Fugaz
A DAMA CANDIDA:
Ela virá tal qual trem
Que as paralelas trilha
Fugaz, viril como sempre vem
Insana, em sua palidez marmórea brilha
A lápide seu refugio
Epitáfio a própria identidade
Anoite indumentária... Negra qual Vesúvio
Hostil, sem carisma ou piedade
De semblante pálido, olhar galhardo
Ela brada e rir, sem sentir-se vai
E consigo leva seu maior finório sem deixar recado
Qual vento se vai sem deixar vestígios
De volta ao seu “Paraíso” fúnebre
Como se frenesi, te chama ao verdadeiro equilíbrio.
SONHO FUGAZ:
Um varal de farpas finas
De toalhas incolor
Um negro e a dama filha
Um cão que nunca ladrou.
Um terno de goma fina
Na lapela seu amor
Vestiu-se de sonho a sina
E nunca aqui voltou
AMOR PELO NÃO
O amor?
Ah, o amor!
Amar sob o gesto de dizer
Não.
O amor sem o não é fugaz e mortal
Quando sim, contrapõe-se à razão.
Logo, é pragmático dizer sim.
Gesticula suposta indulgência
O sim é elementar e mascara
A incoerência, insensatez...
O amor é volúvel quando se atem
Ao sim.
Na sensatez do ser
Não é simplório dizer não
Entretanto, quem ama com razão
Diz não.
O sim remete à compaixão
E segrega as nuances do coração.
SONHO GRENÁ
Hoje, olhando para trás, vejo tudo tão pouco e fugaz.
Só mesmo o relógio na parede, o sonho grená
Serão capazes de parar o tempo.
Porque o tempo não pára, não pára não.
Seu sonho que pára o tempo!
Para se fazer franzino meu sonho grená.
Dentro de mim estradas sem volta
Dentro de mim caminhos sem fim
Dentro de mim seus deuses de nanquim.
Fugaz
Tudo é absolutamente interino.
Nossas relações, tensões
Sonhos, fantasias
Ilusões, desilusões.
Tristezas e alegrias...
Enfim, tudo é tão efêmero
Tudo sempre passará
E nunca voltará
O lugar a que se volta
É sempre outro.
Na dança sutil entre sombras e luz,
A fuga se ergue como um véu fugaz,
Mas seu encanto é efêmero, ilusório,
Pois ao fugir, a alma se dispersa.
Quem parte carrega mais que seu fardo,
Leva consigo um eco de despedida,
Um eco que ressoa nos corações deixados,
Marcando-os com a tinta da ausência.
A fuga é uma coreografia de solidão,
Uma dança onde o vazio é o par,
E quem foge dança ao som do silêncio,
Deixando para trás um palco vazio.
No fim, as fugas são como poemas tristes,
Que desumanizam os versos da vida,
E quem parte, por mais que busque se esconder,
Deixa um rastro indelével de suas pegadas.
Então fique até ter coragem para permanecer e dividir as levezas, preencher os espaços para que o eco não dissipe ímpar as coisas não compreendidas. Deixe a tinta daquelas ausências insistentes escorrem sob os pés enquanto bailamos.
A felicidade é frágil, fugaz.
Como bolha de sabão vai-se muito rápido, mas sempre se pode assoprar outras...
Eu acredito naquilo que vejo…
mas às vezes eu não quero acreditar…
que como é fugaz crer em meus pensamentos…
aí eu percebo que são apenas criações daquilo que penso...
PAIXÃO PETRIFICADA...
Insana nessa aventura fugaz e transitória sigo nessa trilha desventurada…
Vejo revérberos de tua imagem desfragmentando toda nossa história já sepultada…
Lágrimas que borbulham dessa alucinação caótica e sinto que vai se deteriorando essa minha capa tormentória carnal… e febril ouço murmúrios deletérios e sussurros inaudíveis em minha memória…desfigurada sinto frio…
Minha alma por segundos levita ébria perene manchada em gotículas no sangue rubro que corta e congela… Num transe anímico é feito o registro e o coração intangível e ao mesmo sinistro pulsa descompassado uno em nossos corpos pesados como pedra.
Nossa vida é fugaz, por isso, estude, conheça, duvide, faça contestações, pois, o conhecimento é algo que jamais poderão tirar de você!
"O ouro tem brilho fugaz, mas a verdadeira prosperidade resplandece na paz que habita no coração fiel."
Tudo é fugaz. Os papeis que exercemos,as relações que cultivamos, a situação que vivemos, os desentendimentos, as decepções, as dores, as alegrias... enfim, "tudo passa, tudo sempre passará".
A vida é uma sublime força fugaz escrita pela natureza, interpretada pelos humildes e divinizada pelos esotéricos
A reflexão sobre o passado revela a beleza daquilo que foi, enquanto o presente parece fugaz e incerto, como se o 'agora' pudesse se dissolver no 'nunca'
Vitor Ferreira de Paula,2025.
“” Liberdade. Sobre todos nós.
A história carrega o mundo.
Tirano, em fugaz trajetória.
Expoente, de sina e glória.
Moeda e soberbo sal
Satisfaz o ardor da guerra
Penso em tudo até na dor
Mas não encontro o seu amor
Sobre colinas me estendo em sombras
Desertas nessas manhãs de outono
Onde folhas verdes viram fumaças
Nas cortinas que escondem mordaças
Sereno regaço
No afã dos caminhos destrata
O rio que molha meus pés
Ou a chuva que rola em viés
Mortos vivos subiram o topo
Em verte que não sucedeu
Simplesmente
Perdeu... ””
A vida é fugaz.
E diante disso, não há o que fazer.
Resta-nos amar. Resta-nos sorrir.
Porque é melhor ser lembrado com gratidão e saudade. É melhor partir em paz consigo mesmo do que com o resto do mundo. E é uma dádiva reconhecer e merecer cada segundo de vida que temos.
