Gente Mesquinha
Uma hora a gente cansa. Cansa desse vazio, desse estado de não ter nada, desse silêncio que já não traz paz, das pessoas que não nos ligam, não nos procuram, dos amores que nunca saíram da nossa imaginação. A gente cansa das músicas, das memórias e até mesmo dos pensamentos; cansa de dormir, cansa de ter que ficar acordado, de ter que aguentar mais um dia. A gente cansa dos amigos de mentira, cansa do celular que nunca toca, e do vazio que grita. A gente cansa.
A gente cobiça tanta coisa que não está ao nosso alcance que se esquece que as coisas que realmente merecem a nossa cobiça a gente já tem e nem se dá conta disso.
Às vezes, a gente sofre não pelo tamanho do problema que temos que enfrentar, mas pela nossa incapacidade de perceber a diferença entre o que podemos mudar e o que não podemose com naturalidade aceitar essa limitação.
A gente sabe que uma coisa tá certa quando tem aquela sensação gostosa de frio na barriga quando vê a pessoa.
Ela é a minha filha e eu sou a mãe dela, então às vezes a gente briga um pouco, mas, sabe, ela é a minha pessoa favorita.
De todas as coisas mais difíceis que existem na vida, uma delas é dizer Tchau pra quem a gente ama.
Amar a gente ama o que a gente quer a toda hora, o que parece que vai nos fazer ficar sem ar se ficarmos sem.
Discernimento é a arte de reconhecer limites, os seus e principalmente o dos outros. Quando a gente sabe até onde deve ir descobre que há linhas que embora invisíveis não devemos ultrapassar. Há espaços sagrados e lugares invioláveis dentro e fora da gente.
E lá vem o medo de novo com essa mania de colocar limites na gente, mas eu o encaro de frente e mesmo um pouco esmorecida finjo que estou cheia de coragem, ele acredita e passa batido por mim.
Existem palavras tão perfumadas que a gente sente como se estivesse recebendo um ramalhete de rosas colombianas com um laço de fita dourado.
Por causa de gente estúpida e tola, despertou do meu ãmago oque de mais malevolente se ocultou a soberba e o egoísmo.
E nos dias normais mostro apenas
e só, o meu lado belo e angelical.
A gente precisa parar de normalizar, de romantizar a obesidade. As influenciadoras das redes sociais ganham com isso, você não. Obesidade é um problema de saúde pública, é uma doença e uma doença grave. Existe um limite onde a gordura deixa de ser coisa de gente bem resolvida e se transforma em doença. Ser obeso não é só ter uns quilinhos a mais. Uns quilinhos a mais tudo bem, ninguém precisa viver refém de dieta e escravo da balança, mas quando o peso extra começa afetar a nossa saúde é um motivo para preocupação. Mais que uma questão estética, a obesidade é a porta de entrada para várias outras doenças e algumas delas como a diabetes é irreversível. Não existe essa história de "sou um gordo saudável", gordo não é saudável. Com raras exceções a autoestima de pessoas gordas também é baixíssima. Não tem como ficar feliz com um corpo que nos causa dores, vergonha, constrangimentos e nos submete a vários tipos de vexames.
Aí, eu me amo assim. Não ama não. A pessoa que realmente se ama não se conforma com a obesidade, a pessoa que se ama se cuida, não só para ter um corpo bonito, mas sobretudo, para ter um corpo e uma mente saudável. A gente tem que ser feliz com o corpo que tem? Tem que ser feliz sim, mas não com os quilos extras que colocamos sobre ele.
