Frase sobre Brasa
fumódromo
prazer que flui à mente
num tragar de utopias
cinzas ao chão
o amanhã em brasas
restam meia dúzia
ao pacote de mágoas
que vistoso perfume
que mordente conforto
ardem os olhos
queima a face
acolhe-me a angústia
penso em chamas
- que frígido abismo!
lotado em hiato
corroído por ti
hei de dizer
hei de olvidar
hei de partir
copioso, abastado, afluente
- quão luxuoso é o amor!
restam cinco ao pacote...
Soneto : Asas Da Morte
Sigo em ritual fúnebre queimando em brasas
No fogo ardente que me queima vivo
Meu coração sustenta seu lado abrasivo
Enquanto meu corpo mergulha em águas rasas
Afogando-me aos poucos, num rio sangrento
Um mar de ódio que dos meus olhos vaza
Neste mar talvez que minha alma jaza
E segue em seu íntimo sem sentimento
Talvez por um tempo eu mesmo me conforte
Com a dor que enfrento em minha consciência
Ou somente viva crendo na ciência
Que talvez um dia eu possa voar distante
Enquanto meu lamento segue tão constante
Voarei nas asas desta nefasta morte
Há estrelas flamejantes no Céu, como anjos de fogo, delicadas talagarças do destino, brasas; hoje como águias, trocando raios, com os raios do Sol. Soa as doze badaladas, cor de prata, cor de bronze, cor de ouro, prenúncio de um novo ciclo, revigora-se as esperanças.
Neste mundo a delirar, a vitória e a derrota são eternos impostores. Seguir a jornada e apreciar as belezas do caminho, são para poucos. Coiso, coisas não importa. O que importa é que hoje muitos irão sorrir e outros irão se debruçar no manto do arrependimento. A vida é assim. Te convido a sorrir, a amar e acima de tudo, perdoar.
Hoje é dia de agradecer todas as bênçãos. Vamos celebrar o amor como a grande família de Deus. Vamos esvaziar a alma, deixar de lado tudo de ruim. Renovados, seremos permeados pelo amor do aprimoramento.
Existe até o tempo para os "tempos" se reencontrarem.
O mundo pode mudar com o seu exemplo!
Ando engolindo brasas ardentes que descem queimando, causando agonia. Queimaduras de 3° grau pelo meu ser corpo e alma. E cada vez que queima me faz lembrar o quanto sou quebrável, vulnerável e pequeno.
Mas tenho sido firme e me mantido de pé, quem sabe se mato ou morro.
Ao puxar brasas para sua sardinha, não se esqueça de fazer com o próximo o que você gostaria que fizessem contigo.
Queima como brasas tocando a fina pele, tornando aquilo que era, em nada. Desmanchando tudo que foi construído, quase que como um rio de lava apagando todo rastro de vida pelo caminho. Labaredas ardentes que sufocam, numa combustão avassaladora de puro calor e ruínas.
És a fonte do ardor que vem no peito, trazendo a dor em seu efeito. Já prepara-me eterno leito.
Meus olhos faiscavam.
Duas brasas incandescentes dentro da noite.
Whiskey nas veias
e um coração gelado como o minuano.
Como o fogo domina uma fogueira
Manterei aceso este fogo eternamente
Quando houver somente brasas
Que arranquem todas as arvores
A espuma do mar foi cobrindo aos poucos as brasas que se mantiveram acessas depois da longa noite,
e o que sobrou era apenas cinzas, errantes e mortas, se espalhando por toda a praia, abrindo mão das memorias,
da chama eterna que eu acreditei ter criado por você, das coisas que foram feitas pra vencer a eternidade,
e a culpa sempre cai sobre minha cabeça, como a chuva que me apagou de ti...
A noite é uma mulher e como tal abana as brasas da paixão nas auréola evolitivas do amanhecer. Olhar macio baixa as pálpebras, vendo as faiscas desvanecer aos raios da luz maior abraçando o novo dia.
__Que a noite fria de inverno, não apague as brasas da fogueira do coração.
__E que seja alegre o crepitar, para ritmizar e colorir os sonhos.
Não será melhor a coroa de espinhos na fronte do que o monte de brasas na consciência?
Tanto que te amo
Que nem sei como fazer o meu coração ficar quieto
Sinto o pulsar em brasas
E toda temperatura que por você se perde
Faz com que a minha acidez poética
Tenha prioridades nos meus pensamentos, para conseguir declarar-me à você!
O amor é paixão e é fogo pra você
Tem suas necessidades e busca um jeito de viver
É brasas e doença mesmo sem querer
Se faz desconfiado na confiança pra viver
Mas não irei descontentar
Pois não quero desaprender
Mas o amor é desatino a seu favor
Ao contrário de si mesmo quando se pede amor
Mesmo desesperado não vou me manter afastado
Eu só quero me declarar que eu estou apaixonado;
Às vezes caio em momentos de fraqueza e dúvida.
Meus pés pisam em brasas e se jogam ao mar.
Quem sou eu frente ao espelho?
Minha alma quebra-se no despertar dos dias;
Mais um vazio a suportar.
Pacífico em Brasas
Após a cordilheira,
Da assombrosa inanição,
No colapso iminente,
Nos resta redenção.
Da valiosa insistência,
Uma mísera porção,
Envolta em resistência,
Nas tantas direções.
Num tempo desprezível,
De pavorosas inversões,
Subversivos verdadeiros,
Podem prover contraversões.
Basta de Filantropia,
Sou Pacífico em Brasas,
Incinerando a Terra Fria.
Morte a tolerância insossa,
Vou progredir pros cantos,
Indisciplinar as crias.
Cordeiros não serão imolados,
Os Deuses da discórdia sangrarão.
Vingança não é prato requentado,
Mas banquete aos relegados
Onde os mesmos se fartarão.
Via pros relatos deturpados,
Destroços valiosos requintados,
Conquistados violentamente,
Gestores do flagelo bestial.
Eméritos, gurus, molestadores,
A doutrina nunca foi a solução,
Catedráticos, doutores, acadêmicos,
Instruídos com nenhuma educação.
Menina foi pro parque ao meio dia,
Condessa no País das Armadilhas,
Autopsia um tanto inconclusiva,
Inerte, jazendo em mesa frígida.
Legista concluiu com maestria,
Violação, seguida de asfixia.
Um Basta a esta podre Distopia,
Sou Pacífico em Brasas,
Esbraseando a Terra Fria.
Morte a condescendência tosca,
Vou progredir pros quintos,
Que se dane a maioria.
Foda-se equilíbrio e equidade,
Que se fodam os raros preciosos,
Fodam-se abundantes generosos,
E que assim sendo se foda a Utopia.
Menina nunca foi presenteada,
Com rosas perfumadas nesta vida,
Em torno do cortejo o que se via,
Gardênias, tulipas e margaridas.
Basta de Filantropia,
Sou Pacífico em Brasas,
Incinerando a Terra Fria.
Um Basta a esta podre Distopia,
Sou Pacífico em Brasas,
Esbraseando a Terra Fria.
Debelado pelas brasas,
Premiado pela academia,
Diploma de exterminador,
Primeira classe das anomalias.
Lírica da Infantaria
Debelado pelas brasas,
Premiado pela academia,
Diploma de exterminador,
Primeira classe das anomalias.
Ciência do Extermínio,
Dialética Inadmissível,
Aleatória e retilínea.
Lírica da Infantaria.
Dezenas determinam,
O entrave de milhões,
Novenas estáveis,
E instáveis gratificações.
Gatilhos de um cano sem mira,
Destinatários do insulto,
Frustrado aquele que suspira,
O calvário é teu salvo-conduto.
Ciência do Extermínio,
Dialética Inadmissível,
Aleatória e retilínea.
Lírica da Infantaria.
