encrenca pra valer,
Traz angústia, tristeza e padecer.
A verdade pode ser boa,
Mas pode não ser!
A verdade pode doer,
Mas às vezes tem que dizer.
Nem sempre a verdade é boa.
Ela pode doer muito. E à toa.
Esconder de algo insano,
É, com certeza, um ato humano.
O próprio relacionamento
É feito de mentiras e omissões.
As verdades são balas de canhões,
E as mentirinhas, balas de paixões.
Como estou? Você está linda!
Nossa! Fulano falou muito bem de você.
Mas aquela fulana tá chick hein!!!
Nem me fala! E aquele ...?
Assim é a vida.
Todos, de uma maneira ou de outra,
Escondem e se escondem,
Para que as amizades permaneçam...
A educação nada mais é do que adaptar-se.
Aprender truques e fazer meandros.
Tolerar e aceitar o outro como ele é,
Mesmo com a vontade de mandar para aquele lugar...
Contar até mil. Pensar, pensar e harmonizar,
Dizer palavras doces e meigas, amenizar.
Brigas jamais, apaziguar.
Um beijo na face para o encontro triunfar.
Existem as mentiras que trazem prejuízo,
São verdades ocultadas pelo medo do guizo.
Medo de como o outro agirá,
Melhor escondê-la porque já sabe o que virá.
Fuja das mentirinhas interesseiras,
São de pessoas delicadas, meigas e açucaradas,
Mas o interesse é uma rasteira,
São escoladas, treinadas e mascaradas.
Existem as mentiras que trazem prejuízo,
São verdades ocultadas pelo medo e juízo.
Medo de como o outro agirá,
Melhor escondê-la porque já sabe o que virá.
Se puder evitá-las, melhor será,
Se não puder evitá-las, seu coração que te dirá.
O importante é um coração contentar,
Ver um sorriso e uma face se alegrar.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
A MENTIRINHA BOA
Qual é o poder da mentirinha?
Ela é da sociedade, não é sua e nem é minha.
Ela está em todo meio,
Ninguém sabe de onde veio.
Umas são covardes e maldosas,
Outras, doces e amorosas.
Uma mata, outra cura,
Depende da cultura e da lisura.
A mentira é o contrário da fofoca,
A fofoca é verdade doente que estoca,
Faz doer, deixa encrenca pra valer,
Traz angústia, tristeza e padecer.
A verdade pode ser boa,
Mas pode não ser!
A verdade pode doer,
Mas às vezes tem que dizer.
Nem sempre a verdade é boa.
Ela pode doer muito. E à toa.
Esconder de algo insano,
É, com certeza, um ato humano.
O próprio relacionamento
É feito de mentiras e omissões.
As verdades são balas de canhões,
E as mentirinhas, balas de paixões.
Como estou? Você está linda!
Nossa! Fulano falou muito bem de você.
Mas aquela fulana tá chick hein!!!
Nem me fala! E aquele ...?
Assim é a vida.
Todos, de uma maneira ou de outra,
Escondem e se escondem,
Para que as amizades permaneçam...
A educação nada mais é do que adaptar-se.
Aprender truques e fazer meandros.
Tolerar e aceitar o outro como ele é,
Mesmo com a vontade de mandar para aquele lugar...
Contar até mil. Pensar, pensar e harmonizar,
Dizer palavras doces e meigas, amenizar.
Brigas jamais, apaziguar.
Um beijo na face para o encontro triunfar.
Existem as mentiras que trazem prejuízo,
São verdades ocultadas pelo medo do guizo.
Medo de como o outro agirá,
Melhor escondê-la porque já sabe o que virá.
Fuja das mentirinhas interesseiras,
São de pessoas delicadas, meigas e açucaradas,
Mas o interesse é uma rasteira,
São escoladas, treinadas e mascaradas.
Existem as mentiras que trazem prejuízo,
São verdades ocultadas pelo medo e juízo.
Medo de como o outro agirá,
Melhor escondê-la porque já sabe o que virá.
Se puder evitá-las, melhor será,
Se não puder evitá-las, seu coração que te dirá.
O importante é um coração contentar,
Ver um sorriso e uma face se alegrar.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
O DESCARTE DE UMA VIDA
Nasceu na fazenda Descarte.
Seus avós moraram lá.
Seus pais da Europa pra cá,
Sua esposa também se instalou lá.
Na lida do campo foi campeão,
Cultivou o alimento do patrão.
Café, cana, arroz, feijão,
Tudo teve seu amor e os calos de sua mão.
Madrugada, já estava na lida,
O orvalho molhava sua pele cuspida.
Suor e lágrimas vendidas,
Pra levar o pão à família construída.
O trabalho era pesado,
Anos e anos de um tempo apagado.
Por certo tempo ainda teve respaldo,
Valeu da força e seu suor sagrado.
Mas nem tudo é permanente,
Sol nascente e sol poente,
Sorriso sorridente,
E lágrimas descontentes.
Como um animal para o descarte,
Que o tempo apagou sem arte.
Na fileira para o abate,
Triste espera de quem o remate.
Aposentadoria de pobre,
Apesar do tempo nobre.
Vê na família o desamparo,
O máximo que pode é um três no baralho.
A demissão cortou na carne,
Perdeu a classe pelo desarme.
A tristeza nas linhas da idade,
Vê no retrovisor os rastros de maldade.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
A INCENSATEZ DO NADA
A vida atribulada,
Meio atrapalhada,
Mesmo toda governada,
Fica algo pra outra jornada.
Pra tudo falta um fim,
Tiro de festim,
Lâmpada de Aladim,
Aspirante com espadim.
Tempero sem sal,
Ego do bem e de mal.
Escada em espiral,
Lapso temporal.
Cheiro de relva seca,
Cozinha sem receita,
Febre de maleita,
À espera da colheita.
Juízo sem juízo,
Lábios, boca e sorriso,
Jardins do paraíso,
Lágrimas de sobre aviso.
Busca de algo, será o quê?
Sem resposta, qual o porquê?
Mas tudo teima em querer,
Quer um novo caminho a percorrer.
Poeira levantada,
Berros da manada,
Camisa suada,
Pedras na calçada.
Porta estreita e selada,
Desvios de encruzilhadas,
Doutrinas empilhadas,
Vestes esfarrapadas.
Honestidades descarrilhadas,
Nádegas sem palmadas,
Cócegas de risadas,
Mandatários de privadas.
O brio sem brilho,
Egos afiados no esmerilho,
Dedos firmes no gatilho,
Pátria mãe perdeu seu filho.
Águas turvas da incerteza,
Contar notas com destreza,
Cueca perdeu nobreza,
Virou baú da esperteza.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
O BOM ENCONTRO
O que seria um bom encontro,
No meio de tantos desencontros?
Tens que achar o eixo e o ponto,
De agregar tantos e tontos.
O bom encontro pede cautela,
Pede portas e janelas.
Pede cores em aquarelas,
Pede a leveza e a sapiência de Mandela.
O bom encontro é saboroso,
Tempero de um papo gostoso.
Gesto de homem generoso,
Gosto de sabor garboso.
O bom encontro é paciência,
Pede ao raivoso a sua ausência.
Pede decoro e decência,
Dispersa discursos verborrágicos sem eloquência.
O bom encontro nutre de grandeza,
Alimenta o amor na sobremesa.
Rega as flores de beleza,
Jorra fruídos, incensos de gentilezas.
O bom encontro não reclama,
É o esmero no vestir da Dama.
É o gentleman de ternura,
O cavalheiro da postura.
Para ter um bom encontro,
Exige-se estar pronto.
Afasta-te a taça do espanto,
Erga alto o troféu do doce encanto.
Se esta mal ou triste, fique em casa,
Mesmo que queime em brasa.
Treine a arte da conquista,
Faça de sua conduta o poder do alquimista.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
EM BUSCA DA PAZ
Caminhei por caminhos certos,
Obscuros e incertos,
Fui água nos desertos,
Insensatez de espertos.
O tempo é a cura,
Ou a espera de bravura.
Semente de ternura,
De aventura e desventura.
O que busco ainda não sei,
O que achei por certo conquistei.
Acho que um dia amei,
Com firmes passos, não desanimei.
Ouço boleros de saudade,
Do tempo de mocidade,
À espera da idade,
Pra encontrar felicidade.
Cada encontro, um desencontro,
Preciso entender do ponto,
Pra não deixar sabor do espanto,
Suspiro calmo, ao ritmo do canto.
O que tem atrás da curva,
Espero parreira e uva.
A mão que pede a luva,
Ara a terra e espera a chuva.
O peito tá apertado,
Da dor do corpo atropelado.
Delírios de sonhos manchados,
Desejo louco do sonho sonhado.
Ao som romântico, um recital,
De Juan Gabriel e Rocio Durcal,
Afaga a alma e adormece o mal,
Da dor que chora o emocional.
Até quando! Até Quando!
Sem rumo e sem mando,
Destempera a alça do comando,
A solidão na multidão, uma luz se apagando.
O tempo passou,
Nas alegrias por vezes trafegou,
Das fatias fatiadas, pedaço ficou.
No quarto escuro a alma chorou.
Nas desventuras da vida,
Pede-se uma nova partida,
De coragem atrevida,
Conquistar a paz distraída.
Não sei se é agrado ou desagrado,
Não sei se é leve o peso do fardo,
Que por tantas vezes carregado,
Fez escaras no coração magoado.
Chorar por dentro é água represada,
É a mentira da alegria deslavada.
A busca da conquista conquistada,
Das muitas portas abertas, uma delas está fechada.
No entardecer da vida,
Ainda há tempo e sobrevida.
A hora pede compreensão e decisão,
Mudar de vez pode agradar o coração.
O respeito não pode faltar,
É o espelho e o espelhar,
É amigo do olhar,
É o sabor que enfeita o paladar.
Reclamar de tudo,
É aparar barba de barbudo.
A mesma cara do carrancudo,
Fere aos poucos. É pedrada sem escudo.
Choro por dentro,
Choro de dentro.
Quero o alento,
Por mais um pouco não aguento.
Quero a paz no medo,
Quero o amor e o aconchego.
Subo aos céus e peço arrego,
Dê-me a paz, o caminho e o sossego.
Livre-me dos apegos do passado,
Livre-me das promessas, o pecado.
Anjos meus tragam um recado,
Escrito bem grande como AMAR E SER AMADO.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
O TEMPLO DO TEMPO
O templo edificado,
De luta e suor sagrado,
Extirpa nódoas do passado,
Do teatro representado.
A vida que descerra,
A bandeira branca na terra,
Corta o verde da serra,
De sangue vermelho encerra.
No teatro da ilusão,
Faz poesia o coração.
Encanto d’alma sem razão,
Do cárcere sem prisão.
Julga o júbilo ao avesso,
Sem nome e endereço.
Rasga seda de adereços,
Das vindas e recomeços.
A lua da madrugada,
Rítmica e desvairada,
De holofotes e camaradas,
Das fronteiras desarmadas.
Na construção do saber,
Reluz um amanhecer.
Anoitece no escurecer,
Vislumbra o conhecer.
Do pecado consumado,
Do delírio rebuscado,
Encanta a alma do famigerado,
Brinda o brado redobrado.
Chora o peito magoado,
Do sentimento esmagado.
Das promessas do passado,
Aspas fechadas do cérebro brindado.
Vem do sol a esperança,
Do seu brilho a confiança,
Do seu calor a temperança,
De sua beleza a perseverança.
Contrasta força e educação,
Dá namoro solução e precisão.
Enlace de poder e decisão,
Lua de mel pedem os filhos da nação.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
LIBERDADE! LIBERDADE! LIBERDADE!
Quero uma
Quero a Liberdade de escolha,
Quero a escolha da liberdade.
Não quero a régua da obrigatoriedade,
Por aqueles que se dizem os donos da verdade.
Quero que me ensinem a ler,
Mas nunca o que devo ler.
Quero que me ensine ser,
Mas nunca me dizer o que fazer.
Quero sapatos com laços,
Sempre andar com meus passos.
Na escola quero conhecimento,
Ideologia cabe ao meu discernimento.
Quero livros que separem o bem do mal,
Acender vela com a proteção do castiçal.
Aprender bem a lição,
Comer meu pão com o poder da minha mão.
Poder comprar e produzir,
E ter coragem pra fazer.
Ter saúde pra comer,
Sempre ter por merecer.
Não quero troca de favores interesseiros,
No bonde da história, viajantes e passageiros.
Andar no vagão de preferência,
Ser educado e a Deus pedir licença.
Respeitar hierarquias,
Abominar deboches e anarquias.
Leis que protegem o coletivo,
Rechaçar o poder mais abusivo.
Que o País vire Nação,
Acabe com o poder da corrupção.
Prenda os larápios de ocasião,
Elimine o político enganação.
Liberdade quero como vizinha,
Como o cardápio do chef de cozinha.
Faces rubras e felizes,
Erros apenas por deslizes.
Chico disse que amanhã vai ser outro dia,
No verso codificado escondeu o que pretendia.
Quem manda quer o direito da partilha,
Fechou em submarino e lacrou a escotilha.
Aprender falar,
Mas não o que falar.
Aprender andar,
Mas não pra que lado andar.
Quero infância sadia,
Ao lado da mãe, do pai e da tia.
Quero o direito da família decidir,
Quais os caminhos deve o filho seguir.
Liberdade! Liberdade! Liberdade!
Sem discurso barato e muita sinceridade.
Liberdade! Liberdade! Liberdade!
Dançando cidadania e plantando dignidade.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
MÃE 2017
Mãe 2017 é soma dez,
Dois mais zero, mais um, mais sete,
Resultado dez.
Soma vinte mais dezessete,
Resultado trinta e sete,
Que somados ficam dez.
Mãe é nota dez,
Não tem desvio e nem revés.
Cuida de sua cria com maestria,
Na escola da vida é mestra da bateria.
Mas o mundo mudou,
Cuidar só da casa no passado ficou.
Hoje é: uma, duas, três,
Família, trabalho, lazer às vezes.
Mesmo nesse mundo diferente,
A mãe tá no batente.
Nem a liberação dessa nova geração,
Tirou do peito seu amor e devoção.
Nesse mundo conturbado,
Cheio de vícios e pecados,
De gostos fritos e assados,
De pais ausentes, despreparados.
Filhos mal educados,
Na rua são formados.
Nas drogas, aliciados,
Sobra pra mãe os seus cuidados.
Mães de ferro desesperadas,
Viagem sem freio e sem estrada.
Do coração que era morada,
Chocou feio na encruzilhada.
Mãe não desiste jamais,
Por seus filhos tudo faz.
Não tem chuva, nem hora, nem sono,
Capaz de tirá-la de seu trono.
Mãe representa Deus na terra,
É nela que tudo se encerra.
Pra ela filho não tem defeito,
Como Maria, seu Jesus, sempre perfeito.
Mãe é doce e suave,
É a pena que adorna a ave.
Mãe é pluma de leveza,
É rainha de ternura e beleza.
Mãe é o alicerce e o telhado,
Dá o abraço e sempre deixa o seu recado.
Sua força e valentia são inexplicáveis,
Suas ações e seus atos irretocáveis.
Salve esse dia sagrado,
De presente, sorriso e agrado.
Na terra ou no céu fez bem feito o seu papel,
É abelha que para os seus produz o mel.
Amor de mãe é sagrado;
Amor de mãe é açúcar no melado.
Amor de mãe é puro;
É empréstimo de beijos sem cobrança de juros.
Nove meses de gestação,
À espera da emoção.
No colo ou no berço, muita dedicação,
Na saúde ou na doença, um sofrido coração.
Saudade do colo da mãe amada,
Mesmo com as marcas das palmadas.
Um sorriso e um afago na chegada,
Na partida, lágrimas de enxurrada.
Que as têm, ame e cuide,
Que as têm no céu ore e agradeça.
Quem vai ser mãe, bom parto,
A todas as mães meus Parabéns...
Élcio José Martins
Élcio José Martins
AUSÊNCIA
O distraído tropeçou,
No lapso da consciência.
Sentiu a dor da ausência,
Da total inexistência.
A apartação do distanciamento,
Foi escasso desaparecimento.
Do sumiço privativo,
Pede a carência o curativo.
A exiguidade do tempo,
Desse seu alheamento,
Fez da vida esquecimento,
Do apertado apartamento.
Esse mundo de apartação,
Unido na separação,
Traz no bojo privação,
Paz e amor, abstração.
Absentismo da carência,
Foge do raio a coerência.
Na exiguidade do tempo,
Trouxe ao indivíduo o esquecimento.
O distraído tropeçou,
No lapso da consciência.
Sentiu a dor da ausência,
Da total inexistência.
A escassez do nada,
Faz o caminho da manada.
Chama os seus de camarada,
Tenda e lona, sua morada.
O distraído tropeçou,
No lapso da consciência.
Sentiu a dor da ausência,
Da total inexistência.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
POEMA DE AMOR
Fazer poema sem falar de amor,
É como a praia nos dias sem calor.
Falar de amor cura no ser a dor,
Eleva a alma e destempera o rancor.
No jardim do amor,
Rega com perfume à flor.
Inspira o compositor,
Traz luz e magia ao cantor.
O amor é razão de tudo,
É luva de veludo,
É a cura do homem bruto,
É a árvore que dá bom fruto.
Sem amor não sei viver,
Melhor seria morrer.
É plantio pra ter o que colher,
É ternura em cada amanhecer.
Nasci sem pedir e sem querer,
Vim do céu ou da noite de bem-querer.
Beijo a lua ao anoitecer
Espero o sol em cada amanhecer.
Sou luz na escuridão da dor,
Sou afeto no parto encantador.
Sou a voz do animador,
Sou o caminho na construção do amor.
Na conquista sou jogador,
Faço cantigas, sou cantador.
Faço meu mundo velejador,
Trago ao meu lado meu grande amor.
No palco do desamor,
Não tem aplauso nem ouvidor.
Quem navega no mar do amor,
Vive a vida com bom humor.
É mais feliz quem ama,
Na sala, na cozinha ou na cama.
Cabeça erguida nunca reclama,
Colhe o lírio que sai da lama.
Sem amor o mundo pira,
Rasga o pano e solta a tira.
É o ato de amar que me inspira,
Se o amor é brega, sou caipira.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
UM OLHAR PRA DENTRO
De agora em diante olhe pra dentro.
Olhe bem lá dentro,
Enxergue que existe sentimento,
Não aumente o desalento.
Use a bússola do encantamento.
Faça uso do GPS do contentamento.
Radiografe sentimentos e
Ultrassonografias de ressentimentos.
O esforço da convivência que cada um trás,
Esconde do outro a tristeza fugaz.
O julgamento atroz,
Contempla a fúria do algoz.
Olhar pra dentro da gente,
Esquece o alheio de repente.
Frustra a alma contente,
Joga soda na aguardente.
Cada qual com seu problema,
Cada um com seu dilema.
Julgar faz a alma pequena,
Agiganta-se quem recebeu a pena.
As pedras nos caminhos e
Os espinhos das jornadas,
São gotas de roda moinhos,
Das lutas desesperadas.
A pena recebida no limiar da vida,
É pesada e às vezes atrevida.
Os desvios são raros e dolorosos,
Só se salvam os dons mais amorosos.
É preciso aprender a compreender,
Aceitar que deslizes vão acontecer.
Nem severo, muito menos masoquista,
Aceitar que é mais um na grande lista.
Respeitar a igualdade e a lealdade,
Rejubila a dignidade e a felicidade.
Condena-te de seus atos de maldade,
Encarcera os ditames da vaidade.
Construa alicerces de humildade,
Faça laços com os tecidos da caridade.
Busque afeto e o sustento da amizade,
Veja em Cristo o que é ter simplicidade.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
MINHA RAINHA
Abraçá-la-ei com a ternura de meu abraço,
Beijarei seu retrato na pintura de Picasso.
Confortá-la-ei na candura de meus braços,
Amá-la-ei no orvalho do terraço.
Farei de ti moldura na parede,
Pintá-la-ei de azul e verde,
Repousá-la-ei no trançar da rede.
Temperá-la-ei com mel e azeite verde.
Costurá-la-ei com linho raro,
Dar-te-ei o zap do baralho,
Fechá-la-ei em copas e ouro,
Presenteá-la-ei com a ilha do tesouro.
Dar-te ei a estrela mais brilhante,
Ofuscarei a lua dos amantes,
Enfeitá-la-ei com pérolas e diamantes,
Exibirás com o seu charme provocante.
Farei conhecê-la o mundo inteiro,
Dar-te-ei a tranquilidade dos mistérios do mosteiro.
Dar-te-ei o luxo dos palácios de reis e rainhas,
Escolherei as estrelas mais belas como madrinhas,
Enfim,
Pedirei ao céu
Para cobri-la com o seu véu,
Élcio José Martins
Élcio José Martins
AMOR À PRIMEIRA VISTA
Chegou sem dizer nada,
Não podia ser porta errada.
De mansinho conquistou,
Um coração flechou.
Duas almas de juntaram,
Dois corações se apaixonaram.
Abraços e beijos trocados,
Eternos namorados.
Das duas, uma só alma,
Sem estresse, tudo se acalma.
Dos dois, um só coração,
Sem regra, sem razão,
Só o pulsar da emoção.
É suor de malhação,
É o esfregar da dança de salão.
É o roçar de mão,
É o beijo de supetão.
E ainda mais se amaram...
Embebedaram-se do mel,
Com volúpia gargamel,
De êxtase sobiram ao céu,
Pernas e braços, o escarcéu.
Com o amor e o desejo se casaram,
E desse amor louco se encontraram.
E ainda mais se amaram,
Dos desejos soltos novamente se embriagaram.
E ainda mais se amaram...
Cúmplice cama dos pecados,
Cálidos beijos molhados,
Lençóis esparramados,
Vertigem de lustres dourados.
No chão, na lareira, na esteira,
No bico da mamadeira.
Suor, corpos molhados insaciados,
Sussurros de versos inacabados.
E ainda mais se amaram...
Élcio José Martins
