Fundo
Confesso: Doeu além das minhas expectativas. Doeu e me fez chegar ao fundo do poço, mas isso por um lado foi bom, só assim eu pude pegar impulso. E então eu finalmente me desprendi. Olhei aquelas fotos pela última vez como forma de despedida. Li aquelas velhas cartas que havia me enviado, memorizei pela última vez sua letra, seu costume de falar, o modo como me tratava… Senti sua fragrância e me deixei imaginar a temperatura e textura da sua pele, mas aquela foi a última vez que desejaria isso, iria torcer e se precisasse cruzaria os dedos pra nunca mais sentir aquele cheiro que só você possuía. Aquela ali era a despedida definitiva que faltava pra eu me desprender totalmente ao que ainda restava da nossa história. Havia decidido não só mudar o capítulo da história, na verdade decidi mudar o livro, arranquei as páginas mais interessantes dele, e o resto eu queimei. Queimei tudo de ruim que pudesse me fazer lembrar de você, as brigas, discussões, ciúmes, promessas quebradas… Tudo, já as páginas que decidi guardar coloquei em uma caixinha, aquela velha e conhecida caixinha, tem até nome: Saudade. Nela há tanta coisa, flash’s de uma viagem com a família; frases e citações de livros; meu brinquedo favorito; um chaveiro achado em uma das brincadeiras de caça ao tesouro; bilhetes antigos trocados na aula de português; refrões de músicas que marcaram épocas da minha vida; aqueles primeiros olhares de quando ainda se usava a palavra ‘paquera’… Muita coisa boba que pra mim tem valor, pois há um pedaço de mim ali em cada história, e eu não me permito perder mais partes de mim, já perdi tantos pedaços do meu coração. Mas essa caixinha não me impede mais de ser feliz, não me força mais a ficar olhando pro passado, por melhor que ele tivesse sido… E finalmente dessa vez a Saudade já não me amedronta. Ela agora é só mais uma boa companheira, me orienta e mostra o grande valor da vida, ensina a não ter medo de deixar coisas para trás, porque com certeza momentos melhores ainda virão. Pessoas só saem de nossas vidas com o intuito de melhores entrarem, e isso diz respeito também a momentos. Os ruins nos tornam mais fortes e experientes no que se diz respeito à vida, e os bons fazem valer a pena os ruins. Então fica combinado assim: Daqui em diante é um passo de cada vez, mas dessa vez na direção certa.
Voei em horizontes, senti, amei, chorei, sorri... fui bem alto, mergulhei bem fundo... procurei, busquei, pensei ter encontrado... e quando fechei os dedos numa alegria imensa em poder te segurar... escorregou pelos meus dedos e perdi... estava tão ferida que mergulhei no fundo da minha alma... focada em minha dor, em meus anseios... e quando pensei ter perdido tudo pude te sentir... e vi que não posso segura-la... posso apenas me entregar e permitir que me guie... pude então compreende-la e vive-la ó doce LIBERDADE!
Quando você sentir medo do que a vida lhe oferece, feche os olhos, respire fundo e entregue-se. Abrace seu coração e recomece como acha que deva ser. É sua chance! Por tanto quebre regras se for preciso e prove a si mesmo que é e sempre será o único dono do seu destino.
Alguns vão te criticar pela tua coragem,mais olha no fundo no fundo eles queriam mesmo é ter a mesma coragem que a tua.
"Queria poder chegar bem perto de você, e olhando bem fundo nos seus olhos estonteantes, questionar quase silabicamente: "vo-cê-me-a-ma?". Pois eu te amo. Sem mentiras, desta vez. Sem máscaras. Um príncipe de mentira, com castelos de mentira, a gente consegue suportar na boa. Mas uma história de mentira, um amor construído por palavras e jogos sujos de mentira, não."
Eu esperei. Confesso que esperei. Lá no fundo, eu fiz orações, fiz uma prece, e tinha muitas esperanças e expectativas. De que você iria reaparecer um dia qualquer, do mesmo jeito ou melhor do que o dia em que você surgiu inesperadamente na minha vida. Eu tinha aquela esperança boba, aquela certeza incerta de que você enxergaria sei lá o que no fundo do seu coração, e que finalmente despertaria de um sono profundo e notaria o nosso relacionamento de uma forma diferente. Que você veria com todas as letras tudo o que faltou você fazer por nós enquanto eu estive do seu lado. Que uma luz surgisse na sua cabeça, e que a distância finalmente te chacoalharia os miolos, neurônios, e, principalmente, os sentimentos. E que a venda caísse e surgisse aquele amor puro e profundo, que eu sempre pensei que estivesse adormecido, encoberto, ou abafado dentro de você. Eu acreditei sim, que seria pra sempre, e que você me amaria até ficarmos velhinhos e esquecidos. Tipo “Diário de Uma Paixão.” Quem nunca fantasiou com esse filme tão maravilhosamente perfeito? Sim... eu raciocinei que o tempo te faria bem. Que seria uma fase de descobrimentos. Que um dia, tudo o que eu criei tanta expectativa iria finalmente acontecer. A vida juntos, a segurança, o casamento, a família, o companheirismo. Mas os dias foram passando. No começo me senti livre, depois me senti bem, depois me senti feliz. Mas, eu não tinha percebido que parte desta plenitude morava na esperança que eu tinha de que tudo ficaria bem. E melhor. Que um milagre iria acontecer. Que tudo seria como deveria ser. Como poderia ter sido. Diferente. Completo. Bom. Ótimo. Maravilhoso. Esplêndido. E os dias passaram. E tudo aconteceu de uma forma surpreendentemente igual. Mensagens vazias. Iniciativas em cima do muro. Correr atrás? Melhor dizer que você apenas correu os dedos pra digitar uns 2 e-mails. E algumas palavras no WhatsApp. E aí eu parei pra pensar. Pra definirmos que estávamos namorando, eu tive que tomar a iniciativa. Pra decidirmos noivar. E pra decidirmos terminar. Que diabos, então, eu estava esperando? Aliás, que mundo eu estava vivendo até ontem, quando finalmente me toquei de que não, não vai acontecer nada, a menos que eu mesma faça acontecer alguma coisa?
E aí, eu senti. Toda a realidade caindo sobre as minhas costas... tão dura quanto um pedaço de concreto de 200 kg. Tão áspera quanto um asfalto velho e cinzento. Tão difícil quanto um problema de cálculo 5. Tão dolorosa quanto bater o dedinho do pé na quina da mesinha da sala. É. Não vai dar. Dessa vez, não vai dar pra eu me auto-sabotar buscando amor no vazio que é você. Não vai dar pra eu transformar o seu ponto de interrogação em uma exclamação, apenas em um simples ponto final. É isso. É o fim das esperanças, das orações, das olhadas no celular pra ver se acontece algo. É o fim do fim, o fim da nossa vida, e o começo da minha, sem você. Sem carregar aquele sorriso besta de esperança de que você irá voltar com um buquê de rosas vermelhas e a certeza no seu olhar e no seu coração. Parei. Chega de ilusão. É hora de partir pra um caminho sem você. Sem expectativas. Sem mentiras. Sem confusão. Sem insegurança. Mas com muitas possibilidades. E nenhuma que envolva você.
Acredito que, no fundo, todos desejam se conectar com alguém de modo a nunca mais se sentirem tão solitários. O amor de uma mãe ou de um amigo não é o bastante; buscamos algo maior, que somente um amor entre almas pode preencher.
Porque, no fundo, sei o quão detestável sou. Não suporto um só momento em minha própria companhia; tão logo, sinto-me sufocar a mim mesmo quando estou só.
respire fundo e feche os olhos para ver aquelas estrelinhas amarelas em fundo preto e depois olhe pra frente e comece a viver sem querer entender a vida, olhe para o céu em uma noite estrelada pra ver a lua diante de uma legião de luzes e ao amanhecer perceba que sol vai nascer...
“Imagina no fundo do mar, o homem sendo um pequeno peixe em sua caminhada e de repente encontra com um grande tubarão sem poder fazer nada; assim é a sociedade e os políticos corruptos."
Porque escrevemos diários? Talvez porquê no fundo queremos comunicar, depois de mortos, coisas que em vida não ousaríamos contar.
Todas as pessoas discretas, no fundo adoram chamar a atenção. Mas fazem isso tão discretamente, que ninguém percebe...
