Ferida Aberta
Para algumas inverdades vividas, sempre terá uma ferida aberta por ela nunca um dia ter sido tratada.
Por ela nunca ter conhecido verdades que poderiam curá-la e resgatá-la de toda DOR que a mentira se encarregou de trazer.
Crescer doí!
Como doí perceber as nossas limitações.
A ferida aberta!
Porém, está dor é inerente aos caminhos de crescimento pessoal e está arraigada ao processo de amadurecimento.
Sinta a plenitude ser e deixe de apenas existir!
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"Carpe diem, quam minimum credula postero".
- Horácio Flaco (65 a.C.- 8 a.C.)
[Aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã]
Muitas vezes é melhor ter uma ferida aberta na pele, do que sentir esta fagulha de dor emanada do coração para a alma.
Escolher viver com uma ferida aberta a vida inteira não te dá o direito de julgar quem possui uma cicatriz.
Já vivi isso
Num instante relembrei
Ferida aberta
Que maltrata
Penso que o vento levou
Triste engano
Sentimento cruel
Quero apagar
Você entende
Lê minha alma
Sente minhas dores
Chora comigo
Leva contigo
Minha dor
Faz o ninho
Deixa nascer
São filhotes
Sem maldade
Coração sincero
Alma pura
Um dia te fará mal
Trará alegrias
Também dor
Vida que segue
Vida que machuca
Não fale de seus sentimentos a qualquer pessoa! Lembre-se que ferida aberta, é chamariz de bactérias!
AMUADO
Divagando em sua agrura
Uma alogia o desperta:
Sua imensa ferida aberta
Não dá sinais de cura.
Sua bêbada amaritude
Desgasta já intrépida
O pouco de sua sanidade:
Sua vontade está impedida,
O que o tornou anafrodita
E estando bem amuado
Seu ser não apetecível
Mostra o quanto grita
Seu coração humilhado:
"O amor é um desgosto irrisível.
FERIDA ABERTA
A quem tentas enganar quando se veste de santa,
o brado rouco da garganta quando clamas o divino.
Não confio em te nem dormindo, pois eis louca,
tua língua afiada, maldosa estremece em tua boca.
Tentas enganar a todos, usando pele de cordeiro,
impiedosa, ataca sorrateiramente, com maldade.
Gargalha com a desgraça alheia, eis falsidade,
finge bondade e engana a todos o tempo inteiro.
Provei um dia de teu veneno em minha pele,
e em meu corpo cicatrizes ainda permanecem.
Feridas que em meu ser continuam frias e fétidas.
Ainda trago as podres feridas em meu corpo,
que de tempos em tempos arrebentam, abrem.
Supurando o mau cheiro de tuas maldades.
"Naturalmente remoemos a dor no processo de uma ferida aberta. Essa é a parte mais dolorosa, mas necessária para o processo de cura e libertação do que não deve permanecer em nossos corações."
Quando o passado regressa ao presente e nos fere a alma... Como lidar com uma ferida aberta que não fechou durante anos e que teima agora, passado tanto tempo, em doer? Chorei anos a fio e tentei sarar a mágoa. Depois decidi deixar de pensar sobre isso e sobrevivi. Hoje, regressa... as lágrimas escorregam-me pelo rosto numa emoção descontrolada. Também choro, assumo. E hoje honro a minha vulnerabilidade testemunhando (aqui) que ela existe.
A dor torna-se necessária. Sem ela não seria possível valorizar a alegria e as vitórias alcançadas. A dor faz crescer. É a dor que nos conduz à evolução e ao crescimento, de uma forma que outros sentimentos não o fazem. Hoje abraço-a. Ela precisa de mim.
Estou aqui.
'não não.. queria tanto... isso retrata a minha ferida aberta q nem as chagas do Senhor...'
Não sei... é algo que não se apaga... se arrasta que nem cobra peçonhenta e sempre consegue envenenar o meu eu que tranquilo sonhava com a paz. É um vazio que nem o breu da noite, que nem o vacuo do espaço... não se sabe se é real e nem se existe razão ou motivo para torna-lo tão forte... sinto somente o calejar da vida...
...e é tão lento o seu soar tão como o triste da vida, que já na primeira pancada tem o som de repetida...
...não sinta pena de mim nesse momento... pois produtivo se torna quando todas as cores parecem azuis, os sentimentos gris e os perfumes tão amadeirados. Queria poder rolar pela vida como as pedras de um rio que de tão forte a correnteza, param em qualquer lugar que não se sabe direito onde é... pode ser o mar, mas, pode ser somente um afluente pequeno e sem força, a força que existe em mim e que todos tanto comentam e exaltam, na verdade o é puro fingimento, onde procuro esconder as angustias e sufocar a frieza das horas inquietas.
A cabeça parece uma bomba-relógio, querendo ser eu qualquer suicida desvairado que da ponte sente o frescor da brisa e o corpo à queda livre sente o vento percorrer a pele fazendo-me senti-la viva...
tão viva a pele quase morta que cobre os musculos atrofiados pela inercia e recordo-me de quando o ventre habitava e tudo era sereno e tranquilo... ao menos para mim... pois o mundo desde já rejeitava-me sendo feto e depois homem
tudo se repete nessa vida amarga e a dor que conheço bem, parece sempre nova, pois, descubro nela a minha ignorância intelectual em não conseguir dominar ela que tanto me assombra nas noites febris
tudo é vão
Não é nada
é só uma dor
Que não passa...
Vai doendo, magoando...
Uma ferida aberta por dentro,
que nao me deixa respirar...
Guardo dentro de mim,
bem no fundo,
esta dor muda,
que me põe fora de mim...
Não é nada...
é só uma dor que não passa,
uma ferida que não se fecha,
um mal, para o qual não há cura,
não é nada além dessas coisas,
ligadas às dores passadas.
Não é nada, é só a solidão,
fazendo morada em um coração,
vazio e cansado,
sempre machucado
Não é nada, eu garanto,
é só desilusão, desencanto,
fazendo rolar o pranto,
encharcando a alma,
errante, errada, desvairada,
Não é nada, não se preocupe,
é só um pesadelo sem fim,
que tomou conta de mim.
Não é nada,
só quero ficar só.
Longe de tudo e de todos,
que possam de alguma forma,
me fazer algum mal...
(Quero pensar na vida,
e refletir sobre este
momento)
Respeite o meu silêncio.
