Filosofia Jurídica
Chuva
Chuva que alaga minha casa, meu olhos e aumenta meus devaneios de solidão.
Por mais nociva que pode ser para mim, sinto como se fosse o universo debulhando em lágrimas comigo.
SUA"SUMA"
Tu és como fina bruma
Perspicácia que é só uma
Quando a vida está lubuna
Com alegria tudo arruma
Teu dom aplaina e apruma
Simples é a tua "suma"
Grande mestre Suassuna.
Filosoficamente a minha vida é o lugar aonde plantei e colhi o alimento para o meu corpo e minha alma.
É por esses caminhos por onde eu passei que colhi e colho os meus conhecimentos, mesmo em meio às dificuldades, mesmo diante dos equívocos, das dúvidas, das tempestades, do medo, do inevitável. E poxa! Olhando para trás não é que deu tudo certo!
Hoje Continuo então a caminhar pela vida, um pouco mais consciente dos meus propósitos, enfrentando ainda algumas dificuldades, mas diferente de ontem, hoje as vejo como instrumentos de aprendizagem que vão ampliando minha visão para além do entendimento da vida humana.
Obrigado então vida pela minha vida!
Descartes enfatizou: “Penso, logo existo.”
Se ignorar o que penso, ignoro que existo e se viver na ignorância, serei vazio de existência.
O conhecer me angustia, pois o saber em demasia é tormento, mas a ignorância ecoa como algozes em meus pensamentos.
Sabe aquele desejo de estar em outro lugar?
É o mesmo de outrem, cansado de lá estar.
Nossa natureza nos traz essa dor:
presos no ciclo de querer
e no tédio de pertencer.
A brevidade dos dias são como os orvalhos em folhas ao resplandecer da aurora, se formam e logo evaporam.
Os ponteiros são alados e mesmo que calados voam alto de forma tal que não podemos alcançar.
Ele não para, não volta e não pula fases, só existe agora. Não se preocupe com o que não pode controlar.
A verdade é que ninguém tá bem genuinamente, só se ocupa de mais afim de não perceber a dimensão da própria ignorância.
Mas sim, eu sigo buscando a quietude da mente frente ao saber, até porquê, o simples fato de viver não vem com manual de instruções.
Conversas Paralelas
Sabe o que os ouvidos disseram aos olhos?
— Me enxerga!
Os olhos, sem hesitar, responderam:
— Então me escute.
O nariz, cheio de inspiração, interveio:
— Respire!
Era previsível, vindo dele. O que mais diria?
Tanta aspiração...
A boca, não querendo ficar de fora, exclamou:
— Me use.
Mas com uma ressalva:
— Apenas quando necessário.
Foi aí que o debate se intensificou.
O cérebro e o coração,
sentindo-se à margem,
entraram na conversa.
O coração murmurou à mente:
— Sinta com a mente.
E a mente, sem se abalar, devolveu:
— Pense com o coração.
Enquanto isso, os órgãos genitais refletiram:
— Sou autônomo.
E os pés, fugindo da confusão, saíram correndo.
No meio desse caos,
Carlos Drummond apareceu,
sussurrando sua conhecida sentença:
— No meio do caminho havia uma pedra.
A voz, sábia e serena, advertiu:
— Não tropece teus pés nas pedras.
E tudo recomeçou,
agora com um elemento a mais:
a voz, silenciosa, quase imperceptível,
só audível com atenção.
Ah, e com o terceiro olho,
aquele que vê o que os outros não alcançam.
É difícil para as pessoas descolarem o sentido da educação para além de uma produção seletiva de conhecimentos impostos e repetidos depois de assimilados, sem uma função prática clara para tal.
