Ficção
Para que serve uma vida de planejamentos se o futuro não existe?? Viver o hoje é sair da ficção do futuro.
A realidade e a ficção
A realidade me assombra, prefiro viver de ficção onde eu posso sonhar e ir além.
A realidade é cruel, a ficção tem gosto de mel.
Numa ficção, imagino uma árvore com folhas de menta, sobre um chão de cristal.
Numa ficção, imagino a brisa em forma de furacão. Mas não é um furacão simples, ele se faz em forma de balas.
Numa ficção, um monte a desabar, se transforma em marshmallow para pular.
Na ficção, meu mundo encantado existe. Eu posso me jogar de um penhasco, sabendo que quando eu estiver prestes a desmontar no chão, minhas asas se abrirão e eu voarei.
Numa ficção, a vida não tem fim. E lá, viverei do impossível.
Numa ficção, meus sonhos são reais. Não preciso me preocupar com horário, e não preciso temer andar nas ruas. No meu mundo, existem guardas de cristal ao meu redor.
Minha ficção baseia-se em sonhos... Sonhos e sonhos! Oh, doce sonho. Quão belo és tu. Desejo não acordar.
Como nos filmes de ficção, nós também possuímos escudos protetores que é a oração e uma arma poderosa que fulmina o próximo que são os nossos pensamentos
SOMENTE NA FICÇÃO É QUE VIVEMOS A ILUSÃO DO MAL TERMINAR MAL POR TER PRATICADO TANTO MAL.
RENÉ SANFERR
Eu sou aquele ser que existe!
Sou real, sem ficção.
Não aceito pessoas turistas
Meu mundo é restrito à visitação
Na sociedade burguesa reina a ficção jurídica de que todo ser humano, como comprador, tem um conhecimento enciclopédico das mercadorias.
A ficção e a imaginação
trás o sorriso que você ainda não sorriu.
É aquela segunda chance
que a vida não te permitiu
O que podemos dizer , ficção com realidade, o que podemos saber o que dizer , nada saberemos ao menos dizer, então ficamos assim com a tristeza sem saber o que dizer!
Minha vida é uma história que se eu te contar, provavelmente você não acreditará; parece uma ficção. É, esse sou eu.
MORTO POR UM ABORTO
(Esta poema é produto de uma ficção que traz à tona o veemente repudio do próprio feto, contra UM CRIME CHAMADO ABORTO.)
Mãe! Eu consigo e você comigo,
Poderíamos viver juntos por muito tempo
Se não fosse esse seu inescrupuloso intento,
Prestes a decretar minha não-vinda.
Esse intento que desenfeita a beleza feminina
De dois corpos num só.
Que desvenda o mal que você apronta,
Ao ilustrar na tela do desrespeito à vida
Ao apresentar a aparição dos contras
E o desenrolar da eliminação dos prós.
Mãe! Eu que queria ser o fruto de sua existência.
A rósea flor da sua façanha,
Regada com o choro da criança que viria,
Sou, no entanto, um botão pisoteado num canto.
SOU UMA CRIATURA sendo abatida, sem clemência.
SOU UM SER sendo assassinado nas entranhas,
Sob os mandos e desmandos
Da frieza, da perversidade, da covardia.
Mãe, como é pecaminoso esse seu delito!
Emolduras um quadro com falso desenho.
Colas um cartaz com rasurados manuscritos,
Ocultando, no ventre, a falência de seu juízo,
Ao agredir-me, às escondidas, com golpes doloridos,
Certificando-se, assim, que não mais tenho
O vigor que possuí outrora.
O calor materno daquela ocasião...
Nos minutos daquelas horas.
Mãe, eu me perco na escuridão desse desafeto
E, pouco a pouco, desfalecendo,
Sou um feto doado à dor e à agonia.
...Me remexo, me enfraqueço.
Desfaço-me nesse embaraço
Que tanto me judia.
Que me tinge com o corante da violência.
Que me queima com o fogo do sofrimento,
Levando-me a saborear
A ceia das conseqüências,
Como o mais recomendável dos alimentos.
Mulher!
Você é simplesmente mulher, adiante,
Porém, jamais pura ou sublime.
Você não é mais digna
Da minha admiração que se finda,
Ao ser impiedosamente detonada, explodida,
Pela exterminadora sem-vergonhice do seu crime.
Você, pra mim, vale menos que uma moeda,
Pois a gestante que se preza não pratica isso:
Não ignora a semente de sua vida,
Pondo-lhe um maltratante sumiço.
Mulher, conclui-se o seu insensato desejo!
Sei que, prematuramente, sairei.
Que sua barriga logo... logo eu a deixarei,
Para entre os seres vivos não permanecer.
Para não dar e nem receber
Sequer um... um único beijo.
Agora, mulher!
Agora... agora tudo está para ser desfeito.
Se o arrependimento a fizer voltar atrás,
Não será possível dar um jeito,
Porque já é tarde demais.
Porque eu já presencio a morte
Vindo ao meu encalço, ao meu encontro,
E, daqui a alguns segundos,
Ela fará com que eu esteja morto.
Morto por sua conduta contrária.
Morto por seu aborto.
Por essa injustiça cruel e voluntária,
Que me traz o ponto final
De um total desconforto.
Adeus,
Mulher que não quis dar-me ao mundo.
Adeus,
Mulher que não quis ser a minha mãe.
Adeus...
É o meu irremediável fim... ADEUS!
Tua ficção, minha realidade
Ultimamente tenho me visto reconsiderar... Entre a satisfação do que aprendo, das pessoas e lugares que conheço, do romance que hoje vivo: entre tudo isso um livro, a clarividência de que estou vivendo um filme. A frase que me iniciaria é "baseado em fatos reais". Sim, porque se fosse possível descrever a forma como tudo tem sido, muito eu teria de obscurecer do meu telespectador: não por poder entediá-lo com a minha vida, mas sim com a dele própria.
saudade
Eu tinha saudade
E tudo parecia ficção
Então veio a idade
E transformou em emoção
Não havia liberdade
E parecia uma prisão
E com muita vontade
Abri meu coração
Cheio de gentileza
O amor entro em ação
Pude ver tanta beleza
que a minha fortaleza se rachou
E com um toque ela se desmanchou
Era tanta maldade
Que houve uma explosão
E num piscar de olhos...
Várias casas caiam ao chão
Em um estalar de dedos
Minha expressão mudou
Para tristeza
E toda a pureza acabou.
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