Gelo
Ei, quebra o gelo do seu coração
Você já sabe, tô na sua mão
E agora não tem como mais fugir
Não tem outro lugar a não ser aqui
Ele é fogo e enxofre. Sou gelo estilhaçado. Nossa colisão é vapor e destruição, destinada a se dissipar, mas vou queimar feliz debaixo dele até que o mundo todo venha abaixo.
O universo nos uniu a tal ponto dessa união ser algo raríssimo, somos o fogo e o gelo unidos por energia do espaço tempo. Sua presença é mágica e me satisfaz. Somos o aquilo que o universo criou em um equilíbrio, desequilibrado. Depois que te conheci meu pensamento gira em torno de você 24 horas por dia. Esse é o meu tempo.
Quando o silêncio e a solidão caem sobre mim e à minha volta, esmago-me cortado como gelo. Às vezes preciso falar em voz alta, mesmo que seja para provar que estou vivo.
O homem de gelo
Ele caminha pelo mundo sem sentir o vento,
sem notar o toque suave da vida sobre a pele.
Os dias passam como sombras,
as noites são apenas ausências de luz.
Ela estende as mãos,
um gesto simples, um olhar cheio de sol,
mas ele as recolhe, como se fossem punhais,
como se carinho fosse ameaça,
como se amor fosse fraqueza.
Ele acredita que ser forte é ser pedra,
que ser homem é não precisar de nada,
que doçura é invenção dos fracos,
e romantismo, bobagem sem propósito.
Mas sua alma está trincada,
como vidro exposto ao frio do tempo.
Não sabe que a força real não está na dureza,
mas na coragem de se deixar tocar.
Ele não entende que o amor não é um inimigo,
que o cuidado não diminui, apenas preenche,
que um gesto de afeto não exige retribuição,
mas pede espaço para existir.
Porque ninguém nasce de gelo,
ninguém foi moldado para o vazio.
O que ele chama de força é apenas escudo,
o que ele chama de fraqueza é só um nome que deram ao medo.
Frieza se trata com calor,
insensibilidade se cura com toque,
a solidão não se impõe,
se dissolve,
quando alguém insiste em ficar.
Um casamento deve consistir de dois componentes. De fogo e gelo. De um lado, a chama ardente do amor. Do outro, a doce estabilidade, a lealdade entre os cônjuges até o fim da vida.
"Fio de ouro"
Meu coração é feito gelo que derreteu com o calor
Agora lágrimas de sangue
Percorridas aqui
Onde foi que me perdi
Ahhh meus olhos a mercê de você
A minha alma ansiosa
Por que você sabe
Eu nunca vou esquecer
Dedilhando os dedos na tela
Você não sabe mas só hoje
A esperança tola de te ver
De ouvir você dizer
Eu amo você
Esperança burra tão tola
Quanto meu coração
Que agora dói em chamas
Eu deixei o amor entrar
*Alma Quimera**
Um corpo apaixonado se revela,
*Desnuda o tempo* — tudo nela é gelo
e chama. Transe de espera singela:
do encontro íntimo de dois desvelos.
Um toque. Um sopro. Beijo que desvela
na pele o instante que o desejo anseia:
alma quimera, razão que se dobra
*à dualidade da carne que arde e voa.*
Sou orvalho noturno em teu verão,
lágrima doce em pele salgada de mar.
Chora teu corpo o hino da paixão,
enquanto a alma dança no luar.
*No espelho d’água, alegra-te, quimera:*
confia nos beijos que o tempo acelera.
Conduze-me no rio dos teus anseios,
*onde o feito eterno-se em nossos veios.*
Tempestade de gelo
No meu copo o apelo
Mar tenebroso no meu marasmo de zelo
Respiração profunda
Responde a pergunta
E eu flutuo enquanto a embarcação afunda.
Cristal de gelo
Numa noite de madrugada fria e escura,
os meus olhos estão encharcados de sangue,
meu coração bombeia ansiosamente,
meu corpo sofre mutação a todo instante.
Algo quer me levar, algo quer me fluir, as ondas se batem em pedras,
O ruim é você chorar e não sentir tristeza, sorrir e não sentir felicidade.
Oh! Madrugada fria! Quero voltar para as estrelas, quero ver os cosmos se enlouquecerem, jazendo em mim, uma nova história de compaixão, trazendo consigo uma eterna ilusão.
Noite de Gelo -
Longe, embora perto,
o murmurio rouco e confuso
de vozes na noite
num Porto sempre por achar!
Estranha noite aquela,
noite em que me vi só,
tão só ...
Poço! Onde mãos, corpos,
Almas se confundem, se tocam,
se contaminam ...
Distancia imensa,
dolorosa e sangrenta.
Coitos de morte,
onde gestos amargos,
inquietos, obcessivos
nascem da memória de outros gestos.
- Esses, onde a Vida corre
e a ternura é o fio.
Em mim, uma plena consciência
do marulhar desse pantano humano
e distante.
- Uma fracção de voz,
um grito, um gemido.
Em mim, um imenso desidério,
cósmico, Lunar afastamento.
- Misto de Luz e frio,
proximidade real,
lonjura sem alcançe!
Chuva de Gelo- Letra de música
Durante um tempo a chuva de gelo fez sombra em teu coração,
mesmo sofrendo me mantive firme em teus laços cometendo todos os dias os mesmos pecados de ti amar demais,
Sempre foi um sonho viver esse amor no meio das nuvens passageiras, mesmo sem ter as certezas de um novo alvorecer,
Não venha me dizer adeus, porque essa frase não cabe na sua melhor versão, ainda sinto no ar e no teu olhar o cheiro forte da paixão,
como um atleta de alto níveo eu treino e luto forte pelo teu coração,
então não minta para o teu próprio coração, repense as tuas memorias e entre no ciclo das boas reflexões.
Nada é tão puro ou mais transparente do que meu querer por ti, só nós dois sabemos o quanto eu quero cuidar do teu amorrrr, ooooooo, oooo,
Por um tempo a chuva de gelo recaio sobre a nossa relação, mas foi apagada pela fogueira quente da compreensão,
o que parecia um abalo císmico, hoje cresce forjado em cima das nossas melhores decisões e assim vamos vivendo os doces momentos da nossa união.
Soneto de amor perdido
As borboletas de gelo se derretem,
E então se tornam bailarinas salgadas,
Acompanhando a suave chuva álgida
Farta, clamo às bailarinas: Se aquietem
Em lástimas, se cessam e se enfraquecem,
Mas aqueles momentos não se envelhecem.
Músicas me atacam desde sua partida,
Sonhando com o rosto da morte lívida.
Me perguntando se você voltará
Continuo confusa com suas promessas
Permanecendo em solidão intensa.
O triste é saber que isso não cessará,
Nossas vidas nos poemas expressas,
Descobrimos que limite o amor dispensa
