Fria e Orgulhosa
Carol
Branca como a neve,
mas não fria...
Ela queima.
Ruiva de cachos indomáveis,
carrega o incêndio no próprio nome.
Onde passa, deixa rastro.
Brava como todo sagitariano que se preze,
não abaixa a cabeça,
não mastiga palavra,
não pede licença para existir.
Carol não é brisa.
É rajada.
É seta lançada sem aviso.
E quem tenta segurá-la
descobre rápido:
ela não nasceu para ser contida —
nasceu para atravessar.
Aprendi tarde que existem pessoas que confundem bondade com recurso infinito. Não virei fria por começar a dizer “não”. Só cansei de alimentar o mundo inteiro enquanto eu mesma passava fome por dentro.
Uma criança perdida na aduana
Na fila fria da aduana vazia,
um carimbo ecoa, corta a nostalgia,
luz fluorescente, cheiro de papel,
e um mundo adulto que nunca foi céu.
Pequenos passos num piso riscado,
um nome trocado, um visto negado,
o guichê não olha, só pede razão,
mas a infância não cabe em formulário e mão.
Há bandeiras cansadas no vidro embaçado,
México distante num sonho quebrado,
Uruguai sussurra num vento lateral,
Colômbia sangra num mapa postal.
E a criança pergunta sem ter voz alta,
por que a fronteira sempre falta e assalta?
Se o mundo é um só, por que dividir?
Se o peito é caminho, por que impedir?
Um rádio distante fala em espanhol,
mistura de ordem, de medo e farol,
e o agente carimba sem nem perceber
que ali tem um universo tentando crescer.
Tem cheiro de estrada, de ônibus antigo,
de alguém que perdeu o próprio abrigo,
de um Renault velho cruzando a serra,
levando saudade que nunca se encerra.
E a criança espera — não sabe o quê,
talvez um abraço que o mundo esqueceu de ter,
talvez um sinal, uma mão no ar,
dizendo “pode ir, você pode passar”.
Mas a aduana é feita de tempo e parede,
de quem não entende a sede da rede,
e a infância ali vira só suspensão,
entre o “fica” e o “vai” sem tradução.
No fim, só restam selos no olhar,
e um mapa que aprende a não voltar,
mas mesmo perdida, insiste em sonhar:
que toda fronteira um dia vai respirar.
Quando a guerra era fria, a paz nos aquecia! Hoje, os EUA controlam a paz e espalham a guerra! Gelam os corações e queimam o globo!
A brisa fria das manhãs
me abraçando ao abrir a porta.
O toque leve no meu rosto.
O mato verde dançando ao vento,
É nesse instante simples,
quase silencioso,
que o coração desacelera
e a alma encontra repouso.
A paz não grita, ela sussurra
nos detalhes que quase passam despercebidos.
E a felicidade.
ah, ela mora justamente ali,
no sentir, no viver, no existir.
Depois de uma noite escura fria, veio a barra do dia no romper da aurora, o sol nasceu e fez a alegria da fauna e a flora, amanheceu o dia, a passarada agradeceu com muita alegria e cantoria sonora, tudo numa inspiração e renovação, enquanto o humano fala em reclamação e chora.
A chamada "guerra de narrativas" sobre alienígenas durante a Guerra Fria é um tema fascinante porque envolve espionagem, tecnologia militar, propaganda, medo coletivo e mistério.
Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética entraram em uma disputa tecnológica intensa. Novos aviões espiões, radares, mísseis e satélites começaram a surgir em segredo. Como muitos desses projetos eram altamente confidenciais, avistamentos de objetos estranhos nos céus tornaram-se frequentes.
Um exemplo famoso é o avião espião Lockheed U-2. Quando ele começou a voar em altitudes nunca antes alcançadas, muitas pessoas relataram luzes e objetos misteriosos. Na época, o público nem imaginava que tal aeronave existia.
Alguns pesquisadores argumentam que governos aproveitaram a confusão em torno dos OVNIs para esconder programas militares secretos. Se uma testemunha relatasse uma nave impossível, isso poderia desviar a atenção da tecnologia real que estava sendo testada.
Por outro lado, surgiu uma narrativa oposta: a de que governos estariam escondendo evidências de visitas extraterrestres. Casos como o suposto incidente de Roswell tornaram-se símbolos dessa visão.
Durante décadas, essas duas narrativas disputaram espaço:
1. Tudo seria tecnologia humana secreta.
2. Parte dos fenômenos envolveria algo não humano.
O interessante é que ambas foram alimentadas pelo mesmo ambiente de sigilo da Guerra Fria. Quanto menos informação oficial existia, mais espaço surgia para especulações.
A partir dos anos 1950, filmes, livros e programas de televisão também passaram a explorar o tema. Alienígenas viraram um elemento cultural poderoso, refletindo medos da época: invasão, espionagem, armas desconhecidas e perda de controle sobre o futuro.
Hoje, muitos historiadores veem a questão dos OVNIs como um fenômeno que mistura vários elementos ao mesmo tempo: tecnologia militar secreta, erros de identificação, fenômenos naturais, crenças populares e alguns casos que continuam sem explicação definitiva.
O ponto central da "guerra de narrativas" é que, durante a Guerra Fria, a informação se tornou uma arma estratégica. E quando informação e segredo se encontram, surgem histórias que atravessam gerações, alimentando debates que continuam até hoje.
27 Outonos
Já são altas horas na madrugada de uma sexta feira fria e silenciosa.
O tempo vai passando e os dias parecem tão curtos,
Porém ao mesmo tempo monótonos.
27 outonos, onde as folhas caem e os dias ficam mais escuros
Avisando que o inverno está para chegar.
A beleza transforma-se em feiura, e a juventude em velhice.
Deixe-me suspirar pela vida
que reflete no meu ser.
Assim, penso nas horas
que não posso mais perder
e nas que eu perdi tentando me encaixar.
Me deixem ficar aqui, sozinha no meu quarto refletindo como é bom agradecer pelo bem que é viver, vivendo.
Obrigada!
A flor que chora
Numa noite fria e intensa os ventos golpeavam a floresta impiedosamente,
De tom vermelho forte e característica aveludada uma rosa se fazia presente ,
Amada pelas abelhas, borboletas e os pequenos pássaros a rosa de charme único era aplaudida todas as noites pela lua e tinha no seu manto vibrante o carisma do sol durante os dias,
É duro pensar que o outono chegou e a deixou quase sem vida, sua cor agora é ofuscada pela estação dura, mas ela é insistente e luta para se manter viva,
Folhas vão, pétalas caem, o dia ainda azul revela uma floresta quase cinzenta, a flor apesar de suas mudanças ainda brilha e se destaca no ambiente,
A estação sombria chegou, o inverno é implacável, não perdoa nem os aplausos, a rosa resiste bravamente derramando suas lágrimas pelo vasto vale,
Em uma certa noite congelante, a rosa fechou seus olhos, então a lua caiu em prantos, logo um corredor foi formado até a correnteza de um rio e ela foi carregada por aqueles que a visitavam constantemente, foram tantos pássaros de pequeno porte, foram tantas borboletas e abelhas que resolveram prestar está ultima homenagem deixando-a partir nos braços do rio sendo iluminado nos seus dois lados por diversos vagalumes,
e a partir daquele dia, o sol resolveu entrar em luto temporário e demorou a se reerguer,
Agora é primavera, novos recomeços, doces lembranças, o momento é de renovação.
Se quiser viver bem, mantenha os pés quentes pelo exercício.A cabeça fria pela temperança.
Se tiver à tendência a ganhar peso!
Abra os olhos e fecha â boca.
Thomaz Parr
Se quiser viver bem, mantenha os pés quentes pelos exercícios. A cabeça fria pela temperança. Se tiver a tendência de ganhar peso, abra os olhos e feche a boca.
Hoje, se me julgam fria(o),
sigo em paz.
Meu coração não fechou,
apenas escolheu.
Carrego amor
— mas com raízes,
porque foi assim,
entre quedas e escolhas,
que aprendi a amar sem deixar
de ser eu.
Dentro de mim
Dentro de mim guardo teu abraço,
como segredo que aquece a noite fria, como perfume que insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar.
Dentro de mim ecoa tua voz,
melodia suave que acalma e seduz,
faz meu peito dançar sem música,
faz meus olhos sorrirem sem razão.
Dentro de mim floresce teu amor,
sutil, mas forte como raiz de árvore antiga, e mesmo que o tempo tente apagar, ele cresce, silencioso,
sempre encontrando caminho até você.
Sob a mata fria e o solo quente, o tempo se cala na noite eterna, onde a lua cheia não ilumina o caminho, mas expõe a nudez da nossa ilusão. Pois quem caminha descalço sobre as cinzas da razão logo descobre que a verdadeira escuridão sempre esteve nos olhos de quem observa.
Reno Fioraso
O Brilho do que Fica
A xícara de café já estava fria sobre a mesa, mas eu continuava ali, encarando o vapor que não existia mais. No celular, uma música qualquer tentava preencher o silêncio da casa, que parecia maior naquela manhã. Olhei para a estante e vi o livro que você me emprestou quando tudo ainda era confusão na minha cabeça. Lembrei daquela tarde chuvosa, da sua paciência em me ouvir e de como, sem perceber, você se tornou o meu porto seguro.
Sabe, eu nunca fui bom com despedidas. Mas, enquanto guardava as últimas camisas na mala, entendi que partir não era sobre fugir de você. Pelo contrário. Eu resolvi partir justamente porque gostei tanto de você — e, se quiser a verdade, ainda gosto. Gosto, sobretudo, da forma como o destino nos apresentou e do jeito leve com que você
estendeu a mão quando eu mais precisei.
No fim das contas, a vida me ensinou que o tempo tem o hábito cruel de desgastar até as cores mais vivas. E eu não queria ver o que fomos se apagar em brigas bobas ou rotinas amargas. Às vezes, é melhor fechar a porta enquanto o riso ainda ecoa no corredor. É melhor guardar uma lembrança boa de alguém do que insistir até que a decepção tome o lugar do carinho. Vou levar comigo esse retrato intacto de nós dois, guardado onde o tempo não alcança.
Fria noite
Caminho pela rua à noite. A luz mortiça se refletindo nas lajes. Ó meu querido papel que aceita tão docemente a minha mágoa, o que não encontramos na noite, lar do sonho e da imaginação? Enquanto abro caminho na névoa, os espectros tomam forma, passam por mim protegidos pela escuridão. O escuro contém algo que eu perdi, que não me deixa encontrar. Foi a luz do dia, a clareza e a certeza da compreensão. A certeza da morte ao final. O breu do meu sonho cria vagos lampejos de nebulosidades. Durmo e vivo num mundo em que não há memória, que não tem passado nem futuro, ele existe sem termos consciência. Não quero, não posso voltar, a noite me seduziu e me tomou como posse. Só quero imaginar e isso acontecerá.
"Se a ideia do cara é mirabolante, ajude a organizar o caos em vez de jogar água fria no fogo dele."
O que há de me esperar?
Nada? Nem o luar?
Não há brilho da lua na noite fria e crua.
Cadê minha amiga?
Tão distante... Será inimiga?
Cadê a socialização?
Sempre fico nesta solidão.
Por que ainda penso em melhoria da vida, ainda que ela já está partida?
Como posso ter a brandura se minha mente surra a amargura?
Por que sofrer se com um gatilho posso dar um epílogo nesse meu viver?
Na minha madrugada, viu fria e sombria,enquanto encontrei beleza e transformei em poesia ♡ ☆ ♡ ☆ ♡ ☆ ♡
