Fiz de Mim o que Nao Soube

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Sou um homem de letras, nada mais. Não estou certo de ter pensado nada de original em minha vida. Sou um fazedor de sonhos.

Publicamos para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quer dizer, a gente publica um livro para livrar-se dele.

Ninguém é tão velho que não espere que depois de um dia não venha outro.

Não existe ninguém que não possa ensinar algo a alguém, e não existe ninguém tão excelente que não possa ser superado.

Não importa o que pensam de ti, mas o que tu és.

É possível impor silêncio ao sentimento; não é, porém, possível marcar-lhe limites.

É a alma e não o corpo que torna o casamento indissolúvel.

As equações não explodem.

Não tenhas pressa de fazer novos amigos, nem de abandonar aqueles que tens.

Nunca ninguém se torna mestre num domínio em que não conheceu a impotência, e, quem aceita esta ideia, saberá também que tal impotência não se encontra nem no começo nem antes do esforço empreendido, mas sim no seu centro.

Acreditar naquilo que é possível, não é fé, mas simples filosofia.

Os sábios não consideram que não errar é uma bênção. Eles acreditam antes que a grande virtude do homem reside em sua habilidade de corrigir seus erros e continuamente fazer de si próprio um homem novo.

Não é difícil ser infeliz; o difícil é ser feliz, o que não é razão para não se tentar.

O homem é o único animal que não aprende nada sem ser ensinado: não sabe falar, nem caminhar, nem comer, enfim, não sabe fazer nada no estado natural, a não ser chorar.

São precisos 60 anos e não 9 meses para fazer um homem.

Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro.

maravilha sem par
a televisão
só falta não falar

Não há crianças ilegítimas - só pais ilegítimos.

A prosperidade é apenas um instrumento para ser usado, não uma divindade para ser adorada.

Se um tanto de sonho é perigoso, não é menos sonho que há de curá-lo, e sim mais sonho, todo o sonho. É preciso conhecer totalmente os nossos sonhos, para não sofrermos mais com eles.

Marcel Proust
À sombra das moças em flor. In: À procura do tempo perdido, vol. 2 (1918).