Fernando Pessoa Mudanca
Eu sei que sozinho não posso consertar o mundo, mas posso ser aquela pessoa que sai por aí tentando.
Se a gente soubesse a diferencia que fazemos na vida de uma pessoa, a gente já começava o dia dizendo: você já conseguiu, já deu tudo certo!
Se você for daquele tipo de pessoa que posta jatinho na internet, com certeza a sua fila de amigos será bem longa.
Nunca subestime uma pessoa que no poço, morrendo afogado, chorou tanto que às lágrimas, fizeram chegar ao topo.
"Às vezes a pessoa aguenta o peso de uma relação falida em segredo só para não virar assunto na boca dos outros."
Eu não me apaixonei apenas por quem você é hoje. Eu também me apeguei à pessoa que eu ainda enxergava em você.
Perder a confiança na única pessoa em quem se acreditou não é um rompimento comum. É um luto sem funeral, sem flores, sem testemunhas. Algo morre em silêncio e continua andando dentro de você por dias, às vezes anos. Não é a pessoa que se perde primeiro. É o chão. É a linguagem secreta que existia entre dois corpos. É a ideia de abrigo.
Há uma violência específica nisso: descobrir que o lugar onde você descansava também sabia ferir. Não por descuido, mas por escolha. A confiança, quando cai, não faz barulho. Ela se desfaz como vidro moído no peito. Tudo continua igual por fora. O mundo segue. Mas por dentro algo se reorganiza em estado de alerta permanente. O coração aprende uma nova gramática: amar sem fechar os olhos nunca mais.
O mais cruel não é a quebra. É o depois. É perceber que você ainda ama alguém que já não existe do mesmo jeito. Que a pessoa segue ali, com o mesmo rosto, a mesma voz, os mesmos gestos, mas o pacto invisível foi rompido. E pactos invisíveis, quando quebrados, não se refazem. Podem até ser substituídos por acordos mais frios, mais técnicos, mais seguros. Mas jamais por inocência.
Esse luto não pede vingança. Pede digestão. É um luto adulto, sem espetáculo. Você não chora alto. Você afina. Fica mais silencioso, mais seletivo, mais atento. Aprende que confiança não se concede, se constrói em camadas. Aprende também que quem te traiu não levou apenas algo de você. Levou uma versão tua que não volta mais. E talvez isso seja o que mais dói.
Anaïs Nin diria que crescer dói porque exige abandonar fantasias íntimas. Eu acrescento: perder a confiança em quem era casa é perceber que até os lares podem ruir por dentro antes de cair por fora. E ainda assim, seguimos. Não por força. Por lucidez. Porque viver sem confiar em ninguém é impossível, mas confiar como antes seria uma forma elegante de se abandonar.
No fim, não resta ódio. Resta uma espécie de luto lúcido, quase nobre. A tristeza de quem amou com coragem e pagou o preço. A dignidade de quem não se fecha, mas passa a escolher melhor onde pousa o coração. Porque confiar de novo não é repetir. É reaprender. E isso, apesar de tudo, ainda é uma forma de esperança.
"Ninguém te odeia mais do que aquela pessoa que sabe que você não acredita no fingimento dela…"
— By - Marcélio
Poema - Namorados
Feliz Dia dos Namorados
Pra quem tem do lado
Uma pessoa companheira
Uma pessoa parceira
Quem ama cuida
Quem ama muda
Amar é conquistar
Amar é respeitar
Unir duas pessoas em uma só
Na fase boa ou na pior.
Dia 12 de junho
Estamos juntos
Estamos aqui
O que Deus unir
Nada pode separar
E assim vai continuar
Hoje, amor
Te entrego um buquê de flores
E uma aliança de compromisso
Unir as almas é o mais preciso.
A PESSOA POR TRÁS DAS PALAVRAS
Talvez você nunca tenha percebido...
mas tudo o que escrevo acaba falando um pouco sobre mim.
Eu sou assim.
Reparo no que quase ninguém percebe.
Guardo palavras, olhares, silêncios, horários e pequenos gestos.
Transformo momentos em lembranças
e lembranças em versos.
Eu gosto do que tem significado escondido.
Um lírio pode ser mais do que uma flor.
4:47 pode ser mais do que uma hora.
Marte pode ser mais do que um planeta.
O escuro pode revelar mais do que a luz.
E o mar pode, quem sabe, aprender um nome.
Eu gosto de transformar coisas comuns em segredos.
Talvez essa seja uma das características mais bonitas —
e também mais perigosas — em mim: eu sinto os detalhes.
Tenho dentro de mim uma espécie de universo particular,
onde sentimentos ganham nomes,
perfumes ganham sabores,
pessoas viram constelações
e momentos pequenos demais para serem explicados
se tornam enormes dentro de uma página.
No fundo, acho que escrevo para não deixar certas coisas morrerem.
Para guardar aquilo que talvez o tempo tente apagar.
E se um dia alguém quiser realmente me conhecer,
talvez não precise me fazer tantas perguntas.
Talvez só precise ler aquilo que escrevi.
Porque entre um verso e outro,
entre o mar e Marte,
entre a maresia e o silêncio,
existe uma versão minha que quase ninguém conhece.
Uma versão que sente profundamente.
Que observa demais.
Que guarda demais.
Que ama as pequenas coisas.
Que encontra significado onde outros enxergam apenas acaso.
E talvez exista uma coisa que eu nunca tenha dito
com todas as letras.
Então vou dizer agora:
Eu te desafio a me amar.
Não pelo que eu sou.
Não pelo que você imagina que eu seja.
Não pelas palavras bonitas que escrevo.
Mas pelo que você sente quando está comigo.
Porque talvez seja aí que eu realmente esteja.
Não nos versos.
Não nas metáforas.
Não nas páginas.
Mas naquela sensação que fica quando estamos perto,
naquilo que você não consegue explicar,
mas também não consegue ignorar.
E se algum dia você conseguir descobrir quem sou
por trás de tudo aquilo que escrevo...
talvez entenda.
Eu não transformo qualquer coisa em poesia.
Quando algo — ou alguém — realmente importa...
eu não simplesmente passo por isso.
Eu transformo em poesia.
Na Mesma Sintonia
Gostoso é quando você quer alguém
e descobre que essa pessoa também quer você —
e, para sua surpresa,
quer ainda mais do que você imaginava.
É quando aquele olhar que você achava ser apenas seu
carrega, do outro lado, a mesma vontade.
Quando o silêncio deixa de ser dúvida
e passa a ser uma conversa que os dois entendem.
Porque existe algo irresistível
em perceber que o desejo não nasceu sozinho.
Que enquanto você pensava nela,
ela também pensava em você.
Enquanto você imaginava,
ela também desejava.
E enquanto você tentava esconder o querer,
ela talvez estivesse fazendo exatamente o mesmo.
Quando o querer é recíproco,
a conexão ganha outra intensidade.
O que era possibilidade vira certeza,
o que era desejo vira encontro,
e aquilo que parecia perigoso demais para sentir
se torna irresistível justamente porque é sentido pelos dois.
Talvez seja isso que torne tudo tão gostoso:
não é apenas querer alguém.
É descobrir que, em algum lugar entre dois olhares,
dois desejos se encontraram
e nenhum dos dois quer mais fingir que não percebeu.
Dolce Peccato!
Sabe aquela pessoa
que a gente só encontra nos livros,
que aparece nos filmes
e que, por alguns segundos,
faz a gente acreditar
que certas pessoas simplesmente não existem?
Pois bem...
você existe.
E talvez seja justamente isso
que mais me desconcerta.
Porque não é sobre perfeição.
Eu não acredito em perfeição.
Também não acho que você tenha vindo
de outro planeta,
embora, às vezes,
seja difícil acreditar
que alguém como você
possa caminhar pelo mesmo mundo que eu.
É sobre ser incomum.
Sobre ter alguma coisa
que eu ainda não sei explicar,
mas que meus olhos reconhecem
antes mesmo que meu coração consiga entender.
Você é sem igual.
E, sabe...
eu acredito que você é o meu número,
meu tipo,
aquela combinação improvável
que a vida parece esconder
até o dia em que, de repente,
coloca diante dos nossos olhos.
E então a gente olha
e pensa:
“Era você?”
Ah, Dolce Peccato...
Você é aquele tipo de mulher
que muitos desejam.
Mas talvez desejem errado.
Porque alguns vão olhar para o teu corpo
e parar exatamente ali.
Eu não.
Eu quero saber da tua alma.
Quero conhecer teus silêncios,
entender teus medos,
descobrir aquilo que você esconde
quando sorri para o mundo
e finge que está tudo bem.
Quero saber o que te faz rir
até esquecer da hora,
o que te faz perder o sono,
quais sonhos você guarda
e nunca contou para ninguém.
Porque o teu corpo pode chamar atenção,
mas é a tua essência
que me prende.
E talvez seja isso
que me assuste.
Porque desejar alguém
é fácil.
Difícil é sentir vontade
de conhecer cada parte invisível
que existe dentro dela.
E eu sinto.
Sinto vontade de ficar
quando o mundo inteiro
talvez queira apenas passar.
Sinto vontade de te proteger
não porque você seja frágil,
mas porque até as pessoas fortes
merecem, às vezes,
ter alguém ao lado
quando o mundo pesa demais.
Se eu pudesse te proteger do mundo inteiro,
eu me colocaria em sua frente.
Seria o teu escudo humano.
Não para impedir o mundo de chegar até você,
mas para lembrar que,
se algum dia ele tentar te derrubar,
você não precisará enfrentar tudo sozinha.
Porque eu estaria ali.
E talvez você nem saiba
o quanto isso significa para mim.
Talvez você nunca perceba
que, em meio a tantas pessoas
que poderiam simplesmente passar pela minha vida,
você fez morada
sem sequer pedir licença.
E é estranho...
Porque eu não sei exatamente
quando aconteceu.
Só sei que, em algum momento,
você deixou de ser
apenas alguém que eu admirava
e se tornou
aquela pessoa que eu procuro
mesmo quando não estou procurando ninguém.
Dolce Peccato...
talvez você seja mesmo um pecado.
Mas não daqueles que a gente se arrepende.
Você é o tipo de pecado
que a gente guarda em segredo,
protege entre os pensamentos,
sorri quando lembra
e, no fundo,
agradece por ter cometido.
Porque existem pessoas
que a gente conhece.
Existem pessoas
que a gente deseja.
E existem aquelas raríssimas
que a gente sente.
Você...
eu sinto.
Afirmo que qualquer pessoa consegue ingressar numa carreira acadêmica, mas numa academia militar não se pode afirmar.
