Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
A neblina brinda a Gurucaia
e a minha poesia brinca
ligeirinho o tempo todo
com você que de longe percebi
que não parou de pensar em mim:
Você quer estar comigo aqui,
eu quero sobretudo estar em ti
e fixarmos morada sem nós
onde só o amor será a única foz.
O Caburé-Miudinho
observa o tempo,
Versejo com carinho
para ser absoluta
no teu destino
e para que seja comigo
docemente atrevido.
A Borboleta Seda-Azul
do Céu do meu Sul
se deixou iluminar pelo Sol,
E você querendo
o tempo todo saber
como chegar perto
e me ofertar o seu
borboletário vivaz e poético.
Piavuçu cruzando
a queda d'água,
A poesia remando
no tempo,
Poetisa de remanso
que pelo amor vive
o tempo todo esperando.
Saci-Pererê correndo
solto e veloz na mata
assim é o tempo
quando ele dispara,
Para estar pronto
é deixar que o destino
se cumpra e se faça,
Para que ninguém desfaça
o quê não se disfarça.
A memória de um tempo
como Caipora correndo
veloz e solto na mata
para desatar os nós
que os homens criaram,
Dá para perceber
que não não aprenderam
nada e que não desejam
nem nunca aprender,
Para não perder o brio
sigo o curso indicado pelo rio.
Se for doce e amarga
ao mesmo tempo,
Sem cara amarrada,
sem tirar nem pôr,
que seja como Cambuci,
E sem nenhuma pressa
para ser feliz à beça.
Tempo do dia mais próximo
de ser por nós comparado
com um espinho incômodo
está aí na pele impactado.
Antes parecesse de fato
com Jurubeba encontrada
em plena Mata Atlântica,
para fazer a gente curada.
Alguns não têm buscado ter
compreensão aprofundada
e mantém a opinião formada,
trago o olhar de plateia calada.
Navegando para bem longe
onde observar crescente pede
em nome do que é imperativo
sobre brasas e cacos de vidro.
Uma taça erguida
da torre do tempo
em direção a Lua,
No meio de um jogo
fatal com o destino
do nosso continente,
Você está sempre
presente na mente,
e tens meus versos
como o teu abrigo.
Sonora rima arbórea
de braços abertos
ao céus dando glória,
Assim me tens feita
de estrelas e auroras,
mesmo estando muito
longe de você agora.
Ouço a distante balada
indie tocando no meio
deste vazio existencial,
Porque não te tenho
em paz presencial,
ânsia divina de ser
para você o quê ninguém
nunca foi e nem há de ser.
De mãos dadas somos
pessoas espiritualizadas
para este mundo louco,
Que prende os seus melhores
soldados e mantém
soltos os piores bandidos.
E aqui agora sem saber
o que se passa em Fortaleza,
Escrevendo mil histórias
sobre o amor para que dele
em existência ninguém se esqueça.
Buscando a inspiração
e a rima sonora perfeita
pelos portais do tempo,
fui construir um exílio
na Lua pro meu coração,...
Por não querer nunca
e nem de longe
parecer com este mundo
que exalta quem
aprecia viver sem emoção;
Acariciando a delicada
felina no meu colo,
e tal como a chuva fina
que caindo sobre cidade,
muito além desta tarde
venho te esperando,...
Com todas as mais de mil
e uma noites de amor,
que tens para ofertar
sob a abóbada estrelada
o teu coração me entregar.
Optando assim seguir
por um caminho interior
para que este inverno não
deixe em mim perder
esta primavera em frescor.
Venturas que quero
somente nos braços
teus encontrarei,
O tempo e o destino
em espiral indicarão,
as luas no caminho.
Desenhando colinas
com os meus versos,
para erguer mundos
e tombar impérios:
O Deus da Guerra
não vai mais dançar
no meu hemisfério.
Aventuras de fogo,
somente nos lábios
teus encontrarei,
Galáxia do Girassol
com amor e paixão
só à ti pertencerei.
Irrepreensível manhã
custe o quê custar,
não adianta conspirar,
porque eu sei que vem;
Não existem calabouços
que resistam o convívio
com o tempo de escuridão.
Da vida nova e do Ano Novo
ninguém que escapa,
nem mesmo por intriga
ou mau tempo que os adie;
Porque o quê é do Homem
nem mesmo o bicho come.
Nos sinais do Universo
ainda busco caminhos
como nômade que
faz a sua tapeçaria
com a luz das estrelas
e te deseja sem retórica.
Por aqui tem esperança
porque ainda há muita
poesia viva em abundância
e ainda amo a minha Pátria,
e escuto bastante música
romântica sem me importar
com o quê de mim pensem.
Da Centaurus A puxo o fio
da meada e do prelúdio
que iremos nos encontrar
numa bonita noite de luar,
não sei se é por pressentimento
ou mesmo até válvula de escape,
o apelo da imigração continua vivo.
E neste corpo bonito fico imaginando
o mapa de todas as minhas rotas...
o teu punho erguido ao céu
pedindo força além do tempo
a história está em movimento
pontos cardeais todos
me levam ao teu encontro
daqui a pouco é fevereiro
da falta de amor deste mundo
ainda me encontro foragida
distante numa galáxia perdida
você é o meu universo inteiro
o teu amor em silêncio
me chama a abandonar o pretérito
as canções das estrelas nos lábios
resilientes nós dois renasceremos
e um mundo novo construíremos
faltam dois dias para a Lua Nova
Galáxia Cata-vento do Sul e sua utopia
feita da conjunção entre Marte e Urano
tal como um amor sem nenhum engano
dificilmente visível a olho nu
mas com o telescópio do peito se sente
Inocência de Anujá
na beira dos igapós,
Tempo que gostaria
que parasse ali,
e que infelizmente
não vai mais voltar,
O céu é confidente.
Na República Dominicana
sob o amparo da Caoba
lado a lado vendo o tempo
e descansando em silêncio.
Divinissímo ouro vermelho
que nas mãos campesinas não
se encerra e sempre a visão
brinda e enfeita com toda arte.
Reconhecer e agradecer por
estar sob o luxo da sua sombra
faz aumentar ainda mais o amor.
No final de tudo o quê importa
é estar com tudo aquilo que une
com a terra e o essencial reforça.
Quando a Bracatinga
chora é quando
o tempo muda,
Para quem sabe ler
é a própria poesia
que comunica profunda.
