Fortuna
Subir na vida pisando em quem é bom é o maior atalho para o fracasso moral; nenhuma fortuna compensa o preço de se tornar um escravo da própria falsidade.
A desenfreada indústria de consumo, ora de produtos de marcas famosas que geralmente custam fortunas e acompanhando de toda acelerada e avassaladora, dos produtos de uso tecnológicos, e como meio compressor a avalanche de propagandas pela internet, sem medida e sem uma legislação limite, entorpece de forma grave, a mente dos usuários mais novos. Em contrapartida, cada vez menos oportunidades de trabalhos, com ganhos satisfatórios para participar deste mercado ilusório de altos consumidores e falsos poderosos. Dentro deste paradigma inatingível, a submissão independente do gênero, convidativa, passa a ser a curto prazo, a única saída. A submissão para crescer e com isto, se corromper e poder usufruir mesmo que de forma indireta, de um pequeno pedaço do bolo.
Construir uma fortuna com integridade exige a paciência de plantar árvores cujos frutos você talvez só veja alimentando as próximas gerações.
Construir uma fortuna secular exige mais do que ambição; exige a paciência de plantar árvores cujos frutos alimentarão impérios ainda não nascidos.
A fortuna que atravessa gerações não pertence àqueles que apenas a herdam, mas àqueles que ousam reinventá-la todos os dias.
A honra de construir o próprio destino com honestidade vale mais do que qualquer fortuna acumulada sobre o sofrimento e a dor de uma nação inteira.
A maior fortuna do século XXI pertence a quem desenvolve soluções capazes de gerar abundância para quem mais necessita.
A maior fortuna que a inteligência artificial pode gerar é o resgate do potencial humano através da inovação e do acesso a oportunidades.
Quem se recusa a encolher a alma faz a fortuna perder o costume de fugir
Hector Luiz Borecki Carrillo
A fortuna interfere nos acontecimentos, mas a virtù representa a capacidade humana de reconhecer a oportunidade, enfrentar a adversidade e agir antes que as circunstâncias decidam tudo.
O homem pobre é aquele que sonha com a fortuna, porque mesmo tendo liberdade, não se acha livre. O pobre homem é aquele homem rico, que mesmo sendo livre, acha que não tem liberdade.
Para uma criança carente, não basta uma promessa de igualdade, mesmo que isso seja uma fortuna, porque não vai entender o seu real valor. Ela precisa é de carinho.
A Roda da Fortuna
Deixe-me sorrir
Do único motivo aparente
Esquecer-se de viver
Já foi um dia tão tedioso
Milhões de milhares de atalhos
No mesmo papel de parede
Perfeitas configurações
Interligadas pelo superflor
Como da vez que fatiguei
Tanto os meus pés ao ponto
De comprar uma carruagem
Para os que me rodeiam
E dormi com tantas mulheres
Que me minha luxuria
Causou desejo àquelas que nunca
Conheceram minha cama
E a tolice me engodou tanto
Que me tornei aquilo
Que todos odeiam
Mas com denodo defendem
Já foi um dia tão tedioso
Esquecer-se de viver
Do único motivo aparente
Deixe-me sorrir
Bobos somos nós que compramos sandálias de plástico que valem uma fortuna enquanto não temos nem onde morar.
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