Frases Célebres
Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras – quais? talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.
Vi, sim. Vi, e me assustei com a verdade bruta de um mundo cujo maior horror é que ele é tão vivo que, para admitir que estou tão viva quanto ele – e minha pior descoberta é que estou tão viva quanto ele – terei que alçar minha consciência de vida exterior a um ponto de crime contra a minha vida pessoal.
EU NÃO ENTENDO! Por medo da loucura, renunciei à verdade. Minhas ideias são inventadas. Eu não me responsabilizo por elas. O mais engraçado é que nunca aprendi a viver. Eu não sei nada. Só sei ir vivendo. Como o meu cachorro. Eu tenho medo do ótimo e do superlativo. Quando começa a ficar muito bom eu ou desconfio ou dou um passo para trás.
Cedo fui obrigada a reconhecer, sem lamentar, os esbarros de minha pouca inteligência, e eu desdizia caminho. Sabia que estava fadada a pensar pouco, raciocinar me restringia dentro de minha pele. Como, pois, inaugurar agora em mim o pensamento? E talvez só o pensamento me salvasse, tenho medo da paixão.
A cruz deles é esquecer-se de sua própria dor. É nesse esquecer-se que acontece então o fato mais essencialmente humano, aquele que faz de um homem a humanidade: a dor pessoal adquire uma vastidão em que os outros todos cabem e onde se abrigam e são compreendidos; pelo que há de amor na renúncia da dor pessoal, os quase mortos se levantam.
O que é um espelho? É o único material inventado que é natural. Quem olha um espelho, quem consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua profundidade consiste em ele ser vazio, quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestígio da própria imagem – esse alguém então percebeu o seu mistério de coisa.
Há uma hora em que se deve esquecer a própria compreensão humana e tomar um partido, mesmo errado, pela vítima, e um partido, mesmo errado, contra o inimigo. E tornar-se primário a ponto de dividir as pessoas em boas e más. A hora da sobrevivência é aquela em que a crueldade de quem é vítima é permitida, a crueldade e a revolta.
Quando vejo que há mais de 2000 anos atrás existiam homens como Sócrates, me envergonho por ter todo o conhecimento que ele tinha e que ele não tinha em minha frente e não ser tão inteligente como eles. Me sinto na obrigação de evoluir
É tão ruim ser incompreendido? Pitágoras foi incompreendido, e Sócrates, e Jesus, e Lutero, e Copérnico, e Galileu, e Newton, e todo espírito puro e sábio que já tenha existido.
No caminho, as crianças me enriqueceram mais do que Sócrates. Pois minha imaginação não tem estrada. E eu não gosto mesmo de estrada. Gosto de desvio e de desver.
(em carta a José Castello, publicado no Jornal Valor Econômico, em 18 mar.2012.-website)
O espírito da ciência é o mesmo de Sócrates. É um espírito de dúvida, anseio pela verdade e humildade.
Quando Sócrates disse: "só sei que nada sei", não estava afirmando uma certeza, e sim transparecendo todas as suas dúvidas.
Talvez o ser mais correto
que tenha passado por aqui
tenha sido mesmo
Sócrates,
que dizia saber
só que não sabia.
E que no ápice
de sua honra e glória
tomou veneno
só para provar
isso.
Sócrates se intitulou cidadão do mundo há mais de 2 mil anos. Passado tanto tempo as pessoas ainda falam em: patriotismo, em serem os melhores. Por mais tempo que passe, jamais aprenderão que o amor não tem pátria. Jamais aprenderão a amar!
Como o Sócrates perdeu a paciência ao não saber o que dizer ou fazer e disparou:
"Só sei que nada sei."
" 'Cada Um é Cada Um', já disse Parmênides ou Sócrates ou Nostradamus ou Oscar Wilde ou Mario Quintana ou Carlos Zéfiro. Se nenhum desses (ou outro) disso isso, digo eu. Porque, caramba: 'Cada Um é Mesmo Cada Um', sem dúvida, sem erro, sem senão!"
TextoMeu 1268
🧙🧝🦹
