Filho dentro do Ventre
Ainda que uma mãe venha a esquecer o seu próprio filho que gerou no ventre, Deus jamais esquecerás de ti.
Interpreto a felicidade dessa forma...
Felicidade é como um filho que a gente
carrega no ventre ... Ao passo que nos
cuidamos , cuidamos também dele...
Cativamos coisas boas só pra ele sentir o
bem que nos proporciona também...
Fechamos os olhos para a magoa só pra
não passar a dor pra ele também... E assim
caminhamos na vida... Juntando coisas
boas para compartilhar sorrisos ... Os dias
vão passando... Os meses vão passando... E
tudo só vai acrescentando mais ... O amor
vai ficando tão grande que ja não cabe
mais só no coração , nem na barriguinha
da gente , daí chega a hora tão esperada ,
a FELICIDADE nasce , e é bem assim mesmo
que a gente senti , como se algo muito
puro e superior a qualquer outro
sentimento nascesse da gente , e somente
Deus pode medir e calcular o tamanho de
tanta felicidade nascendo da gente !
Ser feliz nada mais é que , subtrair as
tristezas e multiplicar as alegrias , deixar
sempre o que é bom, os momentos bons
ganharem destaque na sua vida para que
assim a tristeza passe rápido e
despercebida , sorrir é sempre o melhor
remédio pra tudo , e mesmo que o sorriso
seja tímido e meio choroso ele ainda
carrega vestígios de felicidade , e graças a
Deus felicidade é algo contagiante e todo
mundo gosta !
Mãe..
Um filho você carrega no ventre nove meses...
Não, não, um filho só nove meses?
apenas nove meses...não..
mas um coração para o resto da vida...
..
Alegra-te, mãe, pois do teu ventre veio um filho justo, apesar de ser pecador. O pecado pertence à terra, mas a justiça vem do céu.
“Mãe tem o ventre que não cicatriza e o coração que não despeja, para que o filho sempre seja seu inquilino.“
Quando Jonas estava no ventre do peixe, ele clamou ao Senhor, e foi ouvido. Quando o filho pródigo perdeu tudo, lembrou-se de seu pai e encontrou misericórdia. Não espere o momento de desespero para buscar a Deus. Faça d'Ele a sua prioridade, e não apenas uma opção.
“Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto.” (Isaías 55:6)
O ventre de uma mãe é feito de ternura e o filho que este ventre carrega é rodeado de conforto, proteção, intimidade. Ninguém em vida foi mais íntima de Jesus do que Maria.
Encontrei uma
venezuelana
em diáspora
com uma filha
na mão e um
filho no ventre,
Vi nos olhos
dela uma fé
em Deus que
é o Senhor
do futuro
que a todos
nós pertence,
E uma tremenda
vontade de lutar.
Mulher da Pátria
do General que
ainda se encontra
injustamente preso.
Encontrei nesta
venezuelana
a notícia
de outros irmãos
da Pátria dela,
E a preocupação
que a vida
venha para
todos se ajeitar.
Mulher da Pátria
que uma tropa
ainda se encontra
injustamente presa.
Encontrei nesta
venezuelana
a bondade
perene,
a esperança
inabalável
e a fraternidade
compartilhada
que nem o tempo,
as dificuldades
e a tirania não
conseguiram tombar.
Mulher da Pátria
que homens
e mulheres estão
injustamente presos.
em nome de
um rumo melhor.
Encontrei nesta
venezuelana
os que como
ela estão
em diáspora,
E que podem
ser considerados
presos porque
foram obrigados
a partir contra
os seus arbítrios,
Uma verdade
que ninguém
pode questionar.
Gênese Poética
Cada poema de um escritor é como um filho que foi gestado com carinho em seu sagrado ventre poético. Às vezes, o processo de gestação é demorado, outras vezes não. Quase sempre o parto é natural e sem nenhuma dor. No instante do nascimento, se cria um vínculo emocional eterno entre o poema e o seu autor. Vínculo este que nem o tempo desfaz. Depois de parir, a escolha do nome é um dos momentos mais emocionantes, seguido do registro em seu nome. Como toda mãe zelosa, um escritor não admite que toque em seus filhos. Se quiser arrumar briga com ele, pelas próximas dez encarnações, basta tocar em um fio de cabelo do seu filho. Então, não tente tomar para si um poema dele.
Relatos de uma mãe, que do seu ventre para ele deu vida.
E triste ao pó da terra lhe devolve.
Ninguém lhe amou como eu amei
Sonhou como eu sonhei
Nunca lhe sorriram como eu sorri
Nem cuidaram como eu cuidei
E perdoaram como eu perdoei
Não choraram com sua partida
como eu chorei.
Amor, sonhos, felicidade, carinho e perdão lhe dei.
E com ele para terra se vão.
O anúncio a chegada:
Um céu pintado de azul
O meu eu e o tu
O amor e amada
Em um ventre a morada
E logo verá lindo céu
Fará da vida um papel
Pintando seu lindo destino
Será um Homem o menino
É um menino, é Samuel.
ENTREMENTES
Entre
Ventre
Semente
Amamente
Amavelmente
Carente
Nem sente
Que é gente
Na mente
Inocente
Intransigente
Paciente
Não mente
Vida exigente
Dependente
Vivente
Comovente
Vertente
Exageradamente
Incondicionalmente
Só sente
Amar eternamente
Mulher "simplesmente"!
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
A Alma Imoral: o ventre da transgressão sagrada
Há dentro de cada ser humano uma centelha que jamais se ajoelha. Um incêndio suave, quase inaudível, mas queima por inteiro os véus do hábito. É a alma. E ela não é dócil. Nunca foi. A alma é a guardiã de uma fidelidade anterior à obediência, anterior à moral aprendida — uma fidelidade à própria vida, em sua urgência de ser viva.
O corpo busca permanência. A alma, travessia. O corpo se acomoda à tradição como quem repousa em um leito estreito, feito por mãos alheias. A alma, por sua vez, acorda no meio da noite, ofegante, desejando mundos que ainda não foram ditos. Ela sabe que há leis que matam o espírito em nome da aparência, e há transgressões que salvam a essência daquilo que chamamos divino.
Ela é chamada de imoral — mas só por aqueles que confundem moral com medo, virtude com imobilidade. A alma não se curva diante do que está cristalizado. Ela se curva diante do que pulsa, do que ama, do que ainda tem sangue nas veias.
Há uma sabedoria feroz em sua desobediência. Quando ela rompe, não é por desdém, é por fidelidade ao que é essencial. Ela rompe para que a tradição não apodreça em seu próprio vitral. Para que a herança não se transforme em cárcere. Para que a fé não se transforme em idolatria da forma.
A alma tem sede de inteireza. Mas não da inteireza que se encaixa, e sim daquela que se reinventa. Por isso, ela abandona o espelho — porque sabe que o reflexo não é realidade, é convenção. E convenção, para ela, é só a moldura de um retrato sem vida.
Ela se recusa a ser um eco. Quer ser gênese.
Ela se recusa a seguir por lealdade cega. Quer escavar o caminho com as próprias mãos, sangrando, se preciso for, mas em verdade.
E assim, escandalosamente viva, a alma imoral atravessa séculos, escrituras, liturgias. Beija o abismo com confiança, abraça a contradição como quem reencontra um irmão perdido. Porque ela sabe: onde há contradição, há criação. Onde há ruptura, há nascimento.
A alma imoral é, no fundo, a parte de Deus que em nós não aceita ser domesticada. É o divino selvagem. O sagrado que diz não — para poder dizer sim com inteireza. É o ventre da mudança, é o exílio da conformidade, é o lugar onde a verdade deixa de ser mandamento e se torna presença.
Não há futuro possível sem essa alma. Não há tradição que sobreviva sem a coragem de sua traição. E não há fé que mereça ser vivida, se não for atravessada por esse fogo lúcido — que arde, rompe e liberta.
Porque a alma, quando imoral, não se perde: ela regressa ao início, onde tudo era ainda promessa.
A vida existe dentro e fora do ventre, mas é o primeiro choro que inaugura o crescimento e a evolução.
