Frio

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"Entre o frio que rengueia e o sol de verão,
o gaúcho encontra calor na tradição.
Chimarrão ao amanhecer,
e a vida inteira para agradecer."

Dois polos,
Jovem e velho,
Quente e frio,
Quem te viu?


Vazio preenchido,
Antônimos,
Não são estranhos, senti-los.


Ontem iluminado,
Pelo Sol, machucado,
Pela Lua, curado.


Hoje calmo,
Não corro mais,
Caminho olhando.


Hoje acordei calmo,
Investindo em pensamentos,
Pensei, chorarão amanhã?


Imprevisível como o amor,
Amanhã,
Certo como a morte,
Hoje.

..Não gosto do Outono
Porque folhas caem
Pessoas morrem
Faz frio lá fora
E esse frio corta
Dá um nó na garganta
Desfaz a esperança
De um novo amanhã
Entra com pezinho de lã
Parece fazer sol
Mas é sol de pouca dura
Porque logo ele vai embora
As nuvens cedem à secura
Bebem as lágrimas que se fazem sentir
Agora com mais força
A cair do céu
Que a primavera me ouça
Ou até mesmo o verão
Para transformar este céu cinzento
Numa nova onda de calor
E logo quando o sol se pôr
Surgirá uma força interior
Acompanhada de um anjo protetor
Com suas asas proteger-me-á
Do mal que se avizinha
Da dor que não nasce sozinha
A dor do outono tem dono
Cabeça, tronco e membros
É o Mês de Dezembro que se advinha
Árvore de natal só tem enfeite
Não dá luzinha
Não tem quem espreite
Antes espreitada de empreitada
Hoje este natal não é nada
Hoje este outono é uma estação amaldiçoada
Outono mata
Outono não é ouro
Outono não é luz
Outono não é prata
Outono não é tesouro
Outono não reluz
Outono que leva a alma
Outono que vá para o raio que o parta

​A distância, meu amor, é só um nome frio,
Um mapa inútil, um cruel vazio.
Entre o meu corpo e o teu, um mar imenso existe,
E a saudade, em meu peito, teimosamente insiste.
​Cada noite que cai, é um punhal de pranto,
Sinto a falta do teu cheiro, do teu doce encanto.
Mas juro, com a dor que me rasga a alma inteira,
Que este amor é chama, e a distância é só a fogueira.
​Não há léguas que quebrem este nosso laço,
Pois te carrego na pele, no sonho, no abraço
Que só a lembrança permite. Não te aflijas, meu bem,
A distância só prova o tamanho que o amor tem.

Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
​Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
​Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
​Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
​Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.

Amor Mortal

Ouvi um raio —
tremeu
…a alma, os cílios.

Raio contundente,
frio,
escuro,
e, ao mesmo tempo, divino!

Um gostar de sentir calafrio,
ausências e inseguranças,
frio na barriga…

Isso é amor?
(pelo menos, para mim, é.)

Insuportável a harpa angelical
dos casais tão simples:
“Oi, amor!”
“Bom dia, amor!”
“Durma bem, amor!”
Penso que morro em vida.

Uma sombra… sussurros…
Arrepios…
Fico surdo,
estático,
só admirando aquela figura
magra e gélida.

Ela se despe —
vestida de ossos pontudos!

Como não desejar sua morte?

No frio, teu abraço
Acalenta o vazio
Da minha alma.
Teu calor
Alegra meu coração.

Logo o frio vai passar.
E quando o sol nascer outra vez, você vai entender: não era o fim… era Deus começando algo novo em você.

Eufórico como um raio preso em carne viva:
Forjado no frio, incendiado pela fúria

Quando escolher alguém pra dividir a vida, não fique preocupada com a intensidade do frio na barriga, mas sim como és tratad@, como se sente e quais os risos ele produz quando se lembra dos momentos que passam juntos.
E então depois disso... tome a decisão de ir ou ficar.

Não é sobre quem lhe causa frio na barriga, é sobre quem lhe causa sono. Sentir sono perto de alguém, é a certeza de que nos sentimos seguros para adormecer.

Quem se cobre de amor, nunca sente frio...

O Beijo Frio
​Há um inverno guardado no peito,
Fruto de eras de vento e de dor,
Um coração que aprendeu o seu jeito
De não mais se queimar no calor.
​Os dedos tocam, a pele se encontra,
Mas há um muro que o tato não vê.
É uma alma que já fez sua conta
E decidiu que amar é perder.
​O lábio alcança a curva do rosto,
Mas o contato não traz o clarão.
Tem o silêncio de um sol já posto,
A mudez de uma velha canção.
​É o beijo frio de quem se protege,
Onde a entrega é um risco fatal.
Um coração que o medo hoje rege,
Calejado em seu Reino de Sal.
​Não é maldade, nem falta de querer,
É só o peso de tanta cicatriz;
Quem muito teve que sobreviver,
Esquece a pressa de ser feliz.

Quando estou perto de você, sinto um frio interno que se expande por todo meu corpo; sinto minhas mãos trêmulas e perdidas, ansiosas para se esconderem em qualquer lugar. Sinto-me como uma criança à procurar palavras para tentar formar uma frase com o mínimo de sentido possível. Sinto o coração pular do peito, e para completar, consigo ouvir cada batimento apressado, junto com uma respiração irregular e exasperada. Mas, sobre tudo, sinto uma alegria imensa de estar perto; por mais que tudo em mim esteja entrando em colapso, ainda sim, vale a pena cada instante do seu lado.

A névoa desce,
abraça o asfalto frio,
Onde a visão se rende
ao infinito que não se vê


Estrada molhada,
pista que se esvai,
Onde o verde ao lado,
em bruma se retrai


​Lá na frente,
luzes tímidas a surgir,
Guiando o passo
que insiste em prosseguir


Não importa o destino,
nem o que se perdeu,
Só a jornada
que a neblina te deu


​Um convite ao silêncio,
ao caminhar calmo e lento,
Onde a pressa não existe,
só o presente momento


Entre o céu e o chão,
um véu a cobrir,
Seguindo em frente,
sem saber o que virá a seguir

Amei-te
como quem olha para desertos e vê canteiros
como quem mergulha num mar frio e vê infinitos
como quem toca em espinhos e vê encantos
como quem voa em vazios e toca em plumas...
Sai de mim .

Tentei gritar , romper , fugir ,fingir não ver ...
Mas os teus ensejos e trejeitos faziam do meu
peito um cordel de brinquedos.
Desalentos ...

Amei-te
como quem esquece dos seus templos
como quem adormece os seus desejos
como quem fere a honra sem calma
como quem rasga com estupidez sua alma ...
Como quem carrega nos ombros o peso da utopia .
Agonia ...

Amei-te
e não quis mais amar-te
Findou-se o tempo
Calaram-se as canções
Morreram-se as flores
Emudeceram-se os versos
Sobrou o silêncio.
Re-nasceu a lucidez .
Calmaria ...

Aqui estou, abraçado ao frio da solidão.
Não vou reclamar, nem lamentar, nem sofrer.
Apenas espero o momento de você chegar
para aquecer o meu coração.

O sol te aquece do frio no inverno sem pedir atenção; agradecer é o mínimo que podemos oferecer a ele assim como a você.

Quando eu estava perdido, sem lar, assolado pela fome e pelo frio, sentia-me invisível aos olhos de uma sociedade movida pelo orgulho, ambição e inveja — um covil de podridão. Mas então decidi: chegou a hora de me levantar, erguer a cabeça e ir além do fracasso que destruiu meu orgulho de homem simples. A retomada é árdua, mas, passo a passo, dias melhores hão de vir...

É bonita demais
A dádiva sutil, concebida
Ela, às vezes se achega
No mais cortante frio da madrugada
Aquela que traz a certeza
Adquirida no dizer das nuvens
Levemente sussurrado em meus ouvidos
Eu jamais precisei
Ser a mente mais brilhante
Basta-me a alma sensível
A paciência e o correr dos dias
Meus olhos de criança sabiam
Que vai-se a beleza da viçosa flor
Mas a lembrança
da alegria verdadeira
No momento em que foi ofertada
Se esta não permanece
Todo resto é dor guardada
Eu digo à poesia que a leve
no leve sussurrar do vento
Pois tudo não passa de momento
E a pressa de viver
A tudo inverte
Felicidade é uma flor
Que precisa ser regada
O ato de viver
É de fato interpretar o escrito
Em versos simples e bonitos
Na mais clara maneira
Com que a vida os compuser
As janelas do mundo
O tempo da tarde esquecida
Um corpo sem alma
É nada
A alma num copo
é vida.

Edson Ricardo Paiva.