NÃO PRECISO AMAR MEU CANDIDATO PARA... RivaAlmeida
NÃO PRECISO AMAR MEU CANDIDATO PARA DEFENDER A DEMOCRACIA.
Aceito perder eleições. Aceito ser governado por quem considero pior. Aceito resultados que me decepcionam. Isso faz parte da liberdade.
O que não aceito é perder, junto com uma eleição, o direito de disputar a próxima.
Um governante pode ser incompetente, demagogo ou corrupto. Tudo isso precisa ser fiscalizado e combatido. Mas quando alguém não aceita a possibilidade de ser derrotado, o problema deixa de ser apenas político: passa a ameaçar as próprias regras que permitem a alternância de poder.
A maioria escolhe o governo, mas não é dona dos direitos de ninguém. O presidente governa por um mandato, não por uma autorização para fazer tudo o que deseja.
E, se meu candidato vencer, não me tornarei seu defensor incondicional. Continuarei cobrando, criticando e reconhecendo seus erros.
Meu voto não é uma declaração de amor. É uma escolha política. Minha consciência não está à venda, e minha lealdade não pertence a um partido.
Porque políticos passam, governos terminam e ideologias mudam.
Mas o direito de escolher livremente quem nos governa precisa permanecer.
