Frio
Ele permanece à beira do limiar, o vento frio da estação tocando seu rosto enquanto o trem repousa por um momento. A porta aberta à sua frente é um convite silencioso, mas a decisão pesa como um fardo nos ombros. De dentro do vagão, ele observa o caos organizado da estação. Pessoas correm de um lado para o outro, cada uma com seus próprios destinos, carregando sonhos, dores e despedidas. A estação é imensa, cheia de vida, cores que se misturam em um psicodélico turbilhão de emoções, refletindo o turbilhão dentro dele.
É como se o mundo inteiro estivesse em movimento, exceto ele.
Ali, parado no limiar, com os pés ainda dentro do trem, ele sente a hesitação apertar seu peito. O próximo passo não é apenas uma escolha física — é uma decisão que ecoa na alma. Há tanto peso no ato simples de sair do vagão, como se estivesse deixando para trás uma parte de si, uma vida que já não faz sentido continuar. Cada rosto que passa por ele é uma lembrança do passado que tenta se afastar. Há dor, sim, mas também há uma promessa de algo novo do outro lado. Só que para dar esse passo, ele precisa deixar algo para trás, algo que talvez nunca mais volte a ser.
E então ele percebe: a verdadeira viagem não é sobre o destino. É sobre as paradas, os momentos em que decidimos se seguimos em frente ou se ficamos.
A estação pulsa à sua frente, vibrante e viva, mas a escolha é dele. Ficar no trem, confortável no familiar, ou descer, enfrentar o desconhecido e descobrir o que a vida reserva do outro lado?
No fundo, ele sabe que o trem não esperará para sempre.
A tristeza sempre esteve em nós, mas como a escuridão e o frio sempre estivemos cercados de luz e calor.
Dê calor ao que sente frio, dê alegria ao que sente tristeza, mas jamais dê amor ao que apenas sente tédio.
O calor do sol é bom, mas o frio vem, há dias ensolarados, mas dias de chuva também. O verão não é uma constante, o outono o sucede e o inverno vem.
A vida é mesmo assim, altos e baixo, alegria e tristeza, sorrisos e prantos, início e fim.
Se está calor agradável é o vento, se no frio proporfiona sofrimento. Na angústia o amigo por perto, faz ameno o triste momento.
Nas cercanias, poesia na fortaleza de nós apregoa frio e garoa inverno em Sampa lava a cidade de pedras esfria a alma.
Na distância angular
O porte, o corte
O frio, o rio
A diretriz
Os desejos estrelados
No ponto xis alua
Mil pensamentos
Mil fragmentos
Inclua
Nossa medianiz
Nas crateras internas
O sonho de ser feliz
Querer eu sempre quis
Sob todos os prismas
O olhar colateral
A busca da felicidade
É atemporal....
Ainda quero.
Queria que você estivesse aqui, o azul é o céu ou o oceano? O arrepio demonstra o frio ou a frieza? O sorriso é a expressão ou a máscara? Pq não estás aqui, se qto mais longe mais perto estás e qto mais distante, mais dentro de mim estás, e estar é diferente de ser, seja como for, vc sempre estará comigo.
Faces caídas
No palco frio da hipocrisia,
amizades nascem sem raiz,
crescem à sombra da cortesia,
mas morrem sempre por um triz.
Sorrisos largos, gestos belos,
promessas feitas sem calor,
olhares falsos, frios, amarelos,
vestidos todos de impostor.
Enquanto a cena se desenrola,
fingem afeto, juram ser leais,
mas basta a queda da coroa,
e os rostos mostram seus sinais.
E quando enfim saio de cena,
o brilho some, não há mais voz,
a falsa amizade se condena,
só resta o eco do vácuo atroz.
Tantos anos, tantas trilhas,
e ainda assim não compreendi,
como há almas tão vazias,
que somem quando já não há o que fingir.
Acho graça da galera por aí se apresentando como o bruto, o forte, valente, frio... Tentando com todas as forças provar pra todo mundo que não precisa provar nada pra ninguém, que não dá o braço a torcer, que se garante em qualquer parada. Mermão, tu ta confundindo firmeza com fuga da realidade, tu também sangra, tu também sente, também sofre e todo mundo sabe disso, tu é humano! Não adianta tratar a galera como quer, falar num tom seguro, agredir quem muitas vezes tá mais perto de você e te ama. Muito mais firme que a pose, é a flexibilidade, o equilíbrio, a razão. Toda força bruta representa nada mais que um sintoma de fraqueza e não adianta tapar o Sol com peneira, se esconder embaixo de tarrafa, posar de Jhonny bravo se continua transparecendo em cada palavra e ato toda tua falta de segurança, a tua fragilidade. O poder da sua mente é toda sua fortaleza, fortalece a consciência que tua palavra ganha força, respeita o teu tamanho que todo mundo te respeita. Marra por marra num leva ninguém muito longe não.
*Todo mundo quer ter alguém pra estar pertinho, dividir os sonhos, dividir o frio, alguém que te alegre, alguém que te faça ter medo de o perder, alguém pra proteger, alguém para nos proteger, alguém para se preocupar e perguntar como você está, alguém, todos querem alguém, todos precisam de alguém, poucos sabem, poucos aceitam esse alguém, poucos acham esse alguém. Poucos são esse alguém.*
"Vontade"
Quero render-me a alma, quero ela nua
Rasgar minha pele, esfolar o frio
Queimar a vontade de esconder na lua
Escalar uma cachoeira, pular num rio
Quero entrar na escuridão gritando a todo vapor
Como se nada significasse o eco da minha voz
O prazer já é o mesmo, achar conforto na dor
Apenas lágrimas e chuvas derramam sobre nós
Passarei pelas portas de minha única mente
Tentarei entender o tempo, salvar minha alma
Escolher entre o céu e o inferno novamente
Estar gelado no estado onde nada me conforta
Escutar-me calar e até suportar minha depressão
Possa ser que eu esteja certo sobre o incerto
Uma angústia insensata que corrói meu coração
Eu só quero mesmo, é te abraçar de perto.
CASACO
Eu te abraço no dia frio
Eu te esquento na madrugada sombrio
Eu estou agarrada em você
Não solto por nada
Eu sou de lan
Em cima do divã você me pois
E nois dois quando estamos juntos
Somos só um
Eu cubro seu corpo nu
Seu coração faz tum tum
E eu ouço tudo
Eu adora teu abraço
Eu sou teu casaco
Eu sou teu casaco
Por cima por baixo
Eu encaixo
Estou no mesmo endereço
Onde Voce vai eu conheço
Eu não me meto
Mais você me mete
No seu Guarda roupa
As noites são loucas
Quando Voce não estar
Sou teu casaco pode vi me usar.
Sou teu casaco sou teu casaco
Pode vi me usar.
Poeta Antonio Luís
04/06/2015
Só existe miséria no Brasil porque esperamos o bolo crescer, para depois de frio, dividir! Esse processo letárgico sacrificou nosso país!
A razão de viver?
Não existe.
A razão de viver?
O vento, o sol, o frio, o calor, o conforto e o desconforto.
A razão de viver?
Cabe a nós existir.
Fui até a sacada do meu apartamento e senti um vento frio em meu rosto ao abrir a porta.
Fiquei por alguns minutos olhando para o céu, vendo as estrelas e a lua, com o pensamento bem distante.
É incrível que muitas vezes pedimos tantas coisas para Deus, e muitas delas nós temos no "Agora", isso é sinônimo de muita fé e nos faz lembrar e perceber que muitas coisas que você pediu no passado hoje você realiza.
Nossos sonhos devem ser maiores que nossos medos, pois é Deus quem conduz a nossa caminhada, então deixe Ele escrever a sua história.
