Frases sobre folhas
Arvoredos, folhas, flores e versos são complementos de mim. Juntos, no frio e no calor de nós distantes me faço frases, me descrevo, me componho... tento me descobrir por entres linhas, em meio a ruas desertas. Trago um gole de saudade, tomo um copo de vinho e sinto-me rodopiar e tropeçar nos teus braços. Sou entrega sem mistérios, sou verdades em meio a mares de mentiras...não traio, não guardo momentos secretos, segredos de nós, porque o destino foi traiçoeiro !
"Não sou escritor, sou apenas um rapaz qualquer que tem um caderno com algumas folhas em branco, uma lapiseira com grafite e uma imaginação bastante fértil."
Folhas secas gritam
Sob os pés que a pisam
Pés descalços e calosos
Do trabalho roçado
Enxadas empueiradas
Sem uma gota dágua
Oram os agricultores
Em milagrosas novenas
Para que a seca seja suspensa
Sem fé só há tristeza na vida dessa gente.
Estilo criado por Norma Aparecida Silveira Morais
“Outono...
Há um encantar de mistério e de magia /
A balouçar, planando à brisa, folhas douradas, / a desfolhar amarelecidas.”. AJCMusskoff.
ATÉ CHEGAR MINAS GERAIS
O vento carrega as folhas das lembranças como as cirandas de crianças que na vida vi passar. O vento sopra indolente com seu riso quase inconsequente as velhas folhas que ajudei a desenhar.
De rabisco nos braços o tempo passo a passo mostra as cicatrizes que vieram meu corpo marcar. Companheiras de jornada seguem juntas pela estrada alertando onde não mais posso errar.
Então, bate aquela saudade das primeiras amizades de um tempo sem culpa onde o dorso da morte jamais ousa se arriscar. Tempo de brincadeiras pueris, de histórias e sonhos inocentes. Sonhos que se tornam sementes, onde algumas vingam outras não. Algumas dão frutos, outras jamais darão.
Mas a vida é assim e segue seu curso mesmo quando o dorso se avizinha. Afinal, para domar a fera da morte não há herói que se alinha, mas com um pouco de sorte e conversa fiada quem sabe a fera durma um pouco mais e a estrada prossiga até chegar Minas Gerais.
Escrevo nossa história com caneta e papel cetim, com tintas douradas e folhas ao vento...se o destino escreveu ou não, eu escrevi.
Saudades da minha cidade.
Um vento forte atravessa as folhas do meu quintal e bate com ímpeto contra o meu peito,
Parece levar um pouco de mim.
E realmente leva,
Toda dor, toda incerteza, toda saudade.
Saudade de cada detalhe de cada esquina da minha cidade.
Do inspirador túnel verde.
Que nos inspira à poesia e nos ensina a canção da esperança.
Do meu venerado rio Amazonas que sempre esteve ali,
Inerte ao meu olhar.
Exibindo sua dança sem músicas.
Saudades dos meus amigos mais íntimos,
Dos amores, das amizades e dores.
Das conversas jogadas ao vento,
Do louco desejo de segurar o tempo.
O vento se foi,
Despertou em mim antigas lembranças,
Que sei que vale a pena lembrar.
Lembranças que me ajudam viver,
E acima de tudo, sonhar.
Foste tu sim
Foste tu! Frescor.
Aclarastes as folhas secas de outros amores
amontoados na vastidão de um corpo exausto.
Varreram-se os dias negros,
degraus de tantas incertezas,
deserto paupérrimo de cactos espinhentos
guardando a mínima água para sobreviver.
Mudaste tudo, até a cor do meu céu.
A alma descalça caminha aberta de coração
e deságua no meu mar a poesia que és tu.
Doce ilusão
Arranquei folhas do meu coração para enxugar teu pranto. Adormeceste páginas. Ao amanhecer marca d’água escrita na pele de um romance e tu foste à capa e o conteúdo do livro que não li.
Somos criação do mesmo Criador. Como Ele, podemos olhar para as folhas secas e o vento gelado do inverno dissipar as folhas e ali enxergar o mais belo vento frio gelado que passa e derrubar as folhas seca daquela árvore, mas lá no fundo sabemos, que não cai nenhuma folha se por Deus não foi permitido. O amor transforma tudo.
Livre no ar
Livre no ar
Folhas a voar
Poeta a sonhar
Poeta a sonha
Folhas a voar
Livre no ar
Folhas a voar
Livre no ar
Poeta a sonhar
“As folhas que você me deu, as risadas que eu te dei, suas coleções de carrinhos e relógios, suas palavras... até as mais severas! Cada detalhe que eu percebo em nós, a maneira como você penteia o seu cabelo já grisalho devido ao tempo e as preocupações, o rastro do seu perfume no ar quando você sai para trabalhar, você me buscando na escola, sua tranquilidade demonstrada nos seus olhos vermelhos e cansados de sono, Pai."
SOU O VENTO
Sou o vento que seca as roupas do varal
Sou o vento que joga as folhas no seu quintal
também sou o vento que enxuga as lágrimas
que rolam de teu rosto angelical...
mel - ((*_*))
Cedo e o orvalho vai caindo noite adentra, tomando frente ao pequeno chuvisco.
As folhas ainda molhadas, vão escoando suas últimas gotas d’agua, e ganhando sua verde cor de esmeralda.
O doce canário observa alegre, e tagarela logo cedo no pé do carvalho.
Clara e doce melodia que desperta o restante da natureza.
Com as algazarras da passarada o dia vai ganhando vida, na beira dessa bela vista.
O homem do campo desperta-se com o cacarejar matinal, e dá bom dia.
De pé e pronto para os labores do dia, o dia vai ganhando brilho.
O café posto na mesa vem dos sabores, das ultimas estiagens, das ultimas chuvas, das cinzas, dificuldades, vitorias e das ultimas folhas que caiam.
Na parede o calendário mostra que já se passou mais um ano, e que vem chegando outono para o inicio de uma nova colheita.
Nesse interim o tempo passa, a tarde cai e um bom vinho já esta na mesa, para acalentar a chegada de um novo dia.
No fim da tarde o que sobra é tudo isso, a quem preze pelo sossego, pela calmaria e pela beleza da vista. Mas também aos que conhecem suas dificuldades, e a exaustão do dia após dia.
Deixa essa ventania passar e levar tudo!
Quando o vento fraco retorna ele te trará não só as folhas caídas ao chão,
Mas sim tudo de verdadeiro e singelo que a ventania não conseguiu arrastar! ⚓️
Alimento do coração...
Das folhas secas,
faço o adubo para o jardim
e das flores coloridas,
um colírio para meus olhos.
Da janela,
onde enxergo os campos,
deixo a imaginação correr livre
porque é dessa forma
que alimento meu coração
com o melhor da vida.
by/erotildes vittoria
Antes de Nós
Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia vento,
E as folhas não falavam
De outro modo do que hoje.
Passamos e agitamo-nos debalde.
Não fazemos mais ruído no que existe
Do que as folhas das árvores
Ou os passos do vento.
