Fogo
Mastros quebrados, singro num mar d'Ouro
Dormindo fôgo, incerto, longemente...
Tudo se me igualou num sonho rente,
E em metade de mim hoje só móro...
São tristezas de bronze as que inda choro -
Pilastras mortas, marmores ao Poente...
Lagearam-se-me as ânsias brancamente
Por claustros falsos onde nunca óro...
Desci de mim. Dobrei o manto d'Astro,
Quebrei a taça de cristal e espanto,
Talhei em sombra o Oiro do meu rastro...
Findei... Horas-platina... Olor-brocado...
Luar-ânsia... Luz-perdão... Orquideas pranto...
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
- Ó pantanos de Mim - jardim estagnado...
Não é uma arma de fogo que mata e sim a bala. Não é a bala nem a arma de fogo que mata e sim que a empunha. Não é a bala nem a arma de fogo que mata e sim quem a empunha e puxa o gatilho. Não é a bala nem a arma de fogo que mata e sim quem a empunha, mira em alguém e puxa o gatilho. Não é a bala nem a arma de fogo que mata e sim quem a empunha, mira em alguém e puxa o gatilho e acerta. Não é a bala nem a arma de fogo que mata e sim quem a empunha, mira em alguém e puxa o gatilho e acerta em um local fatal do corpo de alguém. Tudo na vida é uma questão de interpretação. Poderia ser simples dizer que armas não matam pessoas, e sim pessoas matam pessoas. Ou se matam. Ainda assim, uma questão de interpretação. Há várias formas de interpretar a mesma coisa, portanto seria salutar sempre ler várias vezes um texto até entender o que realmente o autor quis dizer com aquilo. MInimizar as coisas por falta de zelo nesse quesito é uma questão pessoal. Apenas não muda nada na ideia original, pois essa, já foi escrita.
16/10/2014 -14:05 hs.
Solito aqui no galpão...
Atiço um fogo de chão...
E cevo um bom chimarrão...
A canha exita a inspiração...
E de vereda pego o violão...
Sem rodeios faço uma canção...
Sentimentos nobres da emoção...
Que brotam do meu coração...
Alívio para a alma que chora...
Lembrando de quando eu vim embora...
Enquanto a chuva mansa cai lá fora...
Do meu lado o cusco sentadito cochilando...
O cavalo deu uma olhada, mas continuou pastando...
O galo velho carijó se aprochegou cantando...
Quando a angústia o meu peito aperta...
Até os bichos entendem, e ficam alerta...
E o meu galo canta de goela aberta...
O cavalo chega mais perto e dá um relincho...
Me emociona o sentimento dos bichos...
Meu cusco com carinho late no capricho...
Vendo que seu dono está muito aflito...
Entendendo que dentro de mim há um conflito...
Mas de tudo o que eu acho mais bonito...
Mesmo nesta solidão aqui no meu cantinho...
Eu tenho amor parceria, atenção e carinho...
Meu Cavalo, cusco e o galo não me deixam sozinho...
A noite chega e cada um para o seu canto...
A noite é longa, e eles nunca verão o meu pranto...
Pela manhã uma festa que fazem quando me levanto...
E assim vou levando minha vida de gaudério...
De pago em pago não levando nada a sério...
Quando chegar o meu fim levarei segredos e mistérios...
E com certeza alguém me levará uma flor no cemitério.
ARTEANDO FOGO
MUROS COLORIDOS,
PREENCHIDOS COM ARTE:
REFLEXIVAS, DE COMBATE,
ILUSTRANDO A CIDADE.
GRAFITAR, SE ESGUEIRAR,
ARTEAR FOGO COM TINTA
NA POLUIÇÃO VISUAL
DA PAISAGEM PROPAGANDISTA.
Esclarecimento para os de fogo
eu sou água:
evaporo e sumo - ou me deixo ser guardada nalgum canto
escassa e exagerada, líquida e sólida, fria e quente
doo, a mim e em mim – seja por mudança ou presença, seja por transformação ou estagnação, seja por necessidade ou não.corro, escorro, caio: só paro se congelada – mas aí já é prisão.
Tal como água, só sirvo se limpa: que seja claro.
Odeio poeiras:
incertezas, inseguranças, indecisões, imprevisões, ins quaisquer que me trazem a confusão - que já tenho em mim e que só faz crescer com os outros.
EU SOU ÁGUA:
apago-te ou incendeias logo tudo de uma vez.
Quero muito mais do que o fogo ardente de uma paixão. Quero viver intensamente um amor verdadeiro, ao qual eu não tenha que anular minha vida e meu passado. Quero um amor que organize minha alma, que traga de volta a segurança de felicidade, que permaneça comigo. E mesmo quando eu não mais merecer, ele possa estar ao meu lado, me ajudando a me encontrar novamente... .
Você brincou com fogo
E depois caiu fora
Saiu da minha vida
O que que eu faço agora?
Menina, estou a ponto de enlouquecer
Fora do comum
Não posso te esquecer... ♪♪
Várzeas das saudades...
dizem que o fogo não tem dor
porque não sente o calor...
Mar azarado, matreiro ,vingativo
leva a saudade contigo escrita...
em poemas na areia da praia.
Procuro o sol nas noites escuras
perdidas e vazias...
donde os poemas tortos que componho
os deixo no chão das estradas do alento.!!
E o éter e o infinito,
se alimentavam com seus orgasmos...
A terra, o fogo, a água e o ar
eram apaixonados por ela.
O sol que uma vez e fez bem
Agora me queima como fogo
A noite que um dia me fez mal
Hoje , me parece muito mais atrativa
Do doce para o amargo
Do quente para o frio
De covarde a valente
Foi isso o que me tornei
No momento em que deixei
Meu demônio sair
Dias fogo outros gelo, doce outros amargo, alegre outros triste, ardentes outros suaves, vibrante outros calmos. Sou de fases como a lua.
Mateando ao pé do borralho, conto causos e anedotas.
E o fogo véio campeiro me aquenta o bico da bota.
E pra cantar ao Brasil inteiro venho do fundo da grota.
Eu
De dança
Cama
Livre
Leve
De risos
Solta
De relva
Mar
Pecado
Decote
De pernas
Coxas
De jogo
Fogo
Vivida
De tara
Cara
De boca
Atrevida...
Simples, mulher !
DE REPENTE
Como uma luz na escuridão
Você brilhou trazendo contigo
O fogo de uma paixão
DE REPENTE
Viestes cheia de ternura
Espalhando alegria e paz
Como um jardim florido
Encantando este pobre rapaz
DE REPENTE
Olhaste em meus olhos
E eu contemplei os teus
Estavas quase fugindo, tão tristes
Como se estivesses dizendo adeus
DE REPENTE
Parastes diante de mim
E eu ouvi sua voz marcante
Depois fostes embora
Mas mesmo assim ouvia o eco
De suas palavras deslumbrantes
DE REPENTE
Estavas longe, mas sua imagem estava comigo
Mas digo que desde quando a vi
Esperarei encontrar um refúgio
Bem juntinho de ti
ORIGINAL ESCRITO EM 01/12/1988
