Frases de Escritores
Adoro ouvir coisas que dão a medida de minha ignorância.
Quero que me deem isto: não a explicação, mas a compreensão.
Nota: Trecho da crônica Ao correr da máquina.
...MaisTulipa só é tulipa na Holanda. Uma única tulipa simplesmente não é. Precisa de campo aberto para ser.
O mal é que a minha esperança ou é inexistente ou forte demais – esperança forte demais é “infantil”.
Nota: Trecho de carta a Fernanda Sabino, de 24 de janeiro de 1957.
...MaisHá alguma coisa aqui que me dá medo. Quando eu descobrir o que me assusta, saberei também o que amo aqui.
Nota: Trecho da crônica Nos primeiros começos de Brasília.
...MaisQue esforço eu faço para ser eu mesma. Luto contra uma maré em nau onde só cabem meus dois pés em frágil equilíbrio ameaçado.
Quero pegar, sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério. Sou uma só. (...) Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena.
Nota: Trecho da crônica Máquina escrevendo.
...MaisUltrapassar a dor é a pior crueldade. E eu tenho medo disso, eu que sou extremamente moral. Mas agora sei que tenho de ter uma coragem muito maior: a de ter uma outra moral, tão isenta que eu mesma não a entenda e que me assuste.
Eu me sinto culpado quando não vos obedeço. Sou feliz na hora errada. Infeliz quando todos dançam.
Também era bom que não viesse tantas vezes quantas queria: porque ela poderia se habituar à felicidade.
O perigo de meditar é o de sem querer começar a pensar, e pensar já não é meditar, pensar guia para um objetivo.
É absolutamente indispensável que eu seja uma ocupada e uma distraída.
Nota: Trecho da crônica Atualidade do ovo e da galinha (II).
...MaisSou tímida e ousada ao mesmo tempo.
Nota: Citação dita durante a entrevista a Júlio Lerner, no programa "Panorama", na TV Cultura, em fevereiro de 1977.
...MaisEscrevo porque encontro nisso um prazer que não sei traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando...
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 23 de fevereiro de 1944.
...MaisE doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.
Tentou num último esforço inventar alguma coisa, um pensamento, que a distraísse. Inútil. Ela só sabia viver.
Não fossem os caminhos da emoção a que leva o pensamento, pensar já teria sido catalogado como um dos modos de se divertir.
Nota: Trecho da crônica Brincar de pensar.
...MaisO que nos salva da solidão é a solidão de cada um dos outros.
Passo o tempo todo pensando – não raciocinando, não meditando mas pensando, pensando sem parar. E aprendendo, não sei o quê, mas aprendendo.
Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 5 de outubro de 1953.
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