Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Se eu me perder,
Tua graça vai me guiar,
Se eu fraquejar,
Tua voz vai me levantar.
Não há distância que impeça
o Teu amor de chegar,
Quando um coração inteiro
decide Te amar.
Então queime em mim
essafome de Te encontrar,
Até que tudo em mim
seja só Te buscar.

Toda noite eu acordo
Te procurando
Não te encontrei
Vou clamando
Eu sei que vou Te encontrar
Eu sei que vou Te encontrar.

Meu coração diz
Vou buscar até me cansar
Vou Te chamar até ver Tua face

Não importa se eu morrer
Só quero Te ver
Como Moisés na fenda da Rocha
Como João diante da Tua glória
Se eu cair como morto
Se eu cair como morto
Sei que Tu vai me ressuscitar!

Um mergulho sem volta


Amar você
não foi um começo…
foi um mergulho sem volta,
onde eu me perdi e,
ainda assim,
nunca quis me encontrar.


O teu olhar me abriga,
mas também me desmonta
— porque quando você
me atravessa por dentro,
eu deixo de ser inteiro
em qualquer lugar que não seja você.


Você foi um acaso bonito demais
pra alguém como eu suportar.
Desde que chegou,
carrego teu nome em silêncio…
e esse amor cresce tanto
que às vezes dói
— não por falta,
mas por não caber dentro de mim.


E quando você não está…
o mundo continua,
mas nada em mim acompanha.
Porque a minha felicidade
aprendeu a depender do teu riso,
do teu jeito,
da tua presença.


Se amar é liberdade,
por que eu me sinto preso a você?


Talvez porque, no fundo…
eu nunca tenha querido ser livre


— só teu.

“Amar em Silêncio”


Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.


O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.


Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.


Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.

E se um dia me perguntarem o que vi em você, eu não falaria de beleza ou coincidência.
Diria apenas que, entre tantas pessoas passando pela vida,
meu coração teve a estranha
certeza de parar exatamente aí.

Se eu não tenho você,
falta alguma coisa em mim.
Como uma canção sem melodia,
como o céu tentando amanhecer sem luz.
Porque certas pessoas a gente não carrega nos braços… carrega na alma.

E por isso, onde eu for,
levo você comigo.
Não em fotografias
ou lembranças passageiras,
mas nesse lugar silencioso do peito
onde mora aquilo que a gente tem medo de perder.

Sim, eu não gosto de você...


Sim, eu não gosto de você. Não gosto do jeito que o seu sorriso invade os meus pensamentos, nem da forma como o seu nome aparece em silêncio dentro de mim. Tentei convencer meu coração de que tudo isso era passageiro, mas ele sempre encontra um motivo para voltar até você.


Sim, eu gosto muito de você. Gosto do brilho que você leva aos meus dias, da paz que existe na sua presença e da esperança que nasce quando imagino um futuro ao seu lado. Mesmo quando a distância insiste em falar mais alto, o meu sentimento continua escolhendo você.


Talvez eu diga que não gosto de você apenas para esconder o quanto gosto. Porque amar, às vezes, assusta; mas esquecer você seria impossível. No fim, a única verdade que o meu coração conhece é esta: entre todas as pessoas que passaram pela minha vida, foi você quem encontrou um lugar onde ninguém mais conseguiu chegar.

A Reforma


Eu já tinha fechado as portas
E deixado as janelas do coração
Não esperava mais ninguém chegar
Depois de tantas marcas e decepções


Meu coração tinha algumas rachaduras
E a esperança já não morava aqui
Eu aprendi a viver com os cômodos vazios
Até você aparecer diante de mim


Você não chegou derrubando tudo
Nem tentando mudar quem eu sou
Foi entrando devagar, com cuidado
E consertando o que a vida quebrou


Você mexeu no meu alicerce
E trouxe paz pra onde havia dor
Trocou o silêncio por conversa
E fez morada onde faltava amor


Começou a reforma em mim
Sem pressa, sem medo de ficar
Você viu tudo que estava quebrado
E mesmo assim decidiu morar
Começou a reforma em mim
Pintou de esperança o meu olhar
E onde eu só enxergava ruínas
Você conseguiu enxergar um lar


Meu telhado já não protegia
Das tempestades que eu enfrentei
Minha fé no amor estava tão fraca
Que por pouco eu não desisti de vez


Mas você chegou trazendo abrigo
Quando a chuva começou a cair
Segurou minha mão no meio do caos
E disse: “Eu não vou sair daqui”


Você consertou minhas janelas
Pra eu voltar a enxergar o amanhã
Abriu as portas que eu mantinha trancadas
E trouxe luz pra cada manhã


E aquela casa que eu temia mostrar
Você conheceu sem se assustar
Viu minhas paredes cheias de histórias
E escolheu ficar, escolheu cuidar


Começou a reforma em mim
Sem pressa, sem medo de ficar
Você viu tudo que estava quebrado
E mesmo assim decidiu morar
Começou a reforma em mim
Pintou de esperança o meu olhar
E onde eu só enxergava ruínas
Você conseguiu enxergar um lar


Hoje eu já não tenho medo da chuva
Nem das noites que podem chegar
Porque descobri que um coração ferido
Também pode aprender a amar


Você não apagou o meu passado
Só me ensinou a não viver nele
E cada marca que ficou na parede
Virou parte da nossa história juntos


Se algum dia alguma rachadura aparecer
E a tempestade tentar nos separar
A gente não precisa abandonar a casa
A gente senta e começa a reformar


Porque amar também é ter paciência
É escolher ficar quando é mais fácil partir
É cuidar dos detalhes esquecidos
E reconstruir quando algo ruir


Começa a reforma em nós
Sempre que alguma coisa se quebrar
Que nunca falte amor dentro dessa casa
Nem vontade de recomeçar
Começa a reforma em nós
Que o nosso coração seja o nosso lar
E se a vida mudar as paredes
Que o nosso amor saiba se adaptar


E se alguém perguntar o que aconteceu
Com aquela casa que eu tinha aqui
Eu vou sorrir e dizer baixinho:


“Ela estava quase em ruínas...
Até você chegar
E transformar tudo em lar.”

só postar quando fizer sentido pra mim

porque eu, porque não?

Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.

Então alguém apagou as placas da estrada.

Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.

Ele passou anos perguntando.

“Por que comigo?”

Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.

Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.

Então começou a reparar em outra coisa.

As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.

Nunca eram.

Porque a vida não perseguia ninguém.

Ela simplesmente não sabia mirar.

E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.

A pergunta começou a mudar.

Não era mais “por que eu?”

Era…

“Por que eu seria diferente?”

Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.

Não de um jeito triste.

De um jeito libertador.

Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.

As pessoas chamavam aquilo de azar.

Outras chamavam de destino.

Ele começou a chamar apenas de existência.

E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.

Não porque as perdas doíam menos.

Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.

Ela visitava.

Depois ia embora.

Assim como a felicidade.

Assim como o amor.

Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.

No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.

E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.

O vento nunca pergunta quem merece ser levado.

Ele apenas sopra.

E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.

Não como quem venceu.

Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.

Gatsby se virou para mim num movimento rígido:
— Eu não posso dizer nada nessa casa, meu caro.
— Ela tem uma voz indiscreta — observei. — Cheia de… — Hesitei.
— A voz dela é cheia de dinheiro — disse ele, de repente.
Era isso. Eu nunca tinha entendido antes. Era cheia de dinheiro, tal
era o charme inesgotável daquelas oscilações, era isso que tilintava
naquela voz, era essa a canção tocada pelos címbalos daquele timbre…
No alto de um palácio branco, a filha do rei, a garota de ouro…

"Porque eu quero misericórdia, e não o sacrifício (religiosidade); e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos." - Oséias 6:6


Assim como no passado, atualmente o verdadeiro significado da adoração e devoção a Cristo não é se guiar por dogmas ou convicções humanas, mas ser transformado pelo operar constante da graça (favor imerecido), que transforma o homem e o liberta de suas próprias mazelas existenciais.

A Guerra Que Eu Não Sabia Que Existia


Eu fui leigo sobre o machismo e o feminismo
por muito tempo.
Não por negar,
mas simplesmente por não saber.


Para mim, o feminismo era algo superficial,
uma palavra distante,
quase resumida à igualdade salarial,
ao direito de receber o mesmo
pelo mesmo trabalho.


Eu não enxergava o que existia por baixo das palavras.


Na minha cabeça,
homens eram homens,
mulheres eram mulheres,
e ambos simplesmente viviam.


Eu cresci acreditando que os dois caminhos eram normais.
Não havia guerra dentro de mim,
não havia bandeira,
não havia lado.


Eu não acordava pensando em machismo.
Não acordava pensando em feminismo.
Eu apenas acordava.


Minha socialização não parecia carregar ideologias.
Eu conversava, trabalhava, brincava, amava,
sem imaginar que determinados comportamentos
poderiam carregar séculos de história.


Nada parecia mudar meu comportamento.


Eu não pensava:
“isso é masculino”
ou
“isso é feminino”.


Eu simplesmente fazia.


E talvez essa tenha sido a minha maior ignorância:
acreditar que aquilo que parecia natural
era necessariamente neutro.


Eu não sabia que existiam guerras sociais
acontecendo enquanto eu vivia.


Guerras feitas de palavras,
de comportamentos,
de expectativas,
de culpas herdadas
e de feridas que eu sequer conhecia.


Eu caminhava no meio do campo de batalha
sem saber que havia uma batalha.


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"Eu não te amo, porque não te conheço"


(ANDRADE, 2026)

⁠Ah, meu amor não tem idade

Se eu pudesse te abraçar

Da felicidade

E para matar a saudade, agora

Quero do seu lado eternamente estar

Sentindo-o que és um nascer a toda hora.

Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.


Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.


É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.


Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.


Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?

Eu amei te ver
Não escondo o quanto gosto de você
Seu sorriso de alma gêmea criou raiz
Você é algo
Que há muito tempo eu não via
Igual o caiz para um barco
O amor se faz, te levando além
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar

Eu dobro os meus joelhos para te manter em pé, mesmo longe meu coração está perto, não perca a fé

"Preocupar-se com o que os outros pensam é um luxo que eu não posso pagar.
Até porque o banco não aceita a opinião do meu vizinho como forma de pagamento para as minhas dívidas."⁠

De que adianta eu postar minhas viagens nas redes sociais se eu ainda não estou dentro do seu coração que é o lugar que mais me importa?