Finge
O Estado finge preocupação, parte assustadora do povo o acompanha, e as más réplicas de homens chutam as Mulheres para as estatísticas.
Enquanto o Estado ensaia discursos de preocupação — cheios de notas oficiais, campanhas sazonais e promessas que evaporam na próxima manchete —, uma parcela assustadora do povo aplaude, compartilha, relativiza e segue adiante como se indignação fosse apenas mais um filtro de rede social.
No meio desse teatro cívico, as nossas Mulheres vão sendo empurradas para as estatísticas.
Não como nomes, histórias ou ausências que rasgam famílias, mas como números gélidos que cabem melhor nos relatórios do que na consciência coletiva.
E o mais doloroso é que muitas dessas violências não nascem da força, mas da fragilidade disfarçada de poder.
São cometidas por más réplicas de homens — cópias mal-acabadas de uma ideia distorcida de masculinidade, que confundem respeito com medo, amor com posse, autoridade com controle.
“Homens” que não aprenderam que ser Homem nunca foi sobre dominar, mas sobre proteger sem oprimir, sobre existir sem esmagar.
Quando a sociedade normaliza piadas, minimiza agressões, culpa a vítima, silencia denúncias ou escolhe o conforto da neutralidade, ela ajuda a fabricar essas réplicas medonhas.
E cada silêncio cúmplice é um carimbo a mais na estatística.
Talvez o que mais falte não sejam leis, mas caráter coletivo.
Não sejam campanhas, mas coragem.
Coragem de educar meninos para que não tentem provar nada pela violência.
Coragem de não idolatrar bravatas.
Coragem de parar de fingir surpresa diante do previsível.
Porque enquanto a preocupação for performática e a indignação seletiva, as mulheres continuarão sendo reduzidas a pavorosos números — e a nossa humanidade, a uma mísera nota de rodapé.
Onde o Estado Paralelo atua, existe até pena de morte; onde o Estado finge atuar, não existe quase pena nenhuma.
O Reino de Deus não é para quem finge ser santo, mas para quem reconhece que precisa da graça.
Deus não se agrada de máscaras religiosas, de uma aparência que esconde um coração distante. Ele olha para dentro, onde ninguém vê, e procura humildade, arrependimento e sinceridade.
O olho que tudo vê é o primeiro a cegar-se quando a noite do homem finge não ter nome; mas a ferida do ciclope ecoa no abismo, pois o sangue do filho desperta a maré implacável de poseidon.
Reno Fioraso
O livre-arbítrio é a piada mais refinada do criador: ele te dá a corda e depois finge surpresa quando você decide se enforcar.
O narcisista confunde humilhação com verdade; finge que ofensas são conselhos e ainda exige gratidão.
O Tinhoso é um Gênio: sequestrou mentes a pretexto de liberdade, agora finge libertá-las para se safar do cativeiro.
Há ironias tão perfeitas que quase parecem obra do acaso.
O problema é que, quando se trata de poder, raramente o acaso é o único autor.
Talvez o mais sofisticado dos cativeiros seja aquele em que o prisioneiro acredita estar livre.
Não há grades, não há correntes, não há carcereiro à vista.
Há apenas ideias cuidadosamente plantadas, medos convenientemente alimentados e uma liberdade apresentada como escolha — desde que se escolha aquilo que já foi previamente permitido.
O Tinhoso entendeu isso muito bem.
Primeiro, sequestra as mentes em nome da liberdade.
Convence-as de que obedecer é emancipar-se, de que desconfiar é pensar, de que romper com tudo é necessariamente libertar-se.
Depois, quando percebe que o cativeiro se tornou evidente demais, muda o discurso: agora promete devolver aquilo que nunca deveria ter sido tomado.
Eis a esperteza: transformar a própria retirada em gesto de generosidade.
Mas liberdade não é aquilo que alguém concede após limitar nossas escolhas.
Liberdade também não é simplesmente trocar uma prisão por outra, nem aceitar como libertação qualquer porta que se abra.
Ser livre exige algo mais incômodo: recuperar a capacidade de pensar sem tutela, inclusive contra aqueles que dizem estar pensando por nós em nome da nossa própria liberdade.
Porque o verdadeiro perigo talvez não seja o Tinhoso possuir as chaves da cela.
É convencer o prisioneiro de que as chaves são dele.
O lençol tem formato de dúvida
o teto conta piada sem graça,
e o relógio finge que não tá vendo
eu tentando domar a preguiça.
O sol bate na janela
pedindo pra entrar sem convite
eu digo "já vai"
e volto pro travesseiro, que tem teu cheiro.
Hoje o plano é simples:
respirar fundo três vezes
e deixar o dia chegar
no tempo dele, mesmo sem você aqui.
(Saul Beleza)
1615
"Já que tem gente que não lembra ou que finge não lembrar ou que não se manca, eu repito (para ajudá-los a lembrar e para se mancarem). Aqui está: 'SE EU NÃO LHE PERGUNTAR, NÃO DIGA O QUE EU DEVO FAZER! Conseguem entender? E aceitar? Conseguem? Hum!"
2743 📜 Já que você finge não entender ou simplesmente não aceita, vou dizer de modo diferente. Aqui está: Não é que eu não goste do Frio e da Neve. É que 'apenas' prefiro o Verão e o Sol. Pronto, consegui?
Morro de saudades dos teus labios, seus olhos, sua voz, e sua palavra. enquanto você finge que eu não existo .
Engole a palavra, foge dos pensamentos, finge não sentir, chora por dentro calado, um famoso engole sapo, não dá opinião, se conforma com todos os NÃOS, assim morre as pessoas de pura insatisfação.
*** Finge-se ***
Tem momentos que reflito... Tem momentos que choro... Tem momentos que sinto falta...
Em todos os momentos algo do meu lado sentimental me cobra...
Cobra; saudade, cobra vontade, cobra desejo, cobra um momento a dois!
Tem momentos que não tem como fugir a regra de nossa essência, somos digeridos por uma necessidade de está na companhia de alguém que mude o ritmo de tudo, que tran
sforme um momento turvo em algo retilíneo..
Ai... Acaba que tentamos esconder uma realidade que está na cara... Finge-se não querer, não gostar, não ter, não buscar... Quando na verdade tudo que sempre está no nosso real motivo de sorrir, é estar ao lado de alguém especial! Às vezes temos... Está próximo, esta distante, esta nos sonhos, no pensamento, às vezes esta guardado...
O certo que a busca não cessa, não omite ao que o coração quer...
Você finge não pecar e o diabo finge não te aprisionar.
"Liberte-se de si mesmo primeiro e logo será totalmente liberto"
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