Fria e Orgulhosa

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Eu me sento na penumbra fria de um quarto que já foi lar, observando as sombras se alongarem e consumirem cada canto da esperança, porque as pontes que tentei construir para fora, feitas de sussurros sinceros, foram engolidas pelo oceano de indiferença que cerca o mundo. Neste declínio da sociedade moderna, onde a frieza se tornou a moeda mais forte, tudo o que resta são as minhas próprias preces, silenciosas e sem destinatário, enquanto o eco da minha voz não encontra outra parede senão a minha própria pele.

Prefiro a agonia deste tormento de amar do que a paz fria de um coração que nunca pulsou.

Atravesso um campo de lama sob uma neblina espessa e uma chuva fina, fria e incessante. Pelo caminho, criaturas de asas, escamas e dentes enormes observam minha passagem. No entanto, nenhuma delas me causa medo. O verdadeiro horror não habita nesses monstros, mas na certeza de que, ao alcançar o fim do lamaçal, descubro que ele era apenas o início. E, condenado ao mesmo percurso, recomeço infinitamente uma jornada da qual jamais consigo partir.


- Tiago Scheimann

A vida é bela, porém na maioria das vezes fria e sombria como uma noite de primavera⁠

Era apenas um bilhete.

Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.

Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.

Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.

Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.

Meu coração está doente de saudades de você mesmo não ter te conhecido diante de uma tela fria, pois em um mundo virtual você se fez bela.
Suas palavras provocam meus desejos que em momentos me pego em desatento com a vibração do meu pulsar em ter a esperança de finalmente conhecer você.

⁠Não julgarei ninguém pelas
minhas dificuldades, pois
por traz dessa tela fria...
Existe alguém com princípios
disposto a lutar pelo básico da vida!

Eis que o despertar cativante da manhã sombria e fria....paira sobre meu desejo!

Da noite quente em ternura de sua pele, ósculo ardente em brasa incandescente sobre duas almas fundidas no calor da paixão.....


.... ao mais intenso frio estelar da galáxia distante que separa nossos corações e almas.


Almas perdidadas no espaço tempo da paixão buscando entender a dor dilacerante que aflige os corações partidos....


Alma apaixonada da razão irracional que busca métricas inexistentes para explicar o inparável e mais profundo sentimento do desejo !!!!!!

Mansa Ovelha








Naquela manhã, fria e de forte tempestade!


Foste para mim, como o sol emprestado...


Sim! Tu pomba branca daquela manhã...


Rosa bela, mãe da paz, minha irmã...








Continua pois sempre, nesse teu andar!


Tu princesa! A mim, a outros a ajudar...


Nessa mansidão, ao mundo dá a mão!


E a mim, vem ainda alegrar meu coração!










És mansa ovelha! Agora e sempre, nesse jardim!


Dessas flores, vai dar, a todos, já sem fim, sem fim!










Como o tens feito sempre, até agora, pois sim!


Continua! Nesse teu andar! Nesse teu amar enfim!


Nesse teu andar! Nesse teu pois lindo dançar!


Continua, pois sempre, a alegrar a todos, pois assim!






HelderDuarte

Uma criança perdida na aduana
Na fila fria da aduana vazia,
um carimbo ecoa, corta a nostalgia,
luz fluorescente, cheiro de papel,
e um mundo adulto que nunca foi céu.
Pequenos passos num piso riscado,
um nome trocado, um visto negado,
o guichê não olha, só pede razão,
mas a infância não cabe em formulário e mão.
Há bandeiras cansadas no vidro embaçado,
México distante num sonho quebrado,
Uruguai sussurra num vento lateral,
Colômbia sangra num mapa postal.
E a criança pergunta sem ter voz alta,
por que a fronteira sempre falta e assalta?
Se o mundo é um só, por que dividir?
Se o peito é caminho, por que impedir?
Um rádio distante fala em espanhol,
mistura de ordem, de medo e farol,
e o agente carimba sem nem perceber
que ali tem um universo tentando crescer.
Tem cheiro de estrada, de ônibus antigo,
de alguém que perdeu o próprio abrigo,
de um Renault velho cruzando a serra,
levando saudade que nunca se encerra.
E a criança espera — não sabe o quê,
talvez um abraço que o mundo esqueceu de ter,
talvez um sinal, uma mão no ar,
dizendo “pode ir, você pode passar”.
Mas a aduana é feita de tempo e parede,
de quem não entende a sede da rede,
e a infância ali vira só suspensão,
entre o “fica” e o “vai” sem tradução.
No fim, só restam selos no olhar,
e um mapa que aprende a não voltar,
mas mesmo perdida, insiste em sonhar:
que toda fronteira um dia vai respirar.

Tentam te afastar do fogo, esfriar tua comunhão,
Colocando regra fria no lugar da unção.
Mas quem conhece a Presença não se perde em argumento,
Porque mais vale um encontro do que mil ensinamentos. miriamleal

Quando a guerra era fria, a paz nos aquecia! Hoje, os EUA controlam a paz e espalham a guerra! Gelam os corações e queimam o globo!

Tanjuro Kamado: O Guardião da Hinokami Kagura


Na neve fria onde o vento canta,
Um homem frágil de alma forte e pura, mantém a dança do sol que o perigo espanta, buscando a paz na noite escura, enquanto o tempo silencioso sempre avança.




Não há pressa em seus passos, nem temor,pois o fôlego da vida ele tem domínio e compreende;A dança do fogo, sagrada e do amor,na ponta da espada e no peito acende, obrilho eterno de um protetor.


Do pai para o filho a chama vai passar,com brincos de Hanafuda balançando ao vento,um fardo pesado que aprendeu a carregar
Com um sorriso calmo em cada momento,pronto para o destino enfrentar.


Mesmo fraco e cansado pela dor,
Sua mente alcança o mundo transparente, Um exemplo vivo de força interior, seu espírito firme reluzente,Guia os passos daquela gente Com a luz serena do verdadeiro amor.




Autor: James Richard Ferreira Pantoja (KANGAL)
© Todos os direitos reservados

A brisa fria das manhãs
me abraçando ao abrir a porta.
O toque leve no meu rosto.
O mato verde dançando ao vento,
É nesse instante simples,
quase silencioso,
que o coração desacelera
e a alma encontra repouso.
A paz não grita, ela sussurra
nos detalhes que quase passam despercebidos.
E a felicidade.
ah, ela mora justamente ali,
no sentir, no viver, no existir.

Depois de uma noite escura fria, veio a barra do dia no romper da aurora, o sol nasceu e fez a alegria da fauna e a flora, amanheceu o dia, a passarada agradeceu com muita alegria e cantoria sonora, tudo numa inspiração e renovação, enquanto o humano fala em reclamação e chora.

Não sei se você se lembra daquela noite fria, mas a minha solidão era tão vasta que precisei sintonizar o mundo na frequência de uma estação qualquer. Eu cruzei os dedos, disquei o número da rádio e deixei meu contato flutuando nas ondas eletromagnéticas, como quem joga uma garrafa com um bilhete desesperado num oceano de fios e antenas. Eu só queria ser descoberto. Queria que o universo provasse que eu não estava sozinho no escuro.
​Do outro lado da cidade, na mesma fração de segundo, o destino ajustava o seu receptor. Você não procurava ninguém; apenas girava o botão do rádio, deixando a estática preencher o vazio do quarto. Dois desconhecidos, duas vidas paralelas, conectados por um sopro de voz que o locutor leu sem saber que estava costurando duas almas para sempre.
​Quando o meu telefone tocou e ouvi o teu "alô", trêmulo e tímido, algo dentro de mim desmoronou e se reconstruiu instantaneamente. Não fomos nós que nos escolhemos; foi a vida que cansou de nos ver errar o caminho e resolveu nos colidir.
​Aquela frequência AM/FM virou o batimento cardíaco que faltava em nós.
​Eu amo como o nosso amor nasceu do invisível. Nós não nos vimos, não sabíamos a cor dos olhos um do outro, nem o formato do sorriso. Nós nos apaixonamos pela essência nua, pelo timbre, pelas pausas onde a respiração confessava o que o medo tentava esconder. Apaixonar-se assim é uma entrega sagrada, porque mostra que nossos corações já se reconheciam de algum lugar do passado, antes mesmo de os nossos corpos se cruzarem na calçada.
​Hoje, olhando para você, tenho a certeza absoluta de que existem milagres discretos que a ciência jamais conseguirá explicar. O rádio foi só o pretexto que a eternidade usou para me devolver a parte que me faltava.
​Obrigado por ter estado ouvindo no momento certo. Obrigado por ter tido a coragem de discar os meus dígitos. Eu te amo além do que o som pode propagar, além do que o tempo consegue apagar. Você é a minha sintonia perfeita.

Eu deveria ter pensado bem antes de te deixar ir embora da minha vida.
Essa frase ecoa, fria e cortante, na escuridão da alma.
Atrás de mim, só resta o deserto da saudade infinita,
E o silêncio pesado de uma história agora póstuma e calamitosa.
Se eu soubesse que a ausência era esta dor que me devora,
Este vazio abissal que engole o ar e a esperança,
Teria amarrado o teu passo, implorado para que não fosses embora,
Teria trocado meu orgulho pela tua última e derradeira confiança.
Fui tolo, fui cego! Pensei que o amor era um rio manso
Que esperaria meu regresso, que jamais secaria a fonte.
Mas o rio levou-te, e o que resta é este corpo imenso
Navegando à deriva, sem velas, sem bússola, sem horizonte.
Oh, a ironia cruel do tempo que não volta e que me castiga!
Cada batida do meu peito é um martelo a cravar a verdade:
Eu te deixei ir, e agora a solidão é minha única amiga,
Uma amante fria vestida de eterna e lúgubre saudade.
Volta! Por favor, volta! Não importa que seja em sonho, em vulto, em bruma!
Pois este coração que te ofereço jaz quebrado, inútil, e sem luz.
Eu deveria ter pensado bem... E por não ter pensado, o meu mundo ruiu em suma.
E o meu castigo é viver para sempre à sombra da minha própria, terrível cruz.
Sinto muito pela dor que inspirou seu pedido. É uma emoção muito profunda.

A chamada "guerra de narrativas" sobre alienígenas durante a Guerra Fria é um tema fascinante porque envolve espionagem, tecnologia militar, propaganda, medo coletivo e mistério.


Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética entraram em uma disputa tecnológica intensa. Novos aviões espiões, radares, mísseis e satélites começaram a surgir em segredo. Como muitos desses projetos eram altamente confidenciais, avistamentos de objetos estranhos nos céus tornaram-se frequentes.


Um exemplo famoso é o avião espião Lockheed U-2. Quando ele começou a voar em altitudes nunca antes alcançadas, muitas pessoas relataram luzes e objetos misteriosos. Na época, o público nem imaginava que tal aeronave existia.


Alguns pesquisadores argumentam que governos aproveitaram a confusão em torno dos OVNIs para esconder programas militares secretos. Se uma testemunha relatasse uma nave impossível, isso poderia desviar a atenção da tecnologia real que estava sendo testada.


Por outro lado, surgiu uma narrativa oposta: a de que governos estariam escondendo evidências de visitas extraterrestres. Casos como o suposto incidente de Roswell tornaram-se símbolos dessa visão.


Durante décadas, essas duas narrativas disputaram espaço:


1. Tudo seria tecnologia humana secreta.




2. Parte dos fenômenos envolveria algo não humano.






O interessante é que ambas foram alimentadas pelo mesmo ambiente de sigilo da Guerra Fria. Quanto menos informação oficial existia, mais espaço surgia para especulações.


A partir dos anos 1950, filmes, livros e programas de televisão também passaram a explorar o tema. Alienígenas viraram um elemento cultural poderoso, refletindo medos da época: invasão, espionagem, armas desconhecidas e perda de controle sobre o futuro.


Hoje, muitos historiadores veem a questão dos OVNIs como um fenômeno que mistura vários elementos ao mesmo tempo: tecnologia militar secreta, erros de identificação, fenômenos naturais, crenças populares e alguns casos que continuam sem explicação definitiva.


O ponto central da "guerra de narrativas" é que, durante a Guerra Fria, a informação se tornou uma arma estratégica. E quando informação e segredo se encontram, surgem histórias que atravessam gerações, alimentando debates que continuam até hoje.

27 Outonos

⁠Já são altas horas na madrugada de uma sexta feira fria e silenciosa.
O tempo vai passando e os dias parecem tão curtos,
Porém ao mesmo tempo monótonos.
27 outonos, onde as folhas caem e os dias ficam mais escuros
Avisando que o inverno está para chegar.
A beleza transforma-se em feiura, e a juventude em velhice.
Deixe-me suspirar pela vida
que reflete no meu ser.
Assim, penso nas horas
que não posso mais perder
e nas que eu perdi tentando me encaixar.
Me deixem ficar aqui, sozinha no meu quarto refletindo como é bom agradecer pelo bem que é viver, vivendo.
Obrigada!

Uma garrafa de vinho vazia
Em uma noite fria
Está cheia de sentimentos
Não correspondidos.