Frases do Filme um dia

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Escrevo porque encontro nisso um prazer que não sei traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando...

Clarice Lispector
Minhas queridas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 23 de fevereiro de 1944.

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Um chato metido a rico é um chateau.

Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.

Fez muito bem em ter dormido como um anjo, pois a causa da insónia seria uma ilusão como muitas...

É impressionante o que você pode esconder só através de um sorriso.

Pense, o seu sorriso pode ser um sorriso de alguém.

(…) onde você era apenas um copo d’ água, eu era a tempestade.

Eu antes vivia de um mundo humanizado, mas o puramente vivo derrubou a moralidade que eu tinha? É que um mundo todo vivo tem a força de um Inferno.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Ele tinha momentos ocasionais de silêncio que tornavam sua conversa um prazer.

Devia haver um curso no primeiro grau de amor.

Eu posso até estar triste, tão triste quanto um hipopótamo insone, mas te vejo e a alegria me ilumina!

A mulher que não consegue reconhecer
o valor que há em um botão de rosa,
não é merecedora de um jardim inteiro.

Sem um desvio do normal, progresso é impossível.

Eu tô sempre indo embora, mas aí vai um super clichê: é de tanto que eu só queria ficar. E queria que você não achasse que sou sempre louca, ainda que eu seja.

É vaidade imaginar que se pode introduzir uma nova filosofia ao
refutar um ou outro autor. Primeiro, é necessário ensinar a reforma do espírito humano, e torná-lo capaz de distinguir a verdade da falsidade...o que só Deus pode fazer!

Quando eu ficava sozinha não havia uma queda, havia apenas um grau a menos daquilo que eu era com os outros, e isso sempre foi a minha naturalidade e a minha saúde.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

No passado cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz.

Quem está livre de cruzar com um cafajeste e, pior, se apaixonar por ele?

Se saio de casa bem vestido, não vejo nenhum conhecido, mas quando estou que nem um mendigo, encontro metade dos meus amigos.

No fim a gente acaba descobrindo que até a imaginação tem um teto. E muito baixo até.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.