Finge
Hipocrisia é querer 'limpar' a casa do vizinho de outra fé, enquanto finge que a sujeira debaixo do seu tapete gospel é bênção.
Dizem que homem que chora não é homem de verdade, mas é mentira; o fraco finge que é de pedra e quebra por dentro, o de verdade chora, esvazia o peso do peito e volta pro jogo mais forte.
A vaidade finge que ostenta valor.
o conteúdo é ignorado.
A multidão aplaude a capa e
esquece quem escreveu as páginas.
Ser cúmplice é ser igual, é plantar sementes doentes, em um solo infértil.
O tempo finge esquecer o amor sob o pó dos anos, mas a memória é uma herança teimosa: basta um sopro de verdade para provar que a eternidade nunca esteve morta, apenas guardava o seu próprio amanhecer.
Reno Fioraso
Quando o homem finge que não vê tudo de ruim que acontece com os outros, ele vive bem no mundo egoísta da fantasia, mas qdo decide ser adulto e abrir os olhos, é onde a coisa pega. A decisão é difícil e individual... As causas gerarão efeitos, seja qual for a escolha.
Você me lê,
mas finge que não leu,
mesmo assim estou aqui,
esperando você curtir,
não eu, mas a vida,
com muita saúde!
Quando você finge ser o que não é pra agradar alguém, essa pessoa já significa algo pra você - e nem sabe que tá recebendo um você que não é verdadeiro.
Quem engana, primeiro se engana.
E quem se engana, nem percebe que tá caindo na própria mentira.
Ouvi dizer que o amor que o amor é cego também surdo, finge que não ouve, ele não escolhe a pessoa é nem tem dia e nem hora de chegar.!
Simplesmente acontece.!
Ora pois, é o amor que te escolhe.E quando isso acontecer não interrompa deixa entrar.Até sangrar a,alma.!
Ele te anestesia para não sentir dor.
O amor é aquele que te desperta quando você está adormecido se fingindo invisível e não querendo nem ver, ah, sim.!
Más ele te ajudará muito a conseguir o que te parecia impossível, a lutar , crescer e amadurecer.
Olha o amor mudará sua maneira de ser, crescer, o tornará mais sensível, mais humano e mesmo sentindo rejeição você será feliz, sempre sorrindo e qualquer que te conhece irá perceber, a diferença. Você se tornará mais humano e cheio de expectativas.
Mas o amor é oportunista, sim, egoísta, exclusivista sim, não divide.
Às vezes se mostra, faz tudo para chamar atenção te cortejado se faz mais belo a todos só para te conquistar, e você nem percebe, que isso é uma armadilha um alçapão.
Também é hábil ágil, e frágil te mostrará todas as façanhas, te ensinará a lutar, e não desistir....dele.
Sim nunca se cansara de ti. Pois ele é aquele que não conhece barreiras e nem fronteiras e mesmo estando longe se fará presente.
Estará aqui ou ali, aonde quer que você vá.
Permanecera presente.
Ele nunca mente, sempre lhe dirá a verdade.
O amor te conhecerá e lhe dirá coisas com o olhar.
Ele te entrega de braços abertos o mundo inteiro.!!
Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
AS DUAS PORTAS QUE TODO MUNDO FINGE QUE NÃO VIU.
Marcelo Caetano Monteiro.
Por que Jesus disse que o caminho certo é o mais vazio
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçosa é a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. Mateus VII, 13-14.
Essa é uma das frases mais incômodas do Evangelho. E um dos maiores divulgadores do Espiritismo no Brasil decidiu explicá-la sem véu místico.
1. Quem escreveu isso?
O autor do texto que você trouxe não é um comentarista qualquer. É Cairbar de Souza Schutel, o Bandeirante do Espiritismo, conhecido por propagar a Doutrina Espírita por meio de livros, do jornal O Clarim e da Revista Internacional de Espiritismo.
Cairbar de Souza Schutel foi um dos maiores vultos do Espiritismo brasileiro. Encarnado em 22 de Setembro de 1868 na cidade do Rio de Janeiro e desencarnado na cidade de Matão, Estado de São Paulo, no dia 30 de Janeiro de 1938.
O livro de onde sai o trecho, Parábolas e Ensinos de Jesus, é um clássico. Editada pela primeira vez em janeiro de 1928, esta obra continua despertando enorme interesse nos leitores que encontram o entendimento racional da interpretação das parábolas à luz da Doutrina Espírita.
2. O que Mateus realmente registrou.
O texto bíblico na tradução Almeida Revista e Atualizada diz:
Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida
A exegese tradicional explica: há duas portas, a larga e a estreita. Há dois caminhos, o espaçoso e o apertado. A porta larga é muito mais espaçosa e convidativa.
Cairbar não discorda da letra. Ele muda a chave de leitura.
3. A releitura de Cairbar: Evolução x Degradação
Para ele, Jesus não estava falando de um julgamento futuro, mas de uma lei de física espiritual funcionando agora:
Duas são as estradas que se apresentam aos homens: a da Evolução e a da Degradação. Também são duas as portas: a da Vida e a da Morte.
Quem caminha pela Evolução, passa forçosamente pela porta estreita. Quem desce pela Degradação, atravessa a porta larga para "viver na Morte".
E aqui vem o golpe mais original do texto: "Há vida na Vida e há vida na Morte!"
Na visão espírita, ninguém é aniquilado. Na vida da Terra há morte, porque tudo é perecível. Na Vida do Espaço, a vida venceu a Morte. Ou seja, você continua vivo nos dois lados, mas a qualidade da sua vida é completamente diferente. Uma é vida consciente, outra é vida de entorpecimento espiritual.
Por que poucos acertam a estreita? Cairbar é psicológico: "grande é o número dos que não querem acertar, pois ouviram dizer que ela é apertada." A gente desiste antes de tentar, por ouvir falar que dá trabalho.
A larga, ao contrário, é uma festa permanente. "É guarnecida de todos os atrativos, festejada com todas as músicas: nela os cinco sentidos humanos se fascinam, embriagam-se pelas sensações exteriores, aniquilando o Espírito que fala à consciência."
4. A fechadura da porta estreita: as 7 virtudes
Cairbar lista exatamente o que seria necessário para subir:
Prudência, Fortaleza, Temperança, Retidão, Fé, Esperança e Caridade.
Não é por acaso. Essa é a fórmula clássica da moral cristã, herdeira do estoicismo e de Aristóteles:
As virtudes teologais são a fé, a esperança e a caridade; as virtudes cardeais são a justiça, a temperança, a fortaleza e a prudência
Ou como define outra fonte: Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade; e Virtudes Cardeais: Prudência, Fortaleza, Justiça e Temperança. Cairbar troca Justiça por Retidão, mas mantém a estrutura.
O que ele acrescenta de genial é o método: "A Estrada do Progresso, por ser apertada, exige conhecimentos, reclama atenção, critério, raciocínio, para que não se decline para a direita ou para a esquerda." Não é sobre fé cega. É sobre lucidez. A porta estreita exige que você pense.
5. O cardápio da porta larga: os 8 vícios
Para a outra estrada, ele lista:
Soberba, Avareza, Luxúria, Ira, Ódio, Gula, Preguiça, Inveja.
São os sete pecados capitais, com um acréscimo muito espírita: o Ódio. Enquanto os vícios clássicos são excessos do eu, o ódio é a negação ativa do outro. É o veneno que fecha a porta por dentro.
Por isso, diz Cairbar, "larga é a porta e espaçosa é a estrada que conduz à perdição e muitos são os que por ela entram" não porque Deus queira, mas porque o mundo está cheio desses atrativos.
6. Por que isso importa em 2026.
O texto de 1928 parece ter sido escrito para o feed infinito. A estrada larga hoje tem algoritmo, entrega infinita de diversões, gozos efêmeros, sensações exteriores a cada swipe. Ela é espaçosa exatamente porque não pede nada de você.
A estrada estreita continua apertada porque pede o oposto: Prudência para não reagir no impulso, Fortaleza para sustentar uma escolha difícil, Temperança para não se embriagar de estímulos, Retidão para não negociar valores, e as três teologais, Fé, Esperança e Caridade, para lembrar que existe uma Vida além da vida da Terra.
Cairbar encerra como começou: "Entrai pela Porta Estreita porque é a que dá entrada à Vida Eterna." Não como prêmio futuro, mas como estado de consciência que já começa aqui.
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O Reino de Deus não é para quem finge ser santo, mas para quem reconhece que precisa da graça.
Deus não se agrada de máscaras religiosas, de uma aparência que esconde um coração distante. Ele olha para dentro, onde ninguém vê, e procura humildade, arrependimento e sinceridade.
O Estado finge preocupação, parte assustadora do povo o acompanha, e as más réplicas de homens chutam as Mulheres para as estatísticas.
Enquanto o Estado ensaia discursos de preocupação — cheios de notas oficiais, campanhas sazonais e promessas que evaporam na próxima manchete —, uma parcela assustadora do povo aplaude, compartilha, relativiza e segue adiante como se indignação fosse apenas mais um filtro de rede social.
No meio desse teatro cívico, as nossas Mulheres vão sendo empurradas para as estatísticas.
Não como nomes, histórias ou ausências que rasgam famílias, mas como números gélidos que cabem melhor nos relatórios do que na consciência coletiva.
E o mais doloroso é que muitas dessas violências não nascem da força, mas da fragilidade disfarçada de poder.
São cometidas por más réplicas de homens — cópias mal-acabadas de uma ideia distorcida de masculinidade, que confundem respeito com medo, amor com posse, autoridade com controle.
“Homens” que não aprenderam que ser Homem nunca foi sobre dominar, mas sobre proteger sem oprimir, sobre existir sem esmagar.
Quando a sociedade normaliza piadas, minimiza agressões, culpa a vítima, silencia denúncias ou escolhe o conforto da neutralidade, ela ajuda a fabricar essas réplicas medonhas.
E cada silêncio cúmplice é um carimbo a mais na estatística.
Talvez o que mais falte não sejam leis, mas caráter coletivo.
Não sejam campanhas, mas coragem.
Coragem de educar meninos para que não tentem provar nada pela violência.
Coragem de não idolatrar bravatas.
Coragem de parar de fingir surpresa diante do previsível.
Porque enquanto a preocupação for performática e a indignação seletiva, as mulheres continuarão sendo reduzidas a pavorosos números — e a nossa humanidade, a uma mísera nota de rodapé.
Onde o Estado Paralelo atua, existe até pena de morte; onde o Estado finge atuar, não existe quase pena nenhuma.
O Tinhoso é um Gênio: sequestrou mentes a pretexto de liberdade, agora finge libertá-las para se safar do cativeiro.
Há ironias tão perfeitas que quase parecem obra do acaso.
O problema é que, quando se trata de poder, raramente o acaso é o único autor.
Talvez o mais sofisticado dos cativeiros seja aquele em que o prisioneiro acredita estar livre.
Não há grades, não há correntes, não há carcereiro à vista.
Há apenas ideias cuidadosamente plantadas, medos convenientemente alimentados e uma liberdade apresentada como escolha — desde que se escolha aquilo que já foi previamente permitido.
O Tinhoso entendeu isso muito bem.
Primeiro, sequestra as mentes em nome da liberdade.
Convence-as de que obedecer é emancipar-se, de que desconfiar é pensar, de que romper com tudo é necessariamente libertar-se.
Depois, quando percebe que o cativeiro se tornou evidente demais, muda o discurso: agora promete devolver aquilo que nunca deveria ter sido tomado.
Eis a esperteza: transformar a própria retirada em gesto de generosidade.
Mas liberdade não é aquilo que alguém concede após limitar nossas escolhas.
Liberdade também não é simplesmente trocar uma prisão por outra, nem aceitar como libertação qualquer porta que se abra.
Ser livre exige algo mais incômodo: recuperar a capacidade de pensar sem tutela, inclusive contra aqueles que dizem estar pensando por nós em nome da nossa própria liberdade.
Porque o verdadeiro perigo talvez não seja o Tinhoso possuir as chaves da cela.
É convencer o prisioneiro de que as chaves são dele.
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