Galhos
Amor? Amor é como um dia de agosto em que o vento quase frio assoviou nos galhos de uma cerejeira em flor.
Uma grande lição aprendi com a ikebana. Assim como neste arranjo os galhos que para uns não serviria pra nada, aprendi que usando os conhecimentos desta técnica que ele em lugar de destaque e harmoniza-o com a ideia de equilíbrio entre os elementos do arranjo tornando bonito o arranjo e ele em destaque. Pois bem, assim são as pessoas em nossa vida. Difíceis, parecendo impossível a convivência, porém pensando no galho seco, desengonçado,que para muitos jogaria-o no lixo, quando trabalhado e colocado no ligar certo, harmoniza o ambiente, se faz bonito e útil. É simples assim. As pessoas, todas precisam ser enxergadas pelas virtudes e não pelos defeitos. Só defeitos nos fazem descartá-los. E analogamente aos resíduos sólidos que muitos jogam fora, também esses itens são valiosos e mantêm muitas pessoas. Pense nisto! Deus abençoe a todos.
Dois sanhaços apaixonados
Vivem alegres a cantar
soltando de galhos em galhos
Para construir seu lar.
Num tronco de amendoeira
conseguiram encontrar
o lugar apropriado
e começaram a trabalhar
pelas manhãs acordo
já ouço os dois a cantar
no tronco da amendoeira
Onde construíram o seu lar.
Com suas asas tão lindas
abriram o alçapão
afastando suas tristezas
E a minha solidão
E os dois com muito carinho
Construíram seu lar
sempre ao cair a tardinha
Estão alegres a cantar
Naquele lar de amor
Seus filhotinhos nasceram
e com proteção dos papais
ali os dois já cresceram
Mas os homens desumanos
Começaram a observar
que os filhotinhos cresciam e tentaram os roubar
Tirá-los do lar paterno
lar de amor e liberdade
e dentro de uma gaiola
prende-los em crueldade
mas Deus quando fez as aves
Deu-lhes o espaço para voar
é o direito a liberdade
Para nas árvores morar
Por isso meus bichinhos
Daqui ninguém vai tirar
Os homens interesseiros
não o vão capturar
Para roubá-los do seu ninho
nos galhos daquela árvore
vocês terão que passar
por cima do meu cadaver
Sou apaixonada pelas arvores,por seus ramos,por seus troncos e galhos que se abrem como bracos,com folhas ou fores,frutos talvez, que nos envolvem,que nos acolhem,que nos guardam e protegem como fossem PAIS.Ha um deslumbramento no movimento deste ser especial,ao sabor do vento,da brisa,da chuva...Ha magia em suas curvas e formatos...Ha beleza e harmonia nas tonalidades que vestem seus galhos...
Como nao render-se diante de tal espetaculo???
Berenice Pasin
As árvores podem ser plantadas na terra seca, folhas caírem e seus galhos secarem. Enquanto houver esperança que a chuva vem pra trazer vida ao solo e a árvore, é sinal do agir de Deus no valor da sua semente.
"Eu vi o vento.
No balançar dos galhos dos pinheiros derrubava pinhas ao chão.
Eu vi as crianças brincando com as pinhas como se fossem bolas de algodão.
Eu vi o vento bendizendo as crianças e vi as crianças correndo com o vento na mão."
A vida é tipo uma Arvore crescem os galhos secam-se as folhas, caiem-as no chão mas sempre há uma forma para que elas se renovem com o sinal verde de renovação.
A velha cerejeira...
As folhas secas cairam
e muitos galhos secaram.
Foram podadas as arestas
e um novo ciclo se iniciou
dando vida nova ao velho tronco
que ao longo dos anos,
foi enfraquecendo
e suas flores e frutos,
escasseando.
by/erotildes vittoria/
"Jesus é aquela melancolia alegre que balança os galhos de frondosas árvores.Ele brinca com o vento, e dentro de uma fonética natural, traz livramento e refrigério pra qualquer forma de tormento".
Quem nada acrescenta, subtraído está. É preciso podar os galhos ruins para que a árvore cresça bonita e vigorosa.
É um bosque de longas árvores, galhos falhados, de diferentes tamanhos, mas todos finos, e por isso aparentemente frágeis. A cena da perdição, entre a névoa cinza que se dissipa ao alcançar as folhas pelo chão, as vezes são levadas pelo vento e voam em desalinho, mas é a mesma, ainda que sujeitas a metamorfose do tempo.
Tão incerto qual o rumo pra onde vá, ou certo das marcas que herdará a cada etapa, submetidos às circunstâncias nunca previstas, independem de nossa vontade.
Ao final, restam as mesmas folhas, as vezes irreconhecíveis de quando estavam no topo e firmes persistiam da agitação. São pedaços deixados pelas quedas, já não cabem onde eram, quando machucadas adquirem outras formas e ainda que coladas não seria nem de longe próximo ao que já foi.
E a certeza é de que o processo se repete, e repete... Prolixos são todos os detalhes, serão ainda nos mistérios, decifrados ou não. Mas que analogia melhor seria? Somos folhas, com a diferença de que quase sempre os ventos que nos levam são nossas escolhas... Por isso é imensamente angustiante errar, e estaremos sempre despreparados para o depois.
Durante o dia os pássaros voam. Quando a luz começa a esmaecer, voltam sempre para seus galhos. É neles que se sentem seguros. É neles que os sonhos acontecem.
Os Galhos Da estrada(crônicas)
Os cabelinhos caidos sobre os ombros,olhinhos tão brilhantes,olhava a estrada,que tão triste e deserta se perdia na distância .
Lentamente se levantou e em passinhos miúdos começou a andar nas mãos trazia ,uma boneca que se arrastava ao chão,a sandalhinha ao meio do pé,o sol faiscava calor pelo ar.
As pedras de tão quentes pareciam se mover, os ramos queimados pela poeira, que vento trazia .Quase no escurecer percebeu que aquela estrada não tinha fim,pois se destinava em váris direções,e se perdeu.
Pensou em voltar.Porém que estrada daria a sua casa? A noite estava caindo, a fome já arrancava-lhe o estomago ,nimguem haveria se preocupar com sua ausencia;há muito tua mãe partira,deixando apenas teus avós,que de velhinhos nada quase se lembravam,teu pai nunca conhecera.
O tempo trazia os dias;os meses,e assim completava-se anos,crescia pelos matos.Consegui sobreviver,alimentando-se de qualquer coisa que lhe tampasse a fome.
Agora os cabelos já cobriam-lhes os quadris,trapos envelhecidos cobriam suas partes mais intimas,mais parecia: filha da selva,Uma princesa perdida de inocência,e do mundo lá fora.
O vento lá fora move os galhos de sua alma
O assopro da vida é aquele que ajuda-nos a caminhar;
Uma pedra para nos impedir
Mas ai o assopro vem e lhe move para frente
Um homem aparece
o primeiro olhar;
o primeiro sorriso.
Então se aproximam
e as primeiras borboletas voam em seu estomago
A sensação és unica
e se deparam em uma igreja;
ela de véu e grinalda
e seu amado de social; Um terno fino com uma pequena flor como infeite.
Sim ...
aceito ...
E novamente o assopro vem
e o bebe chora;
- É uma menina!
Ela chora
e ele também;
e vivem
vivem pelo assopro que lhe presenteiam novamente
-Tem os olhos do vovô
Os risos invadem o local
e as lagrimas para o acompanhamento
És assim. A vida!
O assopro que lhe faz caminhar!
ALPENDRES DO TEMPO
Alpendres de setembro, florescidos
Galhos de guiné esparramam-se
Madressilvas debutam.
Na passarela exibem
O perfume agradável
Balouçando ávidas
A fresca da tarde
Arrepiando as folhagens
Melindrosas, balouçam.
E a brisa sopra
O leve sufoco
Solto em um suspiro
Do tempo que acorda
Sem nunca ter adormecido
Deixando lembranças.
Na constância mudanças
Que se afloram
Em um piscar de olhos
Que não hesitam em distrair-se
Mas perdem-se no horizonte.
Esperança de um novo amanhecer
Chuva ou sol, não importa
É apenas um contraste
De uma paisagem viva de emoções
E a ampulheta contando, sem parar
O ritmo cardíaco da vida
Nos alpendres cotidianos.
Com quantos paus se faz uma canoa?
Árvores troncudas de verdes galhos
Na esperança de um florescer
Doar teus frutos em forma de sementes
Gerando-se vidas mesmo ao envelhecer
Sombras para inocentes pequenas especies
Donde outras também virão nascer
E quando menos se espera
Ouvi-se barulhos de machados e serras
Aquela velha árvore de belo sombreado
Num só toque do machado agora já era
No barulho da violência das serras e machados
Fica apenas o silêncio de um triste tronco vazio
Donde outras espécies em volta foram arrancadas
Fazendo-se canoa num sobe e desce dos rios
Mas aquela que um dia foi uma grande e bela árvore
Levou consigo a esperança de vida de outras espécies
Pois aquela árvore se encontrava rodeada de espécies em extinção
Então...Com quantos paus se faz uma canoa,
Se ao arrancar uma árvore, fazemos uma devastação.
