Frases do Marquês de Maricá
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Condenamos por ignorantes as gerações pretéritas, e a mesma sentença nos espera nas gerações futuras.
As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.
Desprezos há, e de pessoas tais, que honram muito os desprezados.
O erro máximo dos filósofos foi pretender sempre que os povos filosofassem.
Os erros de uns são lições para outros; estes acertam porque aqueles erraram.
A maledicência pode muitas vezes corrigir-nos, a lisonja quase sempre nos corrompe.
A razão prevalece na velhice porque as paixões também envelhecem.
O medo faz mais tiranos que a ambição.
A pobreza não tem bagagem, por isso marcha livre e escuteira na viagem da vida humana.
As ideias novas são para muita gente como as frutas verdes que travam na boca.
A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham.
Ninguém é mais adulado que os tiranos: o medo faz mais lisonjeiros que o amor.
O ateísmo é tão raro quanto é vulgar o politeísmo e a idolatria.
A religião amansa os bravos e alenta os fracos.
Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.
Aprovamos algumas vezes em público por medo, interesse ou civilidade, o que internamente reprovamos por dever, consciência ou razão.
Ordem social é limitação de liberdade; desordem, liberdade ilimitada.
O nosso espírito é essencialmente livre, mas o nosso corpo torna-o frequentes vezes escravo.
Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
Os homens fingem desinteresse para melhor promoverem os seus interesses.