Fugir de Si Mesmo

Cerca de 93034 frases e pensamentos: Fugir de Si Mesmo

Saudades, como descrevê-la, se o imprevisível fala muito mais alto que o sentimento em si.

Inserida por Rita1602

⁠Às vezes não precisamos dar uma resposta. O silêncio por si só revela o que as palavras poderiam ter sido ditas.

Inserida por Rita1602

Quem contempla, traz a verdade para dentro de si.

Inserida por Rita1602

Não te censures pelas colocações pronominais; os verbos por si só, revelam-se. O dizer e o não dizer é uma metáfora de dois dizeres imprevisíveis.

Inserida por Rita1602

Só poderá falar de sentimentos aquele que tem dentro de si a beleza pura da alma.

Inserida por Rita1602

Quando as almas conversam entre si, as asas se abrem e voam.

Inserida por Rita1602

As mulheres fortes não tem parâmetro do que elas são a cada desafio inesperado, elas vencem a si mesmo ao avançar em meio as suas batalhas, sem perceber o tamanho da sua resiliência, da sua força e da sua coragem.⁠

Inserida por MarcileneDumont

⁠O monge sozinho se isola dentro de si e retorna como a aurora para iluminar o novo dia.

Inserida por ArnobioVerde1

⁠A vida é quimera que só prospera na batalha contra si

Inserida por bobkowalski

⁠Não é o tempo que o tempo em si seja intrinsecamente relativo como afirma a relatividade, mas são os instrumentos e teorias humanas que não são capazes ainda de medir o movimento com precisão suficiente de modo a acabar com as ilusões relativistas.

Inserida por bobkowalski

⁠As pessoas muitas vezes criam narrativas idealizadas sobre si mesmas para enfrentar os desafios da vida!

Inserida por bobkowalski

"Quem distingue o que depende de si já venceu metade da inquietação."

Inserida por marcelo_monteiro_4

ARGOS E A VIGÍLIA DA FIDELIDADE ABSOLUTA.

O episódio de Argos constitui um dos momentos mais silenciosamente trágicos e moralmente elevados da narrativa antiga. Não é uma façanha de guerra nem um triunfo político que encerra a longa errância de Odisseu, mas o olhar cansado de um cão esquecido no limiar da casa que um dia foi nobre.

Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos na provação do retorno, o herói chega à sua pátria reduzido à aparência de um mendigo. Tal metamorfose não é apenas corporal. Ela é simbólica. Odisseu regressa despojado de glória visível, privado de reconhecimento social, colocado à prova em sua essência moral. A casa está ocupada por usurpadores. A esposa está cercada. O reino encontra se em suspensão ética.

Argos, outrora um cão vigoroso de caça, fora abandonado num monte de esterco, negligenciado pelos servos que já não respeitavam a antiga ordem. Velho, doente e quase cego, conservava apenas aquilo que o tempo não pode corroer a memória do vínculo.

Quando Odisseu cruza o pátio, nenhum humano o reconhece. A aparência engana os olhos treinados para os signos do poder. Argos, porém, não vê com os olhos sociais. Ele reconhece pela presença essencial. Ao ouvir a voz e sentir o odor do seu senhor, ergue as orelhas, move a cauda com esforço e tenta aproximar se. Não ladra. Não chama atenção. Apenas confirma, em silêncio, que a fidelidade sobreviveu ao tempo.

Odisseu vê Argos. E nesse instante ocorre uma das mais densas tensões morais do poema. O herói que enfrentou monstros e deuses não pode ajoelhar se diante do próprio cão. Revelar se significaria colocar em risco o desígnio maior da restauração da justiça. Ele precisa seguir adiante. Contém as lágrimas. O silêncio torna se uma forma de sacrifício.

Argos, tendo cumprido sua vigília, morre. Não de abandono, mas de conclusão. Esperou o retorno para poder partir. Sua morte não é derrota. É cumprimento. Ele fecha o ciclo que a guerra abriu. Onde os homens falharam em reconhecer, o animal guardou a verdade.

Este episódio revela uma antropologia moral profunda. A fidelidade não depende da razão discursiva nem da convenção social. Ela nasce da constância do vínculo. Argos não exige provas, explicações ou aparências. Ele sabe. E ao saber, encerra sua existência.

A grandeza deste momento reside no fato de que o primeiro reconhecimento do herói não vem da esposa, nem do filho, nem dos aliados, mas de um ser esquecido, humilhado e descartado. A ética antiga ensina aqui, com sobriedade severa, que a verdadeira nobreza não está na glória visível, mas na lealdade que resiste quando tudo o mais se dissolve.

Argos não fala. Não combate. Não julga. Apenas espera. E ao fazê lo, torna se imortal na memória humana, pois há fidelidades que não atravessam o tempo para viver, mas vivem para atravessar o tempo, tocando a imortalidade daquilo que jamais traiu.

Inserida por marcelo_monteiro_4

“Existem pessoas tão cheias de si que acabam completamente vazias.”

A vaidade humana é um abismo disfarçado de plenitude. O indivíduo que se enche de si mesmo acredita possuir substância, mas o que nele transborda é apenas a aparência do ser uma bolha de ar que o menor contato da realidade faz estourar. O homem verdadeiramente dotado de espírito não necessita exibir o que é; seu valor repousa no silêncio.

O vaidoso, pelo contrário, é como um vaso sem conteúdo que tenta compensar o vazio pelo barulho. Quanto mais fala de si, mais denuncia a ausência interior. Vive de comparações, de olhares, de aplausos e por isso sua felicidade depende do reflexo, jamais da essência.

Aquele que busca parecer é escravo da opinião. E nada é mais miserável do que depender do olhar alheio para sentir-se existente. Assim, quem se julga pleno de si está, na verdade, destituído de tudo porque o “si” que o ocupa é apenas uma caricatura inflada do verdadeiro eu.

Em suma, o homem cheio de si é um deserto disfarçado de montanha; quanto mais alto se crê, mais ecoa o seu próprio vazio.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O que nos alegra não são os bens em si, não importando a qual categoria pertençam. Porém, é somente através da sua realização que comprovamos (a nós mesmos) nossa capacidade de fazê-los existir. E é aí onde, de fato, brota o contentamento.

Inserida por AntonioMatienzo

O amor e uma flor que se abrocha com o calor, de si ver sem se querer sem se ter e sem poder ser flor de amor.

Inserida por paulo_victor

Gentileza gera gentileza... Mas se não gerar gentileza, não si preocupe. Significa que gerou inveja!

Inserida por eduardomagalhaes

Não se trata de dizer que as mulheres "devam voltar para o tanque" -isso é idiota-, mas sim que as feministas neandertais só atrapalham quando levam a política para debaixo dos cobertores. Fiquem nas delegacias e sindicatos, lugares onde a vida é pobre e bruta.
Dizem as mulheres: queremos homens sensíveis, mas nem tanto, queremos ter sucesso profissional, mas jamais sustentar homens sem sucesso profissional (dividir contas sempre já seria sinal suficiente de pouco sucesso por parte do parceiro), queremos ser livres, mas não homens bananas.
Mulheres não suportam homens tristes.

Luiz Felipe Pondé
PONDÉ, L. F. Debaixo dos cobertores. Folha de S. Paulo, 27 abr, 2009.

Nota: Trecho da crônica "Debaixo dos cobertores".

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Inserida por I004145959

Meu dever é lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos!

Inserida por Joe_Kirb

Desapegue porque no final é cada um por si.

Inserida por NatashaRoosevelt