Fiz de Mim o que Nao Soube
Já não creio
Não creio no nascer das horas
Pois já o tenho, não creio no eterno
Apagam logo o sol do rosto
Não creio no marchar das ladeiras repletas de sorrisos
Nem nos sonhos que a noite aprendeu a servir-me
Um troféu de beijos longos que os lábios não ergueram o infinito
Nas juras para despertar mas uma esperança
Não creio mas no acomodar do amanha que saneia
Todas magoas no olhar pois vos sós comparsa da mesma noite
Que aprendeu a servir-me todos sonhos com decoras de utopia,
Não me importa mas o fulgor do dia nem a negritude da noite,
Apresem logo a minha extinção
Mas para ti oh meu amor cá vai a minha carta
De lágrimas suturado no rosto de uma esperança
De olhos corados
Pois já não creio na eternidade utópica, nas noites cobertas
De algas brancas de astros sorridentes
Mas creio no vazio que não sento…
O Correto
O correto não é seguir as regras cmo a maioria das pessoas fazem; o correto é viver a vida loucamente se mentendo em aventuras tão alegres que quando formos mais velhos contaremos aos nossos filhos e netos e eles vão rir e falar "Que da hora".
O correto é transformar tristeza em bom humor e lágrimas em sorrisos, pois sorrindo podemos resolver os problemas com menos dor de cabeça ou estresse.
O correto é gritar foda-se para quem tenta te derrubar e sair dando gargalhadas como se algum palhaço tivesse feito uma de suas brincadeiras no circo.
O correto não é levar uma vida correta e muito "saudável"; o correto mesmo é dançar, fazer amigos novos e verdadeiros, beber de vez em quando, conhecer o mundo e as coisas que ele nos oferece. Assim podemos dizer com orgulho "eu já fiz" ou " eu já tentei".
Sim! O correto é ser louco sempre fazendo o bem para si mesmo e para os outros. Se sentir feliz e fazer os outros felizes. Sejamos livres!
Vida e morte
morte e vida
uma não existe sem a outra
outra não existe sem uma...
ninguém sai da vida senão pela morte
ninguém passa pela morte sem ter entrado na vida...
vida... e morte bem à frente
entrada saída
começo fim
dois lados da mesma viagem
luz e treva, e trevas
...na vida
somos entregues à morte continuamente
vida... e morte finalmente.
Eu queria casar mesmo é com a minha sogra. A carne assada que ela faz é imbatível. Ela não aceitou! Restou, então, a filha encalhada! Casei, claro! Queriam que eu perdesse a carne assada?
Justificar pássaro em gaiola, com o argumento de que fora dela o bichinho não tem como viver, é argumento absurdo de humanos que engaiolam pássaros só por dinheiro ou só por egoísmo.
Sou egoísta mesmo. Não gosto de te dividir com ninguém. Não te empresto, nem se quer por um dia. Não te vendo por preço nenhum sabe porque? Porque você me pertence. Me pertence de longe ou de perto, chorando ou sorrindo, feliz ou triste. E em qualquer circunstância você pertence somente a mim.
Ao contrário dos cenários, a vida não é de papel. Os cantos da vida não ressoam ensaiados, seus batuques não são ritmados, suas cores não brilham por sí só. A vida apenas é. Sem forma, cores desconhecidas mesclam-se o tempo todo diante de nossos olhos que enxergam distorcidamente e nossos pés que andam cambaleantes e muitas vezes sem rumo. Não sabemos quando se abrirão as cortinas, quando entrará a atriz e dançará os dançarinos. Não sabemos que música tocará. Se haverá aplausos. Mas estamos ali. Ás vezes assustados, com a cabeça entre as mãos, desejando que tudo termine. Ás vezes com um sorriso debochado, por alguma coisa ou outra, os olhos brilhando sob a pouca luz. Não se pode fugir da vida. Deve-se enfrenta-la. Temos o direito de teme-la. Mas nunca deixa-la sozinha. Devemos seguir com ela. Fortes ou não. Até que se fechem as cortinas.
