Frases de João Guimarães Rosa
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Sapo não pula por boniteza, mas porém por precisão.
Guimarães Rosa
Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
Nota: Trecho do conto A hora e vez de Augusto Matraga.
...Mais tênue tecido alaranjado
passando em fundo preto
da noite à luz
Tem horas em que penso que a gente carecia, de repente, de acordar de alguma espécie de encanto.
Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
O sertão é dentro da gente.
Amor? Um pássaro que põe ovos de ferro.
Tem trechos em que a vida amolece a gente, tanto, que até referver de mau desejo, no meio da quebradeira serve como benefício.
Todas as coisas surgidas do opaco.
Muita coisa importante falta nome. Foi o
que nos disse Guimarães Rosa…
No que eu sinto, realmente, falta esse tal
nome, mas enquanto isso, eu apenas
sinto.
A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.
Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
O bom da vida é para o cavalo, que vê capim e come.
Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
Sigo a risca, me descuido e vou. Quebro a cara, quebro o coração. Tropeço em mim. Me atolo nos sentidos. Viver não é perigoso? Então com sua licença, nasci assim. Encantado pela vida.
Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!
Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
Quando o coração está mandando, todo tempo é tempo!
(A hora e a vez de Augusto Matraga)
Perto de muita água, tudo é feliz.
Para quem não sai, em tempo, de cima da linha, até apito de trem é mau agouro.
Guimarães Rosa
A hora e vez de Augusto Matraga. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
Quem é limpo, pensa limpo. Acho.
Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.
Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
Sorte nunca é de um só, é de dois, é de todos... Sorte nasce cada manhã, e já está velha ao meio-dia...
Guimarães Rosa
A hora e vez de Augusto Matraga. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
Quando a gente odeia uma pessoa, dedica a vida toda a ela.
Se fosse só eu a chorar de amor, sorria..."
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