Gente Mimada
Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, a gente nunca está preparado para perder alguém. Eu tento não lembrar da sua partida pois isso me faz sofrer ainda mais!!!
Antes certo que não se quisera passo, mas o silêncio...
Gente suja...
De pés feios...
Falando alto...
Embriagados com putas velhas...
Roupas surradas...
Cheirando a fumaça...
A noite decreta o cancro...
Qualquer música degredada em pranto...
Gargalhadas torpes...
Viciados da rotina...
Quem diria...
Um pensamento que não se esconde...
Nem mesmo disfarçados pelas bebidas pagas...
Das pedras que colho...
Só gente cambaleando...
Sujos...
Feios...
Excrementos de seres humanos...
Um só destroço...
Corpos fedidos e suados...
Rugas fundas...
Dentes tortos e amarelados...
Esquecendo para sempre as loucuras do vinho atrevido...
Falam cuspindo...
No Português errado...
Buscando distração...
Quem sou eu de fato...
Entre os porcos...
Um diamante jogado...
Meu Deus...
Meu Deus...
Tratar a todos com respeito...
No túmulo não há diferença...
Mas será que de fato..
O céu pertença a essa gente tal como rato?
Recolho-me em sonho e mágoa...
Óh tristeza descendo em meu olhar...
Sonho moribundo...
Gente feia...
Não há como se misturar...
Diz-se que a solidão torna a vida um deserto...
Mas antes só que mal acompanhado...
Posso ter respeito...
Mas amor é negado...
Sei que embora essa luz nem para todos tenha o mesmo brilho...
Tudo o que existe em nós de grande e puro...
Nem sempre esconde o lamento...
Dobrada é minha ventura...
Em poder escolher com quem convivo e me deito...
Sandro Paschoal Nogueira
Quando a gente pensa que a ingratidão não nos surpreende mais, ela surge de onde menos esperamos, vinda de alguém que a gente nunca imaginaria nos surpreender negativamente. É como esperar um beijo no rosto e receber uma punhalada no peito. A gente fica ali, sangrando, meio sem entender o porquê...
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
Quando a gente é criança, os monstros vivem debaixo de nossa cama. Quando, a gente se torna adulto, eles começam a viver dentro de nossas cabeças.
BATE PAPO
blá-blá-blás
nhenhenhéns
todo mundo fala
mas ninguém se entende
é muita gente querendo ser
dona de gente
não perco mais tempo com palrarias
desde o dia que aprendi
a ouvir as flores
a conversar com passarinhos
durante a madrugada
eu conto à lua os meus segredos
No começo quando a gente começou a conversar eu sentia borboleta no estômago, o sentimento a qual eu nunca imaginei em sentir. Junto com risadas boba, uma mensagem sua e eu já tava sorrindo feito uma boba apaixonada.
Sentia meu coração batendo tão forte que parecia sair do peito pela boca. As mensagens diárias e tão "apaixonada" pensei que ia pra frente
Mais em uma noite a pessoa que me chamava de amor me chamou pelo nome. E no fim só me vi chorando na cama, com um nó na garganta, pois o que eu queria era grita... parecia uma corda de aço envolvida no meu pescoço. É assim que começa e no final é sempre o mesmo...
Eu estava ali... sentado.
Rodeado de vozes, de risos, de gente viva.
Mas eu não estava.
A sala ao meu redor começou a desaparecer — não de verdade, mas da minha percepção.
Como se tudo estivesse se afastando de mim… ou talvez eu estivesse afundando neles.
Um mar. Um mar feito de ideias, memórias, dúvidas e ansiedades.
Eu me afogava, devagar, e ninguém via.
Cada pensamento pesava toneladas.
E, de repente… uma dor.
Aguda. Crua. Rasgando meu crânio como um raio atravessando a alma.
Foi como se Deus tivesse acendido uma lanterna dentro da minha mente só pra mostrar tudo que eu escondia.
Medos, fracassos, rejeições, inseguranças…
Eu vi tudo. Tudo de uma vez.
A dor não era só física. Era cósmica.
Como se meu corpo quisesse me expulsar de dentro dele.
Meus músculos começaram a se encolher.
Meus ossos se curvavam, as extremidades sumiam.
Primeiro os dedos, depois os braços, as pernas…
Era como se o universo estivesse me dobrando em mim mesmo.
Me reduzindo…
Até eu virar só um ponto.
Um pingo de i.
Flutuando no ar.
Um buraco negro.
Escuro. Silencioso.
Sem matéria. Sem mim.
Eles me viram.
Meus amigos. Meus colegas. Meus cúmplices de vida.
Viram meu corpo desaparecer, mas não entenderam que o que sumiu primeiro foi a minha paz.
E agora…
Eles não falam nada.
Mas eu vejo. Eu sinto.
O buraco negro não está parado.
Ele cresce. Ele pulsa.
Ele puxa as conversas pro vazio, suga os risos, apaga a leveza.
Como se a minha dor — aquela que eu tentei carregar sozinho — agora estivesse em cada canto da sala.
Eu fui embora.
Mas minha ausência ficou.
Mais pesada que minha presença.
Eles não sabem, mas já estão sendo engolidos também.
Porque a dor, quando não explode, implode.
E quando implode… contamina.
Se você estiver me ouvindo agora…
Não espere virar um ponto.
Não espere o silêncio ser mais alto que a sua voz.
Fala. Grita.
Pede ajuda antes que o mundo perca você.
Porque um buraco negro nasce pequeno…
Mas pode engolir tudo.
"Valéria, a vida é muito curta pra gente deixar passar em braço.
Use as cores do Arco Iris pra colori-la!"
Tem gente que
perde pessoas incríveis
por causa de momentos
de merda...
Aprenda a escolher com quem quer perder seu tempo.
Tem gente que mente e diz a verdade…
Gente que trama e também que ajuda!
Uns roubam de tudo até sua paz!
Gente que mata, e ajuda a viver, gente honesta e também desonesta, gente tola e gente estupida, e gente de todas as adversidades e diversidades e todas essas gentes também sou eu e também é você!
Amargo é o gosto que se sente
Quando quando a gente
Não sabe amar.
Amarga é a pessoa
Que um dia veio a me amargurar.
Fim da miséria e violência,
e da corrupção que suja.
Fere a honra de tanta gente,
igual a gases no efeito estufa.
Tem coisas que a gente faz pelo dinheiro, outras pelo compromisso, e algumas porque palavra dada tem peso. Não é sobre números, é sobre respeito.
Cada um tem seu papel, uns vendem, outros aprendem, alguns apenas observam. Mas quem se propõe a caminhar junto precisa lembrar que acordos não são só palavras ao vento.
O que foi combinado, foi combinado. O esforço foi entregue, o resultado veio. O mundo já tem gente demais que esquece o que prometeu quando a maré muda.
Eu prefiro seguir entre os que lembram.
