Fim

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Para todo fim, um recomeço.

Eu aprendi o seguinte: se um relacionamento chega ao fim, não existe erro de um em detrimento do outro. Ambos estão errados. Um por criar expectativas sobre o que o outro poderia fazer, e o outro por querer compreensão sobre aquilo que não pode oferecer.

Ele não era triste, nem vazio
Apenas aprendeu a andar sozinho
Naquele fim de tarde,
Contemplava a ordem e o caos
Leu, releu e transleu
Reescrevia as mensagens das cores,
Na engenharia de dons, ele pintava as flores
Criou um pasto com estrelas
E formou um céu tão pequeno,
Que só cabia uma Lua.

Beijo eterno

Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!
Fora, repouse em paz
Dormida em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa, -
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!
De arrebol a arrebol,
Vão-se os dias sem conto! E as noites, como os dias,
Sem conto vão-se, cálidas ou frias!
Rutile o sol
Esplêndido e abrasador!
No alto as estrelas coruscantes,
Tauxiando os largos céus, brilhem como diamantes!
Brilhe aqui dentro o amor!
Suceda a treva à luz!
Vele a noite de crepe a curva do horizonte;
Em véus de opala a madrugada aponte
Nos céus azuis,
E Vênus, como uma flor,
Brilhe, a sorrir, do ocaso à porta,
Brilhe à porta do Oriente! A treva e a luz – que importa?
Só nos importa o amor!
Raive o sol no Verão!
Venha o Outono! do Inverno os frígidos vapores
Toldem o céu! das aves e das flores
Venha a estação!
Que nos importa o esplendor
Da primavera, e o firmamento
Limpo, e o sol cintilante, e a neve, e a chuva, e o vento?
Beijemo-nos, amor!
Beijemo-nos! que o mar
Nossos beijos ouvindo, em pasmo a voz levante!
E cante o sol! a ave desperte e cante!
Cante o luar,
Cheio de um novo fulgor!
Cante a amplidão! cante a floresta!
E a natureza toda, em delirante festa,
Cante, cante este amor!
Rasgue-se, à noite, o véu
Das neblinas, e o vento inquira o monte e o vale:
“Quem canta assim?” E uma áurea estrela fale
Do alto do céu
Ao mar, presa de pavor:
“Que agitação estranha é aquela?”
E o mar adoce a voz, e à curiosa estrela
Responda que é o amor!
E a ave, ao sol da manhã,
Também,. a asa vibrando, à estrela que palpita
Responda, ao vê-la desmaiada e aflita:
“Que beijo, irmã!
Pudesses ver com que ardor
Eles se beijam loucamente!”
E inveje-nos a estrela... e apague o olhar dormente,
Morta, morta de amor!...
Diz tua boca: “Vem!”
“Inda mais!”, diz a minha, a soluçar... Exclama
Todo o meu corpo que o teu corpo chama:
“Morde também!”
Ai! morde! que doce é a dor
Que me entra as carnes, e as tortura!
Beija mais! Morde mais! Que eu morra de ventura,
Morto por teu amor!
Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo!
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para minha vida,
Só para o meu amor!

Jurei te amar eternamente, mas como não sou eterno, juro te amar até o fim da minha vida, Porque o fim da minha vida será ao seu lado!

No fim você será trocado...Seja por um corpo mais bonito, por alguém mais inteligente, mais cultuo, mais comunicativo, mais experiente...No fim todo o amor, carinho e atenção que você deu serão esquecidos e trocados por pura necessidade dos “hormônios” de tocarem um novo corpo.

Mas é bom ver que apesar de todas as tristezas, decepções e choros sem fim, a gente continua de pé com um sorriso no rosto. Por que a vida é isso, cair pra aprender a levantar mais forte.

Nada é em vão, pra tudo existe uma causa, efeito e saída.
Pra todo fim sempre um recomeço.

Sempre quem sofre no fim é quem ficou feliz no começo.

Quando a Energia Vai Embora


O fim de tudo começa quando a energia se vai.
Sem ela, não há vitalidade, não há impulso, não há motivação para nada.
Tudo perde o sentido.
Tudo perde a graça.
A comida não tem mais sabor, o que antes era prazer vira obrigação.
E, de repente, tudo se confunde com preguiça aos olhos de quem vê de fora.


Nada parece bom o suficiente para valer o esforço.
Tomar banho vira uma batalha silenciosa.
Escolher uma roupa, passar um hidratante, parecem tarefas gigantes.
Abrir a geladeira e sentir que nada combina com nada.
Olhar para as panelas e perceber que você já nem sabe o que fazer com elas.


A cama se torna refúgio e prisão.
Levantar é difícil.
E quando consegue, encara o espelho e não se reconhece.
Olha ao redor e tudo parece um reflexo distorcido da sua própria realidade.
O acúmulo grita: coisas empilhadas, objetos esquecidos, poeira que reflete o que está dentro de você.


E então percebe:
Você acumula mais do que coisas.
Acumula o que não te faz bem.
Acumula a bagunça que não é só física, mas emocional.


E o pior é não ter energia para remover nada disso, nem do ambiente, nem da alma.


É como assistir sua vida de fora, trancada dentro de um corpo que não acompanha o mundo.
Querendo mudar tudo, mas sem força sequer para começar.

O a⁠mor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim.

Nunca comece uma briga, mas sempre vá até o fim

Na adolescência tudo parece o fim do mundo, mais é apenas o começo.

No começo, acreditamos avançar para a luz; depois, fatigados por uma marcha sem fim, deixamo-nos afundar: a terra, cada vez menos firme, não nos suporta mais: abre-se. Em vão perseguiríamos um fim ensolarado, as trevas se dilatam ao redor e dentro de nós. Nenhuma luz para iluminar-nos em nossa submersão: o abismo nos chama e nós o escutamos. Acima ainda permanece tudo o que queríamos ser, tudo o que não teve o poder de elevar-nos mais alto. E, outrora apaixonados pelos cumes, depois decepcionados por eles, acabamos por venerar nossa queda, apressamo-nos a cumpri-la, instrumentos de uma execução estranha, fascinados pela ilusão de tocar os confins das trevas, as fronteiras de nosso destino. Uma vez o medo do vazio transformado em volúpia, que sorte evoluir no lado oposto do sol! Infinito às avessas, êxtase ante as rachaduras do ser e aspiração de uma auréola negra, o Vazio é um sonho invertido no qual nos dissipamos.

Sabe aquela sensação de dever cumprido, de sede saciada, de sonho realizado, do fim da história, do ponto final? Tive a oportunidade de sentir tudo isso num único dia, mas até chegar nesse tal dia, foi doloroso e difícil. Houve críticas, repúdios, votos de desistência e truques cruéis para que minha queda fosse definitiva. Absorvi a benevolência dos fatos e ignorei as facas travestidas de conselhos e um cuidar fingido. A face da verdade sempre esteve pronta para que socassem até eu aprender todas as coisas que eu jamais deveria fazer e ser. Detesto os troféus que vêm sem saber o que de fato fiz, porque, é necessário se sentir útil para a família, a comunidade e os amigos de infância, creio, talvez, que essa seja minha busca. Que caia gotas de chuva para lavar minha alma e assumo o meu cansaço de tentar e definitivamente, desejo partir nesse exato momento, nesta única satisfação real, pois, descobrir o que é ser feliz sem depender de ninguém, apenas de mim e das circunstâncias que mesmo criei.

Quase perdi.
Mais aprendi que não devemos por fim a uma "vida",
por conta de uma "dor" mal resolvida.
Nada pode ser maior do que nossa capacidade de continuar a amar.
Mais...cada vez mais amar.

"Tudo o que voce fizer,no fim, terá sido feito pra sí mesmo"

Triste Fim

Olha só, eu realmente não imaginava que isso ia acontecer dessa forma.
Pensei que, como eu sou uma pessoa sincera, tudo acabaria também sinceramente.
E tudo aconteceu duma forma idiotinha.
Simplesmente ninguém ligou pra ninguém.
Aliás, você não me deu satisfação. E eu não dei sinal de vida porque cansei de bancar a otária ligando pra você.
Bom, acabar nossa "história" dessa forma foge dos meus princípios, mas tudo nesse tempo fugiu dos meus princípios.
Que triste! E eu que nunca imaginei que iria prestar um papel desses! Aceitando uma brincadeirinha idiota com um garoto que só queria se divertir! Mas divertir é algo tão bonito, todos procuram isso; mas eu falo aqui de se divertir sem se importar com os sentimentos dos outros.
Olha só garoto, você passou quase um ano perturbando a cabeça de alguém. E fez isso da pior forma possível. Mas eu estava apaixonada!
Pobre idiota que fui!
Tudo bem. Agora está tudo bem. Não estou escrevendo isso aqui pra bancar a vítima não. Apenas estou transmitindo o que estou sentindo no momento.
Saiba que eu levei você a sério. E isso é o que mais me dói!
Bom, como disse antes, não gostaria que terminasse desse jeito, mas se formos analisar direito isso nunca começou.
Eu só faço um último pedido a você:
Não faça isso com mais ninguém!
Se toque! Você é um simples mortal como todos os outros. Então não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você!
Adeus.

Não precisamos realizar grandes obras a fim de mostrarmos um grande amor por Deus e pelo próximo. É a intensidade do amor que colocamos em nossos gestos que os torna algo especial para Deus e para os homens.

Passei a vida evitando pequenos acidentes, para perceber que o fim é sempre o grande desastre.