Frases de Suspense

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Punir o homem é fácil; compreender o sofrimento que o conduziu ao crime é uma forma mais difícil de justiça.

A justiça não deve ser cega ao sofrimento, mas lúcida diante dele.

O processo transforma vidas em fatos, nomes em partes e sofrimento em documentos; o jurista não deve esquecer o ser humano que desaparece nessa tradução.

Epicuro percebeu que muitos sofrimentos nascem de desejos desnecessários; o Direito poderia acrescentar que muitos conflitos nascem de pretensões desnecessárias.

A hermenêutica jurídica encontra seu limite na dignidade daquele que sofrerá os efeitos da interpretação.

O Direito amadurece quando deixa de confundir sofrimento com justiça.

O sofrimento de uma pessoa não deve ser transformado em estatística quando chega aos tribunais.

A pena que não transforma nada apenas muda o lugar onde o sofrimento continua.

O sofrimento pode ser o começo da sabedoria quando aprendemos a observá-lo sem nos tornarmos prisioneiros dele.

A justiça penal não deve medir sua força pela intensidade do sofrimento que consegue produzir.

A justiça penal deve prevenir o dano sem transformar o sofrimento em finalidade.

Nenhuma autoridade deveria transformar o sofrimento humano em instrumento de demonstração de força.

A moral começa quando reconhecemos no sofrimento alheio algo que poderia ter sido nosso; a compaixão dissolve, por um instante, a confortável ficção de que existimos separados dos demais.

Aquele que não exige permanência daquilo que nasceu para partir sofre menos diante da impermanência do mundo.

A revolta é a dignidade erguida contra o absurdo, o instante em que o homem decide que o sofrimento não terá a última palavra.

O desejo nasce da falta; por isso, enquanto desejamos, sofremos pela ausência, e quando alcançamos o objeto desejado, frequentemente descobrimos que a satisfação era apenas temporária.

A compaixão nasce quando a consciência percebe que o sofrimento do outro não é juridicamente ou moralmente irrelevante apenas porque acontece fora dos limites do próprio corpo.

É preferível sofrer a injustiça de um poder alheio a permitir que a injustiça transforme a própria consciência em instrumento de corrupção.

Não estamos fora da natureza quando amamos, odiamos, sofremos ou desejamos; somos precisamente natureza tentando compreender a si mesma através da consciência.

Uma paixão começa a perder seu domínio quando a consciência deixa de apenas sofrê-la e passa a compreender as causas que a produziram.