Galhos
Fruto do prazer
Árvores de alma e carne
Galhos de braços sensíveis
Flores de olhos me acalme
Bons frutos se fazem impossíveis
Núcleo dos meus desejos
Centro de minha atenções
Entranhas que me perco de beijos
Doces e desejosas tentações
Frutos vestidos em prazer
Colhidos em vários sentidos
Doce fruto que existe em você
Pecados entre pernas, escondidos
Tarde ou cedo, eu irei cometer.
* Certa macaca, muito alegre e ágil, viu nozes numa velha nogueira e pelos galhos subiu mais depressa. Apanhou uma da nozes, mas quando quis meter-lhe o dente verificou que a fruta ainda estava verde e apresentava um sabor muito amargo.
Desanimada, atirou fora a noz, e ali ficou, em jejum, supondo que nada mais encontraria para seu almoço.
Moral da Fábula: Assim Acontece aos que se Covadam logo às primeiras Dificuldades que a Vida lhe Apresena.
A DANÇA
Sopra o vento e as árvores balançam
Até parece comigo querer dançar
Com seus galhos envoltos em meu corpo
E suas raízes no chão à fincar
Gotas de chuva caem tornando o céu cinzento
Encobrem as estrelas: jogo de luz natural
Trazendo então uma sintonia
A cada toque na terra já arada
E começo a dançar em círculos
sentindo a folhagem tocar meu rosto
Molhando meu corpo já suado
Com a chuva forte que cai
Trovões e raios riscam o céu cinzento
E em círculos continuo dançando aquele som estonteante
Cada vez mais rápido giro e sinto as folhagens
Daquela bela árvore... que me convidou à dançar.
A ODISSÉIA DE UM LUSITANO:
GAJO
Gajo olhando galhos,
Papagaios caçoando.
Gajo olhando de lado.
Aio, a enxada.
Papagaios em bando,
Vindo de banda,
Era uma banda,
Gajo apoiado,
Enxada quebrada,
Naquelas quebradas.
Roça roçando
Galhos no gajo.
Gajo coçando.
Ribanceira, rolando.
Risos e risos.
Olhos à espreita.
Odor de lírio.
Oh dor, delírio!
Condor pousando.
Com dor assolando.
A vida é estreita.
Comédia humana!
Com média, é humana!
Sem média, é profana!
Enxada quebrada.
Papagaios caçoando.
Nas águas afogando,
Que bobeira,
Era Nogueira.
Luta renhida,
Que se tira da vida.
Na vida há morte!
Na morte há vida!
Havida na sorte.
Dor doída!
Doida dor!
Riacho ribeira.
Cerne Nogueira,
Quebraste uma haste?
Um galho, rapaz...
Tem tantas nogueiras,
Tanto fez, tanto faz,
Entre tantas,
É mais uma que cai.
A felicidade entre os galhos
A felicidade é como um espinho
Em meio os galhos
Você se esquece dela com o tempo
Mais se um dia
Você se esbarra nela
E tem a certeza que tinha andado muito
Sem notar que esteve sempre do seu lado
Quanto mais alto você subir, mais frageis ficam os galhos, maior é a sensação de liberdade e a possibilidade de queda.
Isso faz com que a copa seja lugar para poucos...
Talvez tudo o que meus galhos dizem seja tão passageiro quanto este vento que sopra; mas o que meus versos gritam é somente tudo o que restará até meu último suspiro.
Frase do dia 10/11/2016
Ao invés de reclamar que galhos, folhas secas e sementes de seu vizinho estão invadindo seu espaço, apare o excesso, das folhas faça adubo, e das sementes crie um novo jardim.
-Cartas poéticas
Lá fora, está o vento, e as árvores com seus ásperos galhos...
Aqui dentro, está um sentimento também seco, pois quase não falo,
retrato a gente num pensamento sombrio,
penso nós dois juntos naqueles tempos frio
nas noites calada,
com mãos faladas,
mas você, foi um mel bem azedo,
pois nunca adoçou o meu sossego.
NO MEU PINHEIRO (soneto)
Os verdes galhos do meu pinheiro
Ornei com cada nome dum amigo
Assim, num cordão de luz eu digo:
- És presente, presente por inteiro
Não importa a distância, está comigo
Na lembrança, no afeto companheiro
No estar fraterno e, muito verdadeiro
Aqui no peito em morada, eu testigo
Noutros ramos, saudades, num cheiro
Das ausências - o céu hoje o seu abrigo
"In memorian", - cada momento faceiro
Minha árvore de Natal, o amor bendigo
Com fé, gratidão, ao coração certeiro...
A ti amigo, que na amizade é querido!
(Pra cada amigo, um abraço neste cancioneiro...)
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Dezembro, 19, 2016
Sou passarinho solitário
Cantando uma liberdade em tom maior
Nos galhos da vida, onde os ventos da saudade me leva...
Amor? Amor é como um dia de agosto em que o vento quase frio assoviou nos galhos de uma cerejeira em flor.
Uma grande lição aprendi com a ikebana. Assim como neste arranjo os galhos que para uns não serviria pra nada, aprendi que usando os conhecimentos desta técnica que ele em lugar de destaque e harmoniza-o com a ideia de equilíbrio entre os elementos do arranjo tornando bonito o arranjo e ele em destaque. Pois bem, assim são as pessoas em nossa vida. Difíceis, parecendo impossível a convivência, porém pensando no galho seco, desengonçado,que para muitos jogaria-o no lixo, quando trabalhado e colocado no ligar certo, harmoniza o ambiente, se faz bonito e útil. É simples assim. As pessoas, todas precisam ser enxergadas pelas virtudes e não pelos defeitos. Só defeitos nos fazem descartá-los. E analogamente aos resíduos sólidos que muitos jogam fora, também esses itens são valiosos e mantêm muitas pessoas. Pense nisto! Deus abençoe a todos.
Dois sanhaços apaixonados
Vivem alegres a cantar
soltando de galhos em galhos
Para construir seu lar.
Num tronco de amendoeira
conseguiram encontrar
o lugar apropriado
e começaram a trabalhar
pelas manhãs acordo
já ouço os dois a cantar
no tronco da amendoeira
Onde construíram o seu lar.
Com suas asas tão lindas
abriram o alçapão
afastando suas tristezas
E a minha solidão
E os dois com muito carinho
Construíram seu lar
sempre ao cair a tardinha
Estão alegres a cantar
Naquele lar de amor
Seus filhotinhos nasceram
e com proteção dos papais
ali os dois já cresceram
Mas os homens desumanos
Começaram a observar
que os filhotinhos cresciam e tentaram os roubar
Tirá-los do lar paterno
lar de amor e liberdade
e dentro de uma gaiola
prende-los em crueldade
mas Deus quando fez as aves
Deu-lhes o espaço para voar
é o direito a liberdade
Para nas árvores morar
Por isso meus bichinhos
Daqui ninguém vai tirar
Os homens interesseiros
não o vão capturar
Para roubá-los do seu ninho
nos galhos daquela árvore
vocês terão que passar
por cima do meu cadaver
Sou apaixonada pelas arvores,por seus ramos,por seus troncos e galhos que se abrem como bracos,com folhas ou fores,frutos talvez, que nos envolvem,que nos acolhem,que nos guardam e protegem como fossem PAIS.Ha um deslumbramento no movimento deste ser especial,ao sabor do vento,da brisa,da chuva...Ha magia em suas curvas e formatos...Ha beleza e harmonia nas tonalidades que vestem seus galhos...
Como nao render-se diante de tal espetaculo???
Berenice Pasin
As árvores podem ser plantadas na terra seca, folhas caírem e seus galhos secarem. Enquanto houver esperança que a chuva vem pra trazer vida ao solo e a árvore, é sinal do agir de Deus no valor da sua semente.
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