Vendinha de bairro. Ressona feliz gatinho no saco de estopa.
Desordem no corpo, erro no espírito, uma coisa alimentando a outra, eis o real da imaginação.
Até os pernilongos Vão ficando silenciosos - Como os anos passam...
É o amor que decide todo o ser humano.
sossego acaba - chegou a pamonha de Piracicaba
Mosquito ferido. Quieta agonia de pernas e antenas na noite.
silenciosamente uma aragem enfuna as cortinas enluaradas
Recanto úmido. A pedra e seu delicado capote verde.
Pelos ares do criado pode-se avaliar o patrão.
Na tarde chuvosa, Sozinho, despreocupado, Um pardal molhado
Sesta no jardim: a borboleta me acorda. Coça o meu nariz.
Menino amuado quem te deu tamanho bico foi o tico-tico?
Onde começa, onde acaba a cabeça, a cauda da serpente do mar?
Dançando a quadrilha lembrei de aulas de francês. Onde a professora?
A imaginação é a louca da casa.
Num casamento, as mulheres choram e os homens riem.
passarinha na mão no sofá estendida ronrona emoção
A arte é a recaída de um fervor.
Há opiniões que, assim como as modas, parecem bem por algum tempo.
A ingratidão dos povos é mais escandalosa que a das pessoas.
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.