Finjo
Graças a Deus que estou doido...
Que se sabe da vida?...
Dizem que finjo ou minto...
Eu simplesmente sinto...
Tudo o que sonho ou passo...
Nem sentes...
O vento levará os meus mil cansaços...
Ainda correm lágrimas...
Na soledade pensativa...
Escondida...
Disfarçada em sorrisos...
Sei que nada me é pertencente...
E lá fora na estrada...
Pensando coisas profundas...
Compreendo que sou livre...
Livre ando de enganos...
Mas de olhos postos nas coisas, distraído...
Aberto por um vento muito brando...
Acolhendo sempre um pouco de mim mesmo...
Mistério maior é este
que liga a liberdade e o homem...
Acendendo a Deus este segredo...
Fazendo-me feliz eternamente...
Sandro Paschoal Nogueira
"" Apesar de não saber nada
finjo que sei tudo
ficando mudo
num mundo onde o prazer de falar
só não é maior que a vontade de comer...""
"" Não sou uma pessoa perfeita, mas não finjo gostar de alguém que não tenho afinidade, falsidade não é minha companheira....
Tem dias que finjo não fazer questão de sua companhia e seu encanto; só pra ver se você sente minha falta e vem ao meu encontro.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Não recito poemas sem vida nem finjo festa em meus receios para beirar seu coração tentando o resto não oferecido a mim;
Para conter as ansiedades procurando os seus perdidos, desvio toda atenção e uso da sua certeza decifrando os seus olhos;
Mas no seu esconder, mesmo sem querer você me apaga e eu continuo a te assistir no meu escuro;
Toda vez que finjo o meu momento seguro procuro um motivo para não te encarar nem falar só por falar;
Atravesso o seu futuro sem querer reviver um passado recente, mas sempre entro em sua vida;
Finjo que nunca me importei sem dar a mínima atenção, mas também sei que o retorno pertence aos fortes que nem sempre tem comparação;
Finjo que meu sorriso me acalma em momentos só que tanto preciso de um dialogo amigo que me tire dessa minha prisão;
Minha prisão não tem grades nem ninguém para me vigiar, em meu quarto tento escapar por onde não há saída;
E mais uma vez preciso de uma palavra amiga, mas tenho sono em minha ilusão quando não enxergo o lado de fora;
Para conter meus impulsos sigo por uma rota perigosa, mas perco a razão por tentar fugir da minha felicidade;
Eu finjo que sorrio para enganar a dor, finjo que estou alegre para distanciar as tristezas, finjo minhas vitórias para esquecer-se das derrotas;
Mas contudo isso não posso enganar o meu coração quando amo;
Não sou conhecedor de tudo nem muito menos o dono da verdade, mas também nunca finjo sentimentos para agradar ninguém;
Te mostro a minha capacidade nas atitudes e você finge que aceita... Me fala “Eu te amo”... Eu finjo que acredito... Simples assim;
Sei que era sempre o sempre de não conseguir te esquecer... Enlouqueço, finjo desse jeito tentando esconder que tanto sofro...
Então por que eu finjo tanto? Tento manchar as palavras que nunca foram ditas... Será que para forjar uma ilusão da felicidade? Ou para me ver viver o que não se pode ser vivido?
Entendo os meus ecos para compreender o meu ego
Aos poucos aprendo a erguer as minhas asas
E finjo não mais viver em um mundo tão mundano
A infelicidade insiste em me invadir
Mas não tenho fronteiras
Para viver o amor;
Sou presente em corações
Que motivam o bem
E algum resultado há de colhermos
Para então sermos felizes;
Adentro da mortalidade noturna é onde determino se fico triste ou finjo euforia para os meus expectadores
O que me restaram, foram luzes apagadas...
E sem sentidos nas vazias palavras...
Vagueio certamente e indeciso pelas margens dos meus sonhos, como de quem só quer amar;
