Frases de Autores Conhecidos
Tudo o que mais valia exatamente ela não podia contar. Só falava tolices com as pessoas.
Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade.
Se era inteligente, não sabia. Ser ou não inteligente dependia da instabilidade dos outros.
Nota: Trecho do conto Miopia regressiva.
...MaisEu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse.
Sei o que é o absoluto porque existo e sou relativa. Minha ignorância é realmente a minha esperança: não sei adjetivar. (...) Olhando para o céu, fico tonta de mim mesma.
Nota: Trecho da crônica Divagando sobre tolices.
...MaisNão se preocupe comigo. Eu sou muito feliz.
Nota: Trecho de carta escrita a Tania Kaufmann, em 1 de setembro de 1945.
...MaisE morre-se, sem ao menos uma explicação. E o pior – vive-se, sem ao menos uma explicação.
Redondo sem início e sem fim, eu sou o ponto antes do zero e do ponto final.
É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é.
Para não se traírem eles ignoravam que hoje era ontem e haveria amanhã.
Nota: Trecho do conto Onde estivestes de noite.
...MaisPor que quero fazer de mim um herói? Eu na verdade sou anti-heroica. O que me atormenta é que tudo é "por enquanto", nada é "sempre".
Com exceção de uns poucos, todos têm medo de mim como se eu mordesse.
Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia.
E eis que de repente agora mesmo vi que não sou pura.
Quero a vibração do alegre. Quero a isenção de Mozart. Mas quero também a inconsequência. Liberdade? é o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre. E quero o fluxo.
Eu ponhei cada coisa em seu lugar. É isso mesmo: ponhei. Porque “pus” parece de ferida feia e marrom na perna de mendigo e a gente se sente tão culpada por causa da ferida com pus do mendigo e o mendigo somos nós, os degredados.
Talvez eu agora soubesse que eu mesma jamais estaria à altura da vida, mas que minha vida estava à altura da vida. Eu não alcançaria jamais a minha raiz, mas minha raiz existia.
Faltava-lhe o jeito de se ajeitar. Só vagamente tomava conhecimento da espécie de ausência que tinha de si em si mesma.
Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.
