No frescor da alma, regozijam-se as... Celso roberto nadilo

No frescor da alma, regozijam-se as fronteiras da sanidade e da realidade sob o fogo do espírito.
Na clareza dos pensamentos errantes, dentro do vórtice da essência, no mais profundo do ser,
o núcleo pulsa: as vozes da escuridão são apenas pensamentos observando outros pensamentos, dentro de pensamentos.
​Sendo este conceito inicial a origem do caos absoluto, predomina a beleza que se desdobra rumo ao mar profundo do espectro da alma.
A perpétua perspectiva dos sentidos aponta para o abismo do pensamento, que se tornou o protagonista do meu ser, iluminando-se no meu silêncio.
O drástico sentimento pragmático expõe-se em um mar denso de complexidade inigualável.
​Tudo o que vejo ou ouço possui apenas o sentido tênue da continuidade, em um fluxo abrangente e temporal moldado por tantos pensamentos errantes.
As metáforas perdidas na minha mente tornaram-se parte de um grão de poeira — que um dia fora uma rocha a flutuar nas profundezas do espaço sideral —, arremessando o meu olhar fixo à imensidão.
​Na mesma sintonia, a síntese da alma paira pelo vazio, dando formato a um universo único e enigmático.
Pois o fluxo temporal é a simplicidade que compõe o aglomerado das profundezas,
oferecendo o espetáculo do esquecimento: um equilíbrio emocional que, após a órbita elíptica, torna-se fractal no espaço contínuo do pensamento, cujo olhar paira sobre o estado da mente, marcando o início do mergulho.