Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
No doubt
Para quem quiser perder tempo em me ler ou escutar fique sabendo, sou como um sábio que faz como profissão explicar o impossível. Não duvides
O tempo da plena vitalidade
Parece pura besteira,
Mas o amanhã
Que irá surgir,
Pode automaticamente
Nos calar.
De janeiro a janeiro
Por muito tempo andei perdido
Pelos caminhos do mundo
Tudo aquilo, no final
Nem me parecia ser
de todo mal
E em resumo
Seria esquecido um dia
Bastaria
Permanecer calado
e ouvir o que o mundo fala
Qualquer tolo
Demonstra sabedoria
Quando se cala
Mas somente o silêncio
é algo que não vale à pena
ser esquecido
Enquanto se perde tempo
Vagando em vão
Em um mundo
Que também anda perdido
e repleto de perdição
Até que um dia
Se percebe
Que a melhor visão
Não se encontra nos olhos de ver
E existe algo bem melhor
e mais profundo
Uma Luz que nos afaga
Um carinho que vem no vento
Mas que muita gente não sente
E vaga perdida no mundo
Preciso descobrir
Urgentemente
Uma forma
De parar o tempo
Um modo
de fugir às normas
A que todo mundo
Claramente
Se acostuma
O tempo passa
Sopra o vento
E vai mudando
Lentamente
E não há nada
Que se faça
A não ser
Ir rumando junto
Junto àquilo
Que eu desejo
tanto descobrir
Como se faz
Para
Pará-lo
Parece que em certas tardes
O tempo passa
Um pouco mais devagar
Como se fosse
Uma tarde escolhida
Pra que a gente
Olhasse nuvens antes de chover
Contasse ondas do Mar
Imaginasse Estrelas distantes
Pensasse na vida
Conscientes
de que elas estão realmente lá
E depois olhasse
pras paredes que nos rodeiam
E, de alguma maneira
Tivesse em mente
Que por mais que se conte
Olhe e imagine
Aquilo que conhece
Algo vem e nos fala
Que se realmente quisermos
Pode ser que não seja tarde
e ainda pode acontecer
Que tudo aquilo
Que ontem parecia
Impossível e distante
de repente
Nos alcance
e nos toque
E faça
Que a sua mente troque
A maneira de ver
e de sentir
e de contar
e de querer
Aquilo que era impossível
e veja
Que talvez até nem seja
Pois, com certeza
Não é
A gente passa quase toda a vida
Cuidando das coisas que acredita
E medindo a passagem do tempo
Como se o passar do tempo
Aliado à nossa capacidade
de estar consciente dessa passagem
Nos trouxesse alguma vantagem
E fosse uma espécie de conquista
Esquecendo
Que conforme o tempo passa
Sem que nada se faça
Além de somente medí-lo
Sem crescer, evoluir e aproveitá-lo
simplesmente observando
Como passou depressa
Esse trem que corre lento
O mundo gira
O Universo se move
O relógio não pára
e o tempo passa
Não existe nenhum dinheiro
Que compre e que traga de volta
A vida que correu
Quase que inteira
Existência tão cara
Que a gente recebeu de graça.
Edson Ricardo Paiva
Por mais palavras
que a gente conheça
Por mais tempo a gente viva
Jamais haverá coisa nova
Com a mesma graça
Que aqueles simples voos de papel
Que jamais alcançaram grande altura
Mas traziam alegria tão pura
Que agora, ao lembrar
Eu os vejo pertinho do Céu
Portanto
Não importa
Quantos voos se voe
Nenhum deles se compara
e nem jamais haverá de comparar
E qualquer voo que tentar
Estará voando à toa.
Edson Ricardo Paiva
Existem muitas coisas
Que marcam a passagem do tempo
Outras mais a podem simbolizar
Uma torneira que goteja
Um ponteiro lento e constante
O movimento do Sol
Mudando a sombra de lugar
a todo instante
E assim a vida passa
Sem que a gente a veja
A fogueira se apaga
e a fumaça se dissipa
Chega outra sexta-feira
Acontece o ano inteiro
E quando você olha pros lados,
distraído
Esse ano já tornou-se
Ano Passado
Os bons momentos que você recorda
São tempos idos
dias distantes
Cada dia que a gente recebe
sem perceber
Se dissipa
Qual fumaça da fogueira
A gente viveu cada momento
Minutos que passaram lentos
Numa vida galopante
Você foi seguindo
O tropel da cavalgada
Até que um dia se dá conta
Que o movimento lento e constante
dessa viagem
Teve sempre o mesmo sentido
E esse sentido é pra frente
Agora você tem
O tempo que não chegou
E o momento presente
Mas não existe no mundo
Estrada
Que possa te levar
novamente àqueles lugares
a vida sempre pode ser vivida
Mas não pode jamais
Ser revivida ou melhorada
Faça o seu melhor agora
Amanhã
Poderá não te restar
Mais nada
Edson Ricardo Paiva
Uma centelha de vida
Surgiu, brilhou, voou
Escapuliu
Aquele tempo passou
e ninguém viu
Nem Percebeu
O tempo é um relógio
Quebrado e parado
Todas as coisas impossíveis
Apenas assim as são
Até que se tornem possíveis
O colorido que se apagou
Não mais poderá
Eternizar-se assim
Não se pode enganar o tempo
Aquela centelha de vida
Que surgiu
de onde ninguém sabia
Que viria
Voou, brilhou
Salvou o dia
Escute a melodia
Que vem do outro lado do espelho
E a tudo desmonta
Pra que as coisas possam
Eternamente e pra sempre
Remontar-se novamente
Num sonho
e é lá
Que a gente se encontra.
Edson Ricardo Paiva
Nada na vida
muda tanto a gente
quanto as coisas
que a gente sente
Enquanto o tempo passa
Lenta e velozmente
A gente aprende
Com as mentiras
Que o tempo conta
E o tempo
Conta mentiras sem monta
Meu Deus, como o tempo mente
Sem se importar
Com a tristeza que a gente sente
Dizem
que não se pode aferir
Pois a emoção
é algo abstrato,
Coisa que não se mede
Porém, Também mente
e mente estratosfericamente
Quem diz que os sentimentos
são inatingíveis quantitativamente
Nunca mais eu pude
me expressar tão bem
como no tempo de criança
Quando eu podia
ignorar as regras
"Mãe, eu gosto de você até no céu
e meu é maior que o mundo"
Todo mundo morria de rir
enquanto eu vivia chorando
mas me vinha
aquela ideia
de vez em quando:
Quando crescer, serei poeta
e quanto melhor
eu souber escrever
menos eu vou usar
a forma correta
criaram tanta regra pra gente
me impedindo de ser feliz, realmente
Três toneladas de felicidade
dez quilômetros de alegria
quinhentos graus de entusiasmo
Setenta libras de amizade
porém, veio a justa forma
E transformou
tudo em marasmo
desisti de ser poeta
Tentando usar a forma correta
Pra falar sobre o que sentia
E enquanto tempo
Eu perdia e perdia
os anos me consumiam
enquanto os dias eu contava
os sentimentos me transformavam
nada muda tanto a gente
Quanto aquilo
Que a gente
Não sente.
Edson Ricardo Paiva
Se o tempo passou
Jamais corra atrás
Outro tempo a vida traz
Faça dele tempo de paz
Ria bastante,
Ame a tudo constantemente
E tente ser consequente
Pois, mais importante que o tempo
Sempre será
Aquilo que do tempo a gente faz
Deixa o vento soprar no teu rosto
e sinta o gosto da amora
Colhida na hora e no pé
Pois há dias
Em que a vida é areia quente
Queimando no chão
Do teu peito deserto
Juntando tristeza e alegrias
Amores
Que deram certo ou não
de uma forma ou de outra
Todos se vão
Alguém vai ficar sozinho
Saiba
Que nem tudo na vida
A gente tem
Às vezes
Não temos nada ou ninguém
Faça dívidas
Tenha dúvidas
de vez em quando
Vire a mesa
Nesta vida, só existe uma certeza
O fim da vida um dia vem.
Edson Ricardo Paiva
O tempo corre tão depressa
Que a gente nem mesmo percebe
Que nessa vida
a gente esteve sempre
Procurando um lugar pra ficar
E pouco importava
Se o lugar estava certo
Portanto
Qualquer lugar que fosse perto
do mais inóspito deserto
era sempre um lugar ideal
E a gente, simplesmente
não aceitava qualquer teoria
Que dissesse
Que existia lugar melhor
ou igual
Esteja onde estiver
A gente quase nunca
Está onde quer
mas é sempre importante dizer
Que os melhores lugares
Nem sempre estão perto dos Mares
Ou sob um lindo luar
O melhor lugar deste mundo
Sempre será aquele
No qual a gente quer permanecer
No primeiro segundo em que chega lá
Este lugar pode estar
No êxtase de uma oração,
Envolto pela melodia
de uma canção desconhecida
ou então; diante de um olhar
tanto faz, desde que seja ali
Qualquer lugar é lugar
e nenhum lugar nunca será
um lugar qualquer
Pois aquele pra sempre será
O lugar onde a gente quer estar
Edson Ricardo Paiva.
Uma folha de papel
Que se perdeu no tempo
Que talvez, pode ser
Nela houvesse uma frase bonita
Algo que se desconhece
E que nunca vai saber
O que é que estava escrito
Uma bolha de sabão
Que o vento leva
Passou bem pertinho das mãos
Passarinho que voou
Esse mundo não possui grades, nem paredes
Que sejam fortes o suficiente
de maneira a manter eternamente nada
Nem distante
E nem perto da gente
De certa forma, alguém em algum lugar
Conhece e sabe
A quantidade de alegria
Que queríamos viver
No decorrer do dia a dia
E não nos cabe
Alguma coisa não dá certo
É sempre assim
Algo foge ao controle
Talvez seja
Porque o mundo dá voltas
As águas do Oceano
Constantemente se revoltam
Areia de Mar
Ar de deserto
Por certo, nunca os saberemos
Não temos como saber
e nem sabê-las
E assim a noite se vai
Levando consigo lembranças
de antigos amigos
O brilhar das Estrelas
Coisas tolas
Vontades quase que nulas
Grades
Sem força bastante
E no instante seguinte
Está distante
O que andou bem diante dos olhos
E que sempre foi igual
Parece ser igual
de uma maneira diferente
A vontade da gente
Nem sempre é uma verdade
Nem tampouco
Vontade da vida.
Edson Ricardo Paiva.
Enquanto isso vou pensando
nos caminhos onde andei
Perdido no tempo e no espaço
Gente
Respirando fumaça
E realmente achando graça
Penso e me perco
Parcas esperanças
Mais fracas
Conforme o tempo passa
E ele passa
E nesse espaço de tempo
Disfarço e me desfaço
Penso em quantas partidas
A vida
Essa viagem só de ida
Bagagem
Mensagens de adeus
despedidas
Em quantos partiram
Sem um último olhar
ou abraço
Em quantos vem chegando
Sem saber
e nem querer saber
Vivendo sem pensar
Simplesmente por viver
E um dia partir
Como tantos
Que se foi deixando
Ficar por esse caminho
Tão curto e tão distante
Confuso, inconstante, alegre e triste
Agora parece
Que a mente se ilumina
Porém
Quando olha pra cima
Percebe que ninguém percebe
Que o Sol não mais ilumina
da mesma maneira que antes
E a quantidade de luz que se recebe
Não faz tanta diferença
Quanto no tempo
Em que se vivia e nem pensava
E achava distante demais
Tudo aquilo que hoje
A bem da verdade
Tanto faz...
Edson Ricardo Paiva
A vida passa depressa
Isso é fato
Mas, apesar de parecer
O montante do tempo
Que se vive
Está longe de ser importante
Pois
Aquilo que realmente
prepondera nesta vida
Se mede
Pela quantidade
de sedes saciadas
e sonhos
realizados ou não
pelos quais a gente lutou
E não se esqueçam
da qualidade
das risadas verdadeiras
O importante na vida
Não é o número de janeiros
e nem de primaveras
Conta muito mais
A qualidade das verdades
Que ouvimos e que dizemos
E, das coisas que acumulamos
Que fiquem pra sempre guardadas
Somente as amizades
E que a gente possa viver
Pelo menos um amor
Que tenha sido verdadeiro
Quanto aos demais;
Que evaporem
Não há de importar em nada
A quantidade de dinheiros
ou lágrimas choradas
Se acaso forem fingidas
Portanto
Faça o melhor que puder,
Não viva uma vida qualquer
Alicerçada em ponteiros
Há dias
Em que aquela chuva
Que se toma com alegria
Chega a ser bem mais concreta
Que a fortuna mais bem arquitetada
Pois esta, sem amor
Não vale nada
E saiba sempre
Que se houver
somente um pedaço de pão
Pra dividir com quem
Esteja disposta a viver pela gente
Você vai ser feliz
Cumprir todas as promessas
e sentir, sim
Muita pressa
Pois a vida é curta
e passa bem depressa
Edson Ricardo Paiva.
